sábado, 19 de maio de 2012

BAIXIO DE XIQUE XIQUE (BA)


(Continuação da matéria publicada no dia 14.05.12)

A população de Xique Xique (BA) não concorda com a denominação de Baixio de Irecê, dada ao Projeto de Irrigação que esta sendo implantado  no Município de Xique Xique, por ser um exemplo clássico de USURPAÇÃO. 
Ratificando esse desejo está circulando um abaixo assinado  pedindo às autoridades a troca do nome para BAIXIO DE XIQUE XIQUE.
Irecê é um Município que está muito afastado de Xique Xique e do Rio São Francisco, em torno de 120 km e não há nenhuma vinculação entre os dois Municípios. Os canais de irrigação passarão bem longe do município de Irecê.
O abaixo assinado é dirigido à Presidenta da República, ao Congresso Nacional, ao Supremo Tribunal Federal, Assembleia Legislativa da Bahia, Câmara de Vereadores de Xique Xique e Prefeitura Municipal de Xique Xique.

Abaixo-assinado Pedindo a Troca do Nome do Projeto Baixio de Irecê por Baixio de Xique-Xique

       A População de Xique-Xique (BA), REQUER a troca do nome do projeto de irrigação Baixio de Irecê para Baixio de Xique-Xique, por ser essa a vontade dos xiquexiquenses.
        O povo da cidade de  Xique-Xique (BA), não concorda com o nome dado ao referido projeto, já que grande maioria das terras envolvidas, pertence ao Município de Xique-Xique (BA). 
           Não houve qualquer processo de consulta à população quanto ao atual nome desse Projeto de Irrigação e não é justo que esse investimento realizado dentro do nosso Município tenha o nome de um  município que não é vizinho e nem tem água para irrigar. 
      Ante o exposto requerem os xiquexiquenses que  às autoridades competentes corrijam, esse grande equívoco, e façam justiça renomeado o Projeto para Baixio de Xique-Xique atendendo esse pleito da  população de Xique-Xique. 

              DADOS  DO  PROJETO

          O Baixio de Xique Xique  ocupará uma área total de 95.119 ha e uma área irrigável de 58.659 ha, dividida em lotes para pequenos produtores e com uma Reserva Ambiental de 192.466 ha. A área irrigável  é dividida em 9 etapas, com a seguinte distribuição prevista em projeto:
Etapa 1 com 4.723 ha (em implantação);
Etapa 2 com 5.288 ha (em implantação);
Etapa 3 com 4.834 ha (em projeto);
Etapa 4 com 4.480 ha (em projeto);
Etapa 5 com 6.137 ha (em projeto);
Etapa 6 com 6.315 ha (em projeto);
Etapa 7 com 6.542 ha (em projeto);
Etapa 8 com 7.640 ha (em projeto);
Etapa 9 com 12.700 ha (em projeto).


Canal de aproximação: trecho inicial comum aos módulos 1 e 2, com 160 m de extensão e vazão de 67,0 m3/s; trecho posterior para atender ao módulo 1 com 247 m de extensão e vazão de 11,2 m3/s.

Estação de Bombeamento Principal (EBP para atender módulo 1) projetada para 10,65 m3/s com 3 conjuntos motobombas de 3,55 m3/s cada. A Estação de Bombeamento para atender aos módulos 1 e 2 está em fase de estudos e planejamento.


Dinherio, Deuses & Poder: OS MACABEUS

Os Macabeus  inauguraram um período curto e brilhante de independência judaica em Jerusalém. As festas do Chanukah e os símbolos como o candelabro de sete pontas (menorá) vêm dessa época.
A moeda com a âncora e a estrela é uma AE Prutah, batida, dos tempos de Alexandre Janneus (103/7 aC).
As pequenas são prutot (plural de prutah) da mesma época.
Fonte: Coleção Spínola - Nomus Brasiliana.

sexta-feira, 18 de maio de 2012

FRASE BÍBLICA

CERTA NOITE, O SENHOR DISSE A PAULO NUMA VISÃO:"NÃO TEMAS, FALA E NÃO TE CALES, PORQUE EU ESTOU CONTIGO"
AT 18,9-10a

Crônica: MINHA VIDA BANCÁRIA

De 1964 a 1995, trabalhei como bancário numa instituição financeira federal e, no exercício da minha profissão, percorri os Estados da Bahia, Sergipe, Alagoas, Pernambuco e Ceará, onde me aposentei, tendo fixado residência em Fortaleza-CE. Durante esse período de 31 anos assisti e participei de muitas coisas que aconteceram dentro e fora das Agências Bancárias, tendo registrado algumas delas, as quais passo a divulgar, por interessantes. Os nomes dos colegas e das Agências são trocados ou omitidos por questão de ética.

