quarta-feira, 30 de abril de 2014

Aconteceu em Xique-Xique (BA), no século XXI: CONFERÊNCIA MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO

Colégio Luiz Eduardo Magalhães
 
  I Conferência Municipal de Educação de Xique-Xique (BA)
 03 e 04 de setembro de 2009
       Nos dias 03 e 04 de setembro de 2009,  aconteceu em Xique-Xique (BA) e com muito sucesso a I Conferência Municipal de Educação,  nas instalações do Colégio Modelo Luís Eduardo Magalhães, situado na Rua Cincinato Figueiredo Rocha, no bairro São Francisco de Assis.
     Nas duas manhãs e duas tardes da realização do evento, o recinto das reuniões esteve sempre superlotado, não apenas por professores e especialistas da Rede Municipal de Ensino, representando todas as suas escolas, mas, registrou igualmente a presença e a participação de dezenas de educadores da Rede Estadual e, até mesmo, da Rede Particular.
     A experiência colhida será comprovada através da provável guinada que o processo ensino/aprendizagem irá ocasionar na qualidade do trabalho apresentado pelos professores e pelas escolas, no decorrer de seu trabalho, demonstrando que eventos semelhantes devem ser realizados com frequência.     
Fonte: "Senhor do Bonfim e Bom Jesus de Chique Chique", de Cassimiro Neto.
 
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Aconteceu em Xique-Xique (BA), no século XX: SOCIEDADE BENEFICENTE DE OPERÁRIOS

Sociedade Beneficente de Operários 

No dia 15 de agosto de 1935 foi fundada a Sociedade Beneficente de Operários, na cidade de Xique-Xique (BA). Os fundadores eram carpinteiros, pescadores, vaqueiros, marceneiros, pedreiros, empregados do comércio e tantas outras pessoas simples da população que não dispunham de um clube social para festejarem as suas datas importantes.
"A Operária", como é conhecido na cidade, está situado na Praça 6 de julho (Pr. da Caldeira) e ainda continua em plena atividade com participação ativa na vida dos associados.
 
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Aconteceu em Xique-Xique (BA), no século XIX: COBRANÇA DE IMPOSTOS


Vereadores buscam se orientar sobre cobranças de impostos

     Em 13 de agosto de 1858 os vereadores de Xique-Xique (BA) solicitaram ao Presidente da Província da Bahia orientação acerca de quais ilhas pode o município arrecadar impostos
     Alegam os vereadores que a Assembleia Legislativa Provincial outorgou ao município este direito, contudo os deputados provinciais não esclareceram em que ilhas Xique-Xque poderia exercer tal direito.
    Confessaram os vereadores de que estão receosos de haver choques com os municípios vizinhos, se não houver esclarecimento prévio.
Os  vereadores que assinaram o documento acima foram: Joaquim Estácio da Costa – presidente, João Ferreira da Rocha, João de Deus Mariano, Raimundo Netto Martins e Benedito Alves Machado.
Fonte: "Senhor do Bonfim e Bom Jesus de Chique-Chique", de Cassimiro Neto
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terça-feira, 29 de abril de 2014

Barcas do Rio São Francisco: "ARAGUAIA"


       Porto fluvial da cidade de Xique-Xique (BA), repleto de  barcas que chegam para o feira livre que acontece nos finais de semana.
        No meio do Lago Ipueira, uma barca procura uma vaga para ancorar.
        Na outra margem do Lago, a Ilha do Gado Bravo, a maior do arquipélago existente no Município.
     

Ruas da cidade de Xique-Xique BA - Praça Dom Máximo

 
Senhor do Bonfim - Escultura do xiquexiquense Carlos Roldão

A Igreja do Senhor do Bonfim fica na Pr. D. Máximo

Centro do jardim, na Pr. D. Máximo

     Segundo a tradição a  Praça Dom Máximo foi o primeiro logradouro de Xique-Xique (BA), pois, fora ali que, segundo a lenda da origem da cidade, o mascate teria construído uma capela para  colocar a imagem do Senhor do Bonfim, que até hoje está na atual Matriz, situada na mesma praça e, no mesmo local, segundo os velhos moradores. 
     Pelos registros históricos, a Praça é mencionada  antes de 1700, quando afirmam que nesse  ano, ali já habitava uma pequena comunidade de pescadores que tinha como denominação   "Senhor do Bonfim e Bom Jesus de Chique-Chique" .
     O nome de Dom Máximo foi outorgado por decreto de 06 de julho de 1932, quando do centenário da cidade, pelo Prefeito Municipal coronel José de Souza Nogueira (1930-1933), em homenagem a um sacerdote xiquexiquense que se tornara bispo em uma cidade maranhense.
     O jardim foi construído na  administração do prefeito João Rodrigues Soares, que governou a cidade de janeiro de 1951 a abril de 1955. 

