domingo, 6 de junho de 2010

O Espião de Computador



“UM ESPIÃO EM SEU COMPUTADOR”


A operadora OI, dona da banda larga VELOX e do portal iG, adquriu o programa de comutador NAVEGADOR, desenvolvido pela empresa inglesa PHORM, que rastreia tudo o que seus clientes de banda larga fazem na internete. Por isso é uma ameaça para nós.
Esse programa registra tudo o que se faz na internete. Por exemplo, o NAVEGADOR sabe que se entra no Orkut, quando se digita o nome de uma pessoa no campo de busca, quando se visita o perfil dos amigos dessa pessoa. Também registra o ingresso das pessoas num simples saite de vendas ou quando visita o saite do banco para consulta de saldo. Enfim, esse programa NAVEGADOR segue todo os passos que as pessoas dão ao abrir cada mensagem, chegando ao detalhe de anotar quanto tempo as pessoas gastam em cada uma dessas atividades, transmitindo todas essas informações a uma empresa sediada não se sabe onde, que analisa o comportamento do internauta e o classifica de acordo com algum rotulo.
É amedrontador e real esse tipo de invasão de privacidade que ameaça os internautas brasileiros.
Esse terrível programa chamado de NAVEGADOR e que está sendo, discretamente, testado no Rio de Janeiro pela OI deverá se expandir aos usuários de todo o Estado até o final deste ano.
De tão perigoso esse NAVEGADOR ainda não conseguiu entrar nos Estados Unidos e nos países da Europa, pois há o temor de que informações pessoais sejam usadas de foma indevida. Se uma empresa telefônica não pode grampear as nossas linhas, como pode a internete ter o direito de saber o que você faz na rede? Um programa espião ameaça nossa liberdade.
Vejam as providências que algumas pessoas importantes tomaram contra o programa NAVEGADOR que está sendo testado pela OI:
I – JEFF BEZOS – Dono da livraria virtual Amazon: Decidiu que seu site vai bloquear o programa Phom. Quem acessar a livraria on-line não será vigiado mesmo que o Phorm esteja instalado no computador.
II – JIMMY WALES – Fundador da Wikipédia: Bloqueou a Phorm para quem usa a enciclopédia. Em 2008, a Phorm admitiu ter adulterado o verbete da empresa na Wikipédia para apagar meções negativas.
III – TIM BERNERS-LEE – Diretor do Consórcio WWW que supervisiona a internet, manifestou-se contra a Phorm: “Minhas informações pessoais são minhas. Você não pode tê-las sem negociar comigo”
IV – ROSS ANDERSON – Professor de engenharia de segurança na Universidade Cambridge: Afirma que nenhuma tecnologia garante o anonimato dos dados. Redomenda que as pessoas evitem preovedores com o programa Phorm.
obs.: Informações retiradas da revista ÉPOCA, nº 629, de 07.06.2010

sábado, 5 de junho de 2010

Prefeito de Xique-Xique: Dr. Naylor de Souza Nogueira

Prefeito Naylor de Souza Nogueira
– 1946 –

Mandato: 25 de agosto de 1946-28 de setembro de 1946.
Presidente da República: Eurico Gaspar Dutra (31.01.1946-31.01.1951).
Interventor Federal da Bahia: Cândido Caldas (26.07.1946-10.04.1947).

Na audiência que manteve com o Interventor Federal da Bahia, Dr. Cândido Caldas, no dia 16 de agosto de 1946, o Prefeito Xique-Xique (BA), Sr. Adão Bastos conseguiu não só convencê-lo a aceitar a sua renúncia à Prefeitura, para se candidatar a Deputado Estadual, como também deixou acertado o nome do Dr. Naylor de Souza Nogueira, conceituado cirurgião-dentista na cidade, para substituí-lo na chefia do Poder Executivo de Xique-Xique.
O Dr. Naylor Nogueira que já havia exercido o mesmo cargo como o 8º prefeito municipal, no período de 02 de janeiro a 10 de abril de 1946, para satisfazer a vontade do seu cunhado Prefeito, aceita a indicação, permitindo que o Sr. Adão Bastos possa se candidatar a Deputado Estadual pela Bahia.
No dia 25 de agosto de 1946 Dr. Naylor Nogueira assume, pela segunda vez, a prefeitura municipal de Xique-Xique (BA), como o 10º Prefeito nomeado, tendo como secretário o experimentado burocrata municipal Sr. Francisco Emerenciano da Cruz, mais tarde sendo substituído por Dr. Amélia Magalhães e Silva.
Mas, o seu objetivo não era ser prefeito e sim vereador e, logo que assumiu começou a procurar alguém para substituí-lo, pois estava disposto a renunciar para poder se candidatar a vereador nas eleições de 1947.
Por isso durante os poucos dias em que passou sentado na cadeira de Prefeito, sem deixar de cumprir os expedientes voltados para questões políticas e nem de dialogar com os correligionários sobre os temas municipais mais importantes e imediatos, o Dr. Naylor manteve contatos diuturnos, com a maioria dos correligionários, sempre assessorado politicamente pelo ex-Prefeito Sr. Adão Bastos, tendo dessas conversas surgido o nome do comerciante e fazendeiro Sr. Custódio B. Moraes para substituí-lo no cargo de prefeito municipal de Xique-Xique.
Com o endosso do amigos e dos políticos situacionistas, o Dr. Naylor Nogueira, no dia 19 de setembro de 1946, enviou para o Dr. Cândido Caldas, Interventor Federal na Bahia, um circunstanciado telegrama solicitando demissão do cargo e indicando o nome do Sr. Custódio Moraes para substituí-lo. Poucos dias depois, no dia 26 de setembro de 1946, chega o decreto de nomeação do Sr. Custódio B. Moraes para assumir o cargo de 11º Prefeito Municipal de Xique-Xique, liberando o Dr. Naylor Nogueira para se candidatar a Vereador pela cidade.
OBS.: Informações extraídas e selecionadas do livro “Senhor do Bonfim e Bom Jesus de Chique-Chique” Ed. 1999 – Autor: Cassimiro Machado Neto.