                                                                          

                                                                        O SUMIÇO DA TRENA
                                                                                           Juarez M. Chaves            
O meu trabalho de bancário no ano de 1965 era muito penoso tendo em vista a falta de servidores naquela  pequenina agência do interior da Bahia.
 Contávamos apenas com o Gerente, o Chefe do Setor de Serviços, espécie de sub-gerente e contador, o caixa, o contínuo, o servente e três escriturários, sendo eu, um deles.
Desde o meu primeiro dia de trabalho, junto com mais um colega e por determinação da gerência, fiquei trabalhando no  no Setor de Crédito Rural. Nas épocas do custeio de entressafra a afluência de plantadores de feijão, milho, algodão e mamona era muito grande o que significava época de muito trabalho para nós.
Tínhamos que atender todo esse pessoal dentro da oportunidade necessária sob pena de corrermos o risco de se perder o tempo do plantio e portanto a eficácia do crédito rural.
Assim não tínhamos hora para trabalhar e as vezes enfiávamos pela noite a dentro enquanto tivesse agricultor dentro da Agência. Mas, não obstante o cansaço o resultado era gratificante quando víamos a felicidade estampada no rosto do pequeno produtor com o dinheiro na mão e a certeza de poder tocar a sua lavoura.
Mas, se para o cliente a correria terminava quando ele recebia a primeira parcela do crédito – preparo do solo, compra de sementes e plantio – para nós do crédito rural o trabalho apenas começava, pois, a partir daí teríamos que  fazer a administração do contrato e o acompanhamento, no campo, da aplicação do financiamento.
Pelas normas do crédito rural  as visitas aos imóveis beneficiados pelo crédito deveriam ser feitas por Técnicos Agrícolas, empregados ou contratados pelo banco, coisa difícil de acontecer nas pequenas agências onde esse tipo de profissional era praticamente inexistente.
Por isso nesses casos, para suprir a carência,  a Direção Geral do banco autorizava o Gerente a deslocar qualquer funcionário do Setor Rural para os trabalhos de campo e, nesse ano de 1965 eu fui o escalado para fazer tal serviços, apesar de não ter nenhum conhecimento ou experiência das atividades ligadas à agricultura.
Mesmo assim aceitei o encargo e após juntar os apetrechos necessários ao trabalho - cópias dos contratos, trena de medir, botas e chapéu – meti-me dentro de um jeep willis fretado e parti para essa aventura.
A visita, basicamente, consistia em pegar o cliente em casa  e ir com ele até a roça onde após verificar o preparo do solo e as vezes ate o plantio, usávamos a trena para medir a área plantada. Era um trabalho agradável e fiquei nessa atividade por um bom período, até a época da colheita.
Foi numa dessas viagens para o campo que a trena sumiu. Ficava guardada na bolsa da porta do jeep, sem nenhuma segurança e acredito que no intervalo para o almoço quando o veículo ficava na porta do restaurante sem vigilância, alguém que sabia foi lá e retirou.
Somente dei pela ausência desse objeto quando, já na roça de feijão, precisei fazer uso da mesma para as medições. Tive que me conformar e fazer, desta feita uma medida de olho como costuma fazer o agricultor.
Voltei para a Agência chateado  e o jeito foi falar para o gerente um mineiro da Agência de  Montes Claros  sobre o furto da trena. Conhecedor do meu trabalho e do esforço que a gente vinha fazendo para manter os financiamentos mais ou menos vistoriados, o gerente apenas tomou conhecimento do fato e mandou comprar outra trena para a continuidade dos trabalhos.
Já tendo decorrido algum tempo do sumiço da trena, lá pelos anos  de 1969, estando eu já trabalhando em Pernambuco, sou convidado por um Inspetor do Banco que estava auditando aquela agência para prestar alguns esclarecimentos.
Quando me apresentei o inspetor, sentado diante de uma máquina de datilografia,  foi logo me dizendo que esteve “inspecionando a Agência de .... e, ao sentir a falta de uma trena fora informado de que eu a havia desviado”. 
Em face disso desejava que eu fizesse os devidos esclarecimentos que ficariam registrados como meu depoimento.
Fiquei indignado com a forma grosseira e mal educada do inspetor tratar o assunto e, procurando acalmar-me, pois  tudo o que eu dissesse ficaria datilografado e os inspetores do Banco daquele tempo eram piores  do que delegados de polícia,  respondi com toda a calma: 
 - Senhor inspetor, eu não desviei nenhuma trena. Na minha terra o verbo desviar tem um sentido ofensivo. A trena foi furtada do jeep em que fazia as vistorias, no ano de 1966, enquanto estava estacionado na porta da pensão no intervalo para o almoço.
Disse mais ainda ao inspetor, com a maior calma e educação que me era possível naquele momento e naquela ocasião: 
 - No mesmo dia do sumiço quando regressei para a Agência, dei ciência do fato ao gerente e não sei porque esse assunto ainda está pendente, pois, imediatamente ele providenciou a compra de outra trena necessária aos serviços de campo."
Continuando, ainda indignado mas, com calma, conclui o depoimento: 
 - Informo ao senhor que passei mais de 6 meses no campo em trabalhos de fiscalização dos financiamentos os quais eram feitos, também aos sábados e domingos para que os trabalhos internos da Agência pudessem ter a minha participação ante a tremenda escassez de funcionários. Como a Agência de.... era deficitária aceitei trabalhar sábados e domingos sem ganhar horas extras e nem folgas para que os agricultores não fossem prejudicados por falta de fiscalização do Banco."
E finalizei o depoimento dizendo que apesar de todo o esforço que dediquei aos  serviços de fiscalização no campo, renunciando, inclusive  o pagamento das horas extras trabalhadas e as folgas pelos trabalhos realizados nos finais de semana, assumia o prejuízo do banco e autorizava que  o custo da trena fosse debitado em minha conta de depósitos.
Nada mais tendo a inquerir o inspetor deu por encerrado a entrevista e incluiu no seu relatório o meu depoimento sobre o sumiço da trena, ficando eu no aguardo  não só do débito do valor da trena na minha conta de depósitos mas também uma repreensão ou o que fosse como punição pela perda da trena.
Até o dia da minha aposentadoria não veio nem uma coisa e nem outra  significando que o assunto não era de importância para a Superior Administração do Banco.
No entanto para mim o assunto era importante principalmente pela forma como fui abordado pelo inspetor encarando-me como se eu fosse um desviador de trenas. 
Por isso esperava do Banco  uma satisfação sobre o assunto.