segunda-feira, 28 de abril de 2014

Foto do Rio São Francisco: O VAPOR E A BARCA DE TOLDA


Na época em que o vapores navegavam pelo Rio São Francisco, as barcas movidas a motor diesel ainda não haviam aparecido.
As barcas existentes possuíam uma cobertura (tolda) de palha de carnaúba que protegia o barqueiro e sua família nas longas viagens pelo rio.
Essas barcas eram movidas à vela e à vara.
Na foto, o vapor "Barão de Cotegipe" ao lado de uma barca de tolda.
Foto: Marcel Gautherot

História de Xique-Xique (BA): NOMEAÇÕES (1839)

O Arquivo Público da Bahia registra que no ano de 1839, aconteceram na cidade de Xique-Xique (BA), os seguintes fatos:
     I - Ofício datado de 09.07.1839, do Presidente da Província da Bahia, Sr. Francisco de Sousa Paraíso (26.03.1836-14.11.1837), para a Câmara Municipal de Xique-Xique (BA), informando a designação do ex-vereador Sr. Manoel Netto Martins para a função de Juiz Municipal e,  para Juiz de Órfãos  outro ex-vereador, o cidadão Antônio Joaquim de Novais Sampaio;
     II - No dia 04 de novembro de 1839 a Câmara Municipal de Xique-Xique (BA), decide, por votação de seus membros, acolher o nome do Sr. Teodoro Barreto Lima para coronel da Legião da Guarda Nacional deste Município, uma vez que já existia um abaixo-assinado contendo centenas de assinaturas de eleitores da paróquia solicitando o nome do referido cidadão para o cargo.
Fonte: "Senhor do Bonfim e Bom Jesus de Chique-Chique", de Cassimiro Neto 
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Adutora do Rio São Francisco: XIQUE-XIQUE (BA)


 ADUTORA DO RIO SÃO FRANCISCO EM XIQUE-XIQUE (BA).

 Cidade de Xique-Xique (BA), local da captação da água.
 Xique-Xique (BA), cidade na margem do Rio São Francisco, fornecedora da água.
 

Centro Histórico da cidade de Xique-Xique (BA).


A Adutora vara a seca caatinga, paralela à rodovia BA.52 (Xique-Xique  a Salvador).. 



Captação da água em Xique-Xique (BA).
     Com investimento de R$ 182 milhões de reais, foi inaugurada em maio de 2013, "Adutora do Rio São Francisco" que, partindo da cidade de  Xique-Xique (BA), onde capta água do Rio São Francisco, é uma das maiores do Estado e vai abastecer mais de 330 mil pessoas em dezesseis municípios situados na região da caatinga baiana, entorno do Município de Irecê (BA).
      A partir da captação da água em Xique-Xique (BA), primeira etapa, foram implantadas cinco estações elevatórias e, em Itaguaçu da Bahia (BA), uma Estação de Tratamento de Água (ETA).
       A Adutora do Rio São Francisco foi realizada em três etapas: a primeira de Xique-Xique (BA) até Itaguaçu da Bahia (BA); a segunda fase compreende o trecho  entre Itaguaçu da Bahia (BA)  e a cidade de Central (BA), a 75 km de Xique-Xique (BA). A terceira etapa da obra  vai da cidade de Central (BA) até a cidade de Irecê (BA).
      Da captação em Xique-Xique (BA)  a água destinada à população da região beneficiada vai percorrer 122 quilômetros e foi a alternativa encontrada para o atendimento das  16 cidades situadas na  caatinga baiana que vêm sofrendo com a falta de chuvas.



Adutora rasga a caatinga rumo às 16 cidades sem água

Enchente de 1979 em Xique-Xique (BA): PRAÇA D. MÁXIMO


A  cheia do Rio São Francisco no ano de 1979 foi uma das maiores.
As águas inundaram grande parte da cidade de Xique-Xique (BA), nesse ano.
A foto mostra o lado sul da Praça D. Máximo, centro histórico da cidade, ainda totalmente tomada pelas águas.
Foto: Afonso

domingo, 27 de abril de 2014

Reavivando a memória - ELEIÇÕES EM XIQUE-XIQUE (BA)