Crônica: "Não Mageia e Nem Proseia"


"NÃO MAGEIA E NEM PROSEIA"

Xique-Xique, em algumas coisas parece ser a terra do paradoxo. Tomemos por exemplo o caso dos meios de comunicação, especialmente a imprensa escrita. Em matéria publicada no Blog XIQUEXIQUE, em 15.08.09, sob a denominação de “Visita anual a Xique-Xique” teci alguns comentários sobre a inexistência de revistas e jornais na cidade. Naquela ocasião assim me expressei: “Mas, uma coisa ainda continua me entristecendo e me incomodando. É a falta de uma BANCA DE REVISTA na cidade. Acredito que seja a única comunidade do mundo com 45.000 habitantes que não dispõe desse instrumento de cultura. Passei o absurdo de ficar 15 dias sem ver um jornal sequer. Procurei um como se procura uma agulha num palheiro. Simplesmente não existe na cidade. Se alguém possui algum exemplar o esconde sob 7 chaves.
É necessário, pois, que os lideres da cidade dêem um jeito de o xiquexiquense ler. O maior analfabeto não é quem não sabe ler e sim aquele que, sabendo, não lê. Quem não lê não tem opinião, vive desatualizado, não sabe escolher e fica sem saber o que está acontecendo no resto do mundo. Vamos meus conterrâneos. Introduzamos o JORNAL e as revistas semanais na cidade para que sejam lidos pela população.”
Pois bem, o paradoxo a que me referi acima diz respeito ao fato de em épocas passadas, primeiro terço do sec.XX, Xique-Xique, na época pequenina cidade da caatinga baiana, chegou contar com alguns importantes periódicos redigidos e impressos pela própria comunidade.
O nosso pesquisador CASSIMIRO MACHADO NETO, em seu livro “Senhor do Bonfim e Bom Jesus de Chique-Chique (História de Chique-Chique), 2ª Edição – 2009", assim se refere aos “jornais” de Xique-Xique: “A administração do Prefeito Municipal de Chique-Chique coronel José de José Nogueira (1930-1933), ... foi a que teve o maior volume de informações registradas, graças ao surgimento de dois jornais semanários, que deram a maior cobertura possível a todos os fatos políticos, sociais, culturais, desportivos, econômicos etc. Estes dois jornais foram: A ORDEM, que circulou de 17 de julho a 20 de dezembro de 1931, totalizando 19 edições semanais consecutivas e A LUZ, que circulou entre o dia 14 de fevereiro a 28 de agosto de 1932, publicando 23 edições semanais consecutivas.”
Continuando a sua pesquisa o nosso historiador divulga, ainda a existência dos seguintes periódicos xiquexiquenses:
I) O Progresso, que circulou de 1936 a 1938 e do qual o nosso historiador e pesquisador teve acesso, apenas, a uma fotocópia da 1ª página da edição nº 01, datado de 09 de agosto de 1936;
II) O tablóide Tribuna da Verdade que circulou apenas uma vez, no dia 31.07.1995, embora o expediente informasse ser tiragem semestral;
III) O Página Revista pequeno periódico mensal que vem circulando desde setembro de 2003.
Segundo o nosso pesquisador CASSIMIRO NETO, Xique-Xique já teve mais de uma dezena de periódicos com tiragens semanal, quinzenal e mensal, a contar do ano de 1931 o que poderia denotar um bom gosto pela literatura e pela notícia. Mas, aí surge o paradoxo: se o povo tinha essa boa vontade para com os noticiários locais, nunca se interessaram em ler os grandes jornais ou pelo menos os jornais que circulam na capital do Estado, demonstrando com essa atitude um total descaso para com o que se passa na resto do mundo, com grande prejuízo para a cultura do povo e o desenvolvimento da cidade.
Sem jornais, sem revistas, sem biblioteca e sem cinema, o povo de Xique-Xique (BA), nas décadas de 1960 e 1970 atravessou anos de total ignorância utilizando como meio de contato com o mundo exclusivamente o rádio e assim mesmo interessando-se apenas por jogos de futebol, dos times do sudeste e pelas radionovelas que se mantinham em alta nas cidades onde ainda a televisão não tinha chegado.