CRÔNICA : "CAUSOS" DE GAMELEIRA DO ASSURUÁ


   O "CORONEL" E O PROMOTOR
                                       Pedro Sampaio                         
Nos tempos das patentes compradas, da Guarda Nacional, reinava em Gameleira do Assuruá (BA) o Coronel Reginaldo, chefe político, contando grande número de correligionários, mas também muitos adversários, dentre os quais o mais intransigente e radical era o fazendeiro Galdino, proprietário da Fazenda Tanque, onde residia, a poucos quilômetros de Gameleira.
Naqueles tempos não havia estradas de rodagem naquelas plagas, sendo as viagens feitas em montarias, de preferência burros e mulas, com mais resistência para as estradas de serras.
Certo Promotor Público da Comarca de Xique-Xique (BA), jovem nascido e educado na capital, teve de fazer esse tipo de viagem, acompanhado por um amigo, conhecedor de toda a região da Chapada Diamantina, de Xique-Xique (BA) até  Gentio do Ouro (BA). No primeiro dia de viagem pernoitaram na Fazenda Tanque, Na residência do Sr. Galdino, amigo do companheiro do Promotor.
Feita a apresentação, o fazendeiro Galdino, apertando a mão do Promotor, falou:
        - Muito prazer, seu coronel.
 O jovem bacharel, não conhecedor desse tipo de tratamento, ponderou: 
      - Perdão, Sr. Galdino, eu não sou coronel, sou Promotor Público da Comarca de Xique-Xique.
 O fazendeiro retrucou: 

        - Não se importe, não, meu filho, eu chamo todo cachorro de coronel, só pra desmoralizar o Reginaldo.

quinta-feira, 17 de maio de 2012

Frase Bíblica

LOGO, PORÉM, QUE SILAS E TIMÓTEO CHEGARAM DA MACEDÔNIA, PAULO SE ENTREGOU TODO À PREGAÇÃO DA PALAVRA, DEFENDENDO DIANTE DOS JUDEUS QUE JESUS ERA O CRISTO.
AT 18,5

segunda-feira, 14 de maio de 2012

Frase Bíblica

FIZERAM UM SORTEIO ENTRE OS DOIS, E A SORTE CAIU EM MATIAS, QUE SE JUNTOU AOS ONZE APÓSTOLOS.
At 1,26