     2014 é um ano de eleições para deputados estaduais e federais e outras coisas.
    Com certeza, logo Xique-Xique (BA) estará recebendo as visitas dos deputados "cometas", ou seja, aqueles que só aparecem de quatro em quatro anos a cata de votos dos incautos.
     Se  analisarmos o que eles fizeram pela cidade nesses últimos 4 anos em que reinaram nas assembleias estaduais e federais, chegar-se-á à conclusão de que nada fizeram. E, até chegaram a esquecer a localização da cidade de Xique-Xique (BA).
     O jornal "A Tarde", de Salvador, do dia 24.01.2014, informa que cada deputado estadual da Bahia, irá receber, a cada ano,  R$ 1.200.000,00 (um milhão e duzentos mil reais) para ser aplicado da seguinte forma:
            R$  600.000,00 em saúde;
            R$  300.000,00 em educação;
            R$  300.000,00 a critério do deputado.
    Na eleição de 2010, o Município de Xique-Xique (BA) votou em 170 (cento e setenta) candidatos a deputado estadual e em 131 candidatos a deputado federal.
          Os 10 (dez) candidatos a deputado estadual mais votados foram:
            Reinaldo Braga.................. 10.058 votos;
            Marivaldo Figueiredo.......    3.187 votos;
            Luizinho Sobral...............     2.675 votos;
            Cacá Leão.......................      1.063 votos;
            Prof. Bruno......................        626 votos;
            Joaci Dourado..................        495 votos;
            Marcelino Galo.................       341 votos;
            Pastor Arimaiteia.............        136 votos;
            Ferreira Otomar.................        87 votos;
            Neuza Cadore...................         86 votos.
            TOTAL............................   18.754 votos
     Gastamos com esses candidatos, sem nenhum resultado para nossa cidade 92,74 % dos nosso 20.220 votos válidos na eleição passada.
      No que pese sermos um Município com 50.000 habitantes os candidatos que receberam os nossos votos e se elegeram não prestigiaram a cidade que continua sem hospital e com a assistência médica e saúde pública  em situação precária.
       Seria bom que na eleição deste ano os nossos votos para deputado estadual e deputado federal fossem concentrados em um pequenino número de candidatos que realmente estejam comprometidos com a população de Xique-Xique (BA), principalmente na questão da saúde.
       Essa é a hora de dar o troco e prestigiar os candidatos que se comprometam a utilizar parte da verba de R$ 1.200,000,00 que irão receber este ano na implantação de um hospital em Xique-Xique (BA).
       Se deixarmos passar essa oportunidade de ouro, "INES É MORTA".
        Para conhecimento dos conterrâneos, publico a relação dos 10 candidatos mais votados para deputado federal, de um total de 131.
           José Rocha............................4.102 votos
           Felix Junior.........................  2.934 votos
           João Bacelar   ...................    2.879 votos
           João Leno.........................     2.114 votos
           José Carlos.....................       1.981 votos
           Bebeto.....................................917 votos
           Antônio Imbassay................... 915 votos
           Valmir Assunção ................... 397 votos
           Afonso Florência.................... 335 votos
            Zezeu Ribeiro........................ 315 votos
                TOTAL..........................16.889 votos

    Façamos valer o nosso voto em troca de algo concreto e importante para Xique-Xique.
    É com nosso voto, elegendo pessoas comprometidas com a cidade que iremos conseguir coisas boas para  o povo.

Evangelho Dominical: DIVINA MISERICÓRDIA



                                    SEGUNDO DOMINGO DE PÁSCOA
                         Evangelho segundo São João 20,19-31
Era o primeiro dia da semana. Ao anoitecer desse dia, estando fechadas as portas do lugar onde se achavam os discípulos por medo das autoridades dos judeus, Jesus entrou. Ficou no meio deles e disse: "A paz esteja com vocês."
Dizendo isso, mostrou-lhes as mãos e o lado. Então os discípulos ficaram contentes por ver o Senhor.
Jesus disse de novo para eles: "A paz esteja com vocês. Assim como o Pai me enviou, eu também envio vocês." Tendo falado isso, Jesus soprou sobre eles, dizendo: "Recebam o Espírito Santo.  Os pecados daqueles que vocês perdoarem, serão perdoados. Os pecados daqueles que vocês não perdoarem, não serão perdoados."
Tomé, chamado Gêmeo, que era um dos Doze, não estava com eles quando Jesus veio.  Os outros discípulos disseram para ele: "Nós vimos o Senhor." Tomé disse: «Se eu não vir a marca dos pregos nas mãos de Jesus, se eu não colocar o meu dedo na marca dos pregos, e se eu não colocar a minha mão no lado dele, eu não acreditarei.»
Uma semana depois, os discípulos estavam reunidos de novo. Dessa vez, Tomé estava com eles. Estando fechadas as portas, Jesus entrou. Ficou no meio deles e disse: "A paz esteja com vocês."  Depois disse a Tomé: «Estenda aqui o seu dedo e veja as minhas mãos. Estenda a sua mão e toque o meu lado. Não seja incrédulo, mas tenha fé."  Tomé respondeu a Jesus: "Meu Senhor e meu Deus!» Jesus disse: "Você acreditou porque viu? Felizes os que acreditaram sem ter visto."
Jesus realizou diante dos discípulos muitos outros sinais que não estão escritos neste livro. Estes sinais foram escritos para que vocês acreditem que Jesus é o Messias, o Filho de Deus. E para que, acreditando, vocês tenham a vida em seu nome.