Com a chegada dos anos 1970, influenciada pelos jovens que estudavam em Salvador, começou-se a pensar em trazer o sinal da televisão para Xique-Xique. Nesse tempo Salvador e algumas das principais cidades do Estado já contavam com os sinais de televisão dos Diários Associados e da Rede Globo, transmitindo as telenovelas, os noticiários e principalmente os jogos de futebol. Na rede Globo, nessa década, destacaram-se as novelas Irmãos Coragem, Selva de Pedra, Cavalo de Aço, Pecado Capital, o Astro e muitas outras que deixavam as mulheres desejosas de acompanhar, diariamente, os folhetins que aquela emissora de televisão sabe fazer tão bem.
A sociedade xiquexiquenses colocou, então, como prioridade cultural trazer a TV para Xique-Xique. Esqueceram-se de que mais importante era incentivar, na cidade a instalação de bancas de revistas, salas de projeção de filmes e bibliotecas. Priorizaram a televisão e, a partir dessa opção começaram uma odisséia para dotar a cidade com um sinal de TV.
Durante toda a década de 1970 várias foram as tentativas frustradas tanto as feitas pelas pessoas físicas como as promovidas pelas empresas, que, também, estavam interessadas em estimular o consumo em todas as cidades à margem da rodovia Xique-Xique a Salvador.
Instalaram-se antenas particulares, as maiores e melhores vindas da capital, montaram, ao longo da rodovia, torres de retransmissão do sinal, mas, durante muitos anos os aparelhos de TV mostraram um desempenho pífio. A regra geral era apresentarem uma tela totalmente tomada por chuvisco com uma imagem que mais parecia uma sombra. Quanto ao som, este mostrava-se intermitente, ora chegando com nitidez e outras vezes com muitas descargas e interferências ou mesmo desaparecendo totalmente.
Mesmo com a precariedade do sinal, as famílias não desanimavam e sempre estavam comprando aparelhos de televisão levadas pela esperança de assistirem as novelas da Globo que já faziam grandes sucessos em Salvador. Por isso, logo após o jornal nacional, com Cid Moreira, que era assistido pelo chefe, todos se assentavam em frente da tela chuviscada e desde que o som estivesse mais ou menos audível e entendível, procuravam imaginar o andamento da trama novelesca atentos às sombras que apareciam por baixo dos chuvisco.
Os homens que preferiam as transmissões das partidas de futebol ficavam plenamente satisfeitos se a imagem estivesse mais ou menos, mais para mais do que para menos, vez que a voz do locutor poderia ser suprida com um radio colocado ao lado da televisão.
Foi nesse clima que num certo dia, no jardim da Praça D. Máximo, estavam alguns torcedores de futebol irritados e contrariados porque não conseguiram assistir, mesmo precariamente, a transmissão de um jogo entre dois grandes times de futebol, vez que junto com o som a imagem desaparecera, quando, ao passar por ali o comerciante Marçalzinho, sempre de bom humor e dono de uma verve humorística, um dos torcedores frustrados lhe pergunta o que ele acha da televisão em Xique-Xique. Marçalzinho, sem pestanejar e como se já estivesse esperando a pergunta, responde jocosamente a queima roupa: “A televisão daqui quando mageia não proseia e quando proseia não mageia”.
Essa concisa definição ficou valendo até o início da década de 1980 quando, com a chegada da energia hidrelétrica em Xique-Xique criaram-se melhorias tecnológicas que permitiram a chegada do sinal em excelentes condições, e, com a introdução da antena parabólica em quase todas as residências aumentou o leque de canais bem sintonizados.
Nesses últimos 25 anos, pois, a população de Xique-Xique vem se “ilustrando” com a nefasta programação das grandes redes de TV sudestinas, representada principalmente pelas novelas e programas de calouros, sem se preocupar, ainda, com a ausência, na cidade, de outros meios de comunicação e de difusão de conhecimentos, tais como os jornais, as revistas e as salas de cinemas.

ATÉ QUANDO???


Fotos de Amantes: Casal de Guepardos


CASAL DE GUEPARDOS


O Guepardo é tido como o felino mais veloz, chegando a atingir, no pico de uma perseguição, a velocidade de 100 km/h, existindo, assim, poucas presas que se livram das suas garras, quando está com fome e se dispõe a correr atras da comida.
No entanto, na hora do amor, parece não ter nenhuma pressa e chega, mesmo, até a cochilar na cangote da companheira.
Tudo indica, pois, que essa corte irá demorar bastante, pois estão sem fome e dispõem de todo o tempo do mundo, condições indispensáveis para um bom e gostoso acasalamento.

Foto Antiga: Estudantes esperando o vapor no Porto do Genipapo

A ESPERA DO VAPOR

Esta foto registra um dos mais importantes e característicos momentos vividos pelos estudantes de Xique-Xique (BA), entre o final da década de 1950 e início da década de 1960: o fim das férias e o momento de retornarem aos colégios internos, em Salvador.
Ante a inexistência de uma boa rodovia para Salvador e, como a passagem de avião era muito cara, a opção era viajar pelo Rio São Francisco. No entanto, na estação seca, quando o vapor não entrava em Xique-Xique, a solução era pegar um paquete e se dirigir para o outro lado da Ilha do Gado Bravo e esperá-lo, no porto do Genipapo.
Era um lugar sem as mínimas condições de conforto e somente a idade estudantil aguentava, com bom humor e paciência o momento em que o vapor encorasse no porto do Genipapo, pois, até para isso, não havia momento e nem hora determinada.
Os leitores sexagenários, com mais de 65 anos de idade, com certeza identificarão os garotos da foto. Mas para os mais novos, inclusive descendentes dos fotografados, vai aqui os nomes dos artistas para que não sejam esquecidos pelos atuais estudantes que dispõem de todo o conforto nas suas viagens de idas e vindas para Salvador.
Da esquerda para a direita: EM PÉ: Rodrigo Marçal, Isaldo Neiva e Ney Barreto Júnior.
AGACHADOS: Ney Dilson Barreto, Rui Cerqueira, Valtércio Nogueira, Cassimiro Barreto, Raul Marçal, Édson Lopes e Neusiton Baraúna.

Por do Sol em Xique-Xique (BA)


POR DO SOL


Somente os nasceram e moram em Xique-Xique (BA), não mais se emocionam com esse fenômeno que, diariamente, lhes é ofertado pela natureza: o Por do Sol na beira do rio São Francisco, no nosso Lago Ipueira.
Mas, isso não significa insensibilidade ante tão bela paisagem mas apenas o fato de já estarem acostumados a, todos os dias, assistirem esse espetáculo.
Mas, se não podemos culpá-los por isso, podemos, isso sim, motivá-los a inciarem um movimento visando a derrubada do feioso PAREDÃO que limita a bela visão do nosso Por do Sol, pois, para vê-lo ainda é preciso escalar a referida muralha, enfrentando a fedentina e o que é pior, o risco de adquirir uma doença ante a existência de dejetos humanos espalhados pelas escadas e sobre a passarela do PAREDÃO.
Meus conterrâneos, VAMOS DERRUBAR O PAREDÃO, PARA O BEM, A HIGIENE E O EMBELEZAMENTO DA NOSSA CIDADE.

Propaganda antiga: Máquina Fotográfica KAPSA

A MÁQUINA FOTOGRÁFICA KAPSA

Em 1888 surgiu a primeira máquina fotográfica tipo “caixão” da marca Kodak, fabricada nos Estados Unidos. A partir daí o nome KODAK generalizou-se para todas as máquinas fotográficas nesse formato.
A maquina fofográfica Kapsa "Pinta Vermelha" era uma câmera, tipo “caixão”, genuinamente brasileira fabricada na década de 1950 pela empresa D. F. Vasconcelos, na cidade de São Paulo.
Na época foi bastante cultuada pelos fotógrafos amadores por ser bem acabada e forte o bastante para cair sem quebrar. O fabricante recomendava que, para se obter uma boa foto era preciso segurar a câmera na altura da barriga, para conseguir ver a imagem pelo espelho refletor.
Era um equipamento com bastantes inovações para a época pois já vinha com ajustes manuais de abertura do diafragma e controle de velocidade de disparo que contava apenas com duas posições: 1/100 e "B", na qual o obturador ficava aberto enquanto se mantém o disparador pressionado. Na década de 1950 poucas pessoas tinham o privilégio de possuir uma máquina fotográfica do tipo “caixão”, por ser equipamento disponível apenas para pessoas de boa renda financeira.