terça-feira, 17 de setembro de 2013

Barca de tolda: À VELA E À VARA


Tempo em que as barcas que navegavam no Rio São Francisco  tinham como  combustível o vento e, na falta desse as varas dos remeiros.

segunda-feira, 16 de setembro de 2013

Vapores do Rio São Francisco: VAPOR ANCORADO


Vapor com nome não identificado, ancorado num porto do Rio São Francisco, recebendo passageiros e cargas.

Mensagem Bíblica: 1 TIMÓTEO 2,4

ELE DESEJA QUE TODOS SEJAM SALVOS E CHEGUEM AO CONHECIMENTO DA VERDADE.

Baixio de Xique-Xique: O PROJETO DE IRRIGAÇÃO

Baixio de Xique-Xique (BA): O PROJETO DE IRRIGAÇÃO

Tomada d'água no Município de Xique-Xique BA

Informo aos seguidores e leitores deste Blog que a população da cidade de Xique-Xique (BA) não concorda com a denominação de "BAIXIO DE IRECÊ" dada ao Projeto de Irrigação que está sendo implantado no Município de Xique-Xique (BA), local onde estão situados o "BAIXIO" e a ÁGUA necessários à existência do referido Projeto de Irrigação. 

Denominá-lo de "BAIXIO DE IRECÊ" é um grande engano e, acredito mesmo, que os habitantes da cidade de Irecê (BA) não devam sentir-se confortáveis com essa indevida denominação pois, sabem, mais que ninguém, que naquele Município não existe"baixio", e nem água para irrigação além de ficar a uma distância de mais de 100 km da margem do Rio São Francisco, local da tomada d'água e do canal principal (fotos). 

       Como acredito não serem eles os autores da equivocada denominação e sim que tenha partido de algum técnico que desconhece a realidade dos fatos, bem que os habitantes da cidade de Irecê poderiam ser parceiros dos Xiquexiquenses nesse pleito de mudança do nome do Projeto para "BAIXIO DE XIQUE-XIQUE", a não ser que queiram compactuar com essa usurpação

 

Canal Principal, no Município de Xique-Xique BA

Enchente do Rio São Francisco em 1979: RUA CEL MANOEL TEIXEIRA - XIQUE-XIQUE (BA).


No ano de 1979 a cidade de Xique-Xique sofreu com uma grande cheia do Rio São Francisco. As suas principais ruas, próximos à margem do rio, ficaram totalmente inundadas.
A foto registra o alagamento da Rua Coronel Manoel Teixeira, que fica perpendicular ao rio, ao lado do Mercado Municipal.
Foto: Afonso

domingo, 15 de setembro de 2013

Jornais de Xique-Xique (BA): " A LUZ", nº 14


          O periódico "A LUZ", edição n° 14, de 22 de maio de 1932, tem como sua primeira chamada a matéria intitulada "Bahia Católica", falando sobre o 1° Congresso Eucarístico Nacional, a realizar-se em Salvador, em outubro daquele ano.
       O assunto seguinte  "A Vazante do Rio São Francisco", apresenta a informação:
"Devido à escassez das chuvas, o Rio São Francisco acha-se bastante vazio, a ponto de prejudicar a navegação. O vapor “Raul Soares” viu-se obrigado a voltar a Januária MG e o vapor “Djalma Dutra” vem com sua viagem atrasada. O vapor que deveria zarpar no dia 15 da cidade de Juazeiro BA não saiu na data regulamentar, devido ao atraso do vapor “João Pessoa”.
       Com o título "Dr. Otávio Carneiro", vem de Pirapora, MG a notícia do falecimento do engenheiro Dr. Otávio Carneiro, que era diretor da Empresa Viação e Indústria de Pirapora, proprietária do vapor “Santa Clara”, que naufragou em frente à ilha da Champrona, dia 14 de janeiro de 1932.
       Outra grande manchete desta primeira página era "Em Prol dos Flagelados", acompanhando o que acontece com as vítimas das secas nas caatingas do município de Xique-Xique, inclusive as providências que estão sendo tomadas para minorar seus sofrimentos e para evitar que eles morram todos de fome e de sede.
      O capitão Nélson Xavier entregou ao comerciante Sr. Francolino José dos Santos uma quantidade de cereais que foram bem distribuídos escrupulosamente pelo mesmo a 1879 pessoas.
      "A LUZ" passou telegramas para os jornais Diário de Notícias e A TARDE de Salvador, narrando, nos detalhes, a situação geral dos flagelados.
     O Prefeito Municipal de Xique-Xique, coronel José de Souza Nogueira tem tomado todas as providências para dar assistência aos flagelados, inclusive sua mais recente decisão foi telegrafar ao interventor federal do Estado da Bahia tenente Juraci Montenegro Magalhães  colocando-o a par de toda situação, rogando-lhe providências imediatas.       
       À página dois, num artigo assinado por alguém que subscreve com o pseudônimo de Príncipe Negro, há um relato do que está acontecendo na cidade de Xique-Xique invadida pelos flagelados da seca, que chegam de todos os lados.
       A página três apresenta somente anúncios publicitários, inclusive mais um inédito: CALCEHINA, específico da dentição.
       A página quatro começa com o assunto "O Nosso Ouro em Retirada", denunciando a venda de ouro para pessoas estrangeiras que levam para o exterior sem pagar os respectivos impostos.
      Em seguida a página quatro traz o tópico "Pelas Obras da Matriz", falando acerca das novenas de maio e sobre a campanha de remodelação do templo da Igreja Matriz do Senhor do Bonfim.
       Na página quatro foi publicada uma poesia intitulada "Alzira", escrita por alguém que usa como forma de identificação – ou não deseja ser identificado – as iniciais TP.

Foto Interessante: O MARIZEIRO DO JARDIM


          No canteiro circular central do jardim da Praça D. Máximo em Xique-Xique BA, existe um Marizeiro, que deve ser tratado com muito carinho pelos xiquexiquenses.
          Vejamos o que diz o Prof. Amâncio Cardoso, sobre essa árvore:
             "Você já viu um marizeiro? Ou, por acaso, já saboreou a polpa cozida do mari? Ou ainda, já sentou com parentes e vizinhos para quebrar o caroço do mari e comer sua semente?
           Se você respondeu “não” a estas questões, saiba que marizeiro é o nome popular de uma árvore da espécie Geoffroea, da família das leguminosas, com cinco tipos: Geoffroea superba, spinosa, estriata, inermis e decorticans.1
            Marizeiro, marizeira, ou também umarizeiro, cresce tanto nas várzeas quanto no semiárido. Elas são grandes e frondosas.          
           Na fase adulta atingem altura entre 05 e 10 metros. A madeira é resistente e pode ser usada para lenha, carvão e fabricação de móveis. Suas folhas são pequenas, alongadas e alternadas, cujo ramo tem entre 05 a 09 folhinhas.
          Já as flores do marizeiro são amarelas e aromáticas. Seus frutos, mari ou umari, têm forma oval, medindo entre 02 e 04 cm.  
          O mari tem pele fina que envolve uma massa oleosa, doce e comestível quando cozida. No centro da fruta tem um caroço cuja semente também serve de alimento. Da polpa faz-se farinha para mingau por ocasião das secas e mesmo em tempos normais nas áreas do sertão. A fruta indígena ainda possui propriedades medicinais. A massa (mesocarpo) é usada como vermífugo. Das folhas faz-se chá, e misturadas aos brotos combatem a diarreia e tosse."

          Portanto, cuidemos do nosso exemplar de Marizeiro, que, não sei como, foi germinar e se transformar numa frondosa  árvore no  nosso jardim.