Recordando as copas: 1982: Espanha

Estádio Santiago Banabéu - Espanha 1982
         1982 - ESPANHA                     A QUEDA DO FUTEBOL ARTE
  A décima segunda copa, com 52 jogos e 146 gols,  foi realizada na Espanha no ano de 1982, ocasião em que a Itália sagrou-se  tri campeã mundial. O jogo final foi realizado   contra a  Alemanha Ocidental que perdeu por 3 x 1.
A guerra entre Argentina e Inglaterra pela posse das ilhas Malvinas terminou com vitória inglesa no segundo dia de torneio - no qual as seleções de ambos os países estavam presentes. O clássico, talvez felizmente, não se repetiu.
Os campeões italianos começaram e terminaram o torneio em guerra com a imprensa de seu país. Tudo por causa de boatos de que rolavam orgias homossexuais na concentração. Eles só voltaram a dar entrevistas após a conquista do título.
"Voa, canarinho, voa": assim cantava o lateral Júnior no pagode que virou trilha sonora da seleção de 1982, uma das melhores da história. O disco vendeu 600 mil cópias, mas o canarinho foi abatido em pleno voo por três pedradas de Paolo Rossi: Itália 3 x 2 Brasil.
Para os brasileiros, a Copa do Mundo de 1982, na Espanha, só não é mais traumática do que a de 1950. O Mundial disputado no Brasil legou para a história do futebol a expressão Maracanazo, que se refere à derrota por 2 x 1 do time canarinho para o Uruguai, em um Maracanã mais do que lotado.
E a Copa realizada na Espanha, 32 anos depois, ficou marcada pela Tragédia do Sarriá.No dia 5 de julho de 1982, mais de 40 mil pessoas assistiram, no Estádio Sarriá, em Barcelona, à vitória por 3 x 2 da Itália sobre o Brasil de Zico, Falcão, Sócrates, Júnior, Cerezo, Éder e tantos outros. Àquela altura, a seleção brasileira comandada por Telê Santana era a sensação do torneio, tendo vencido a União Soviética, a Escócia, a Nova Zelândia e a Argentina de Maradona, sempre dando um show de futebol técnico e ofensivo.
Contra os italianos, bastava um empate para garantir os brasileiros na semifinal do Mundial. Mas ninguém contava com a redenção de Paolo Rossi. Em 1980, o atacante foi condenado pela Justiça desportiva italiana por ter se envolvido no escândalo do Totonero, como ficou conhecido o esquema de manipulações de resultados feito por um grupo de apostadores da loteria esportiva italiana. A punição de três anos foi reduzida para dois e, assim, Rossi ficou livre para jogar quando faltava um mês para a Copa do Mundo.
Na primeira fase do Mundial da Espanha, a Itália não conseguiu se acertar: foram três empates, diante de Polônia, Peru e Camarões. A classificação para a próxima fase só veio porque a Azzurra conseguiu marcar um gol a mais que Camarões. Fora de ritmo de jogo, Paolo Rossi não fez nenhum gol nos três primeiros jogos. A arrancada rumo ao título, no entanto, estava por vir.
A 12ª edição de uma Copa do Mundo da FIFA teve várias novidades. A principal foi que, em vez de 16 seleções, o torneio passou a contar com 24 participantes. Os times foram divididos em seis grupos de quatro, em que todos jogavam contra todos. Os dois primeiros avançavam. Na segunda fase, os doze times eram divididos em quatro grupos de três. Apenas o melhor passava para as semifinais.
Além disso, seis seleções estrearam em Copas: Argélia, Camarões, El Salvador, Honduras, Kuwait e Nova Zelândia. A Argélia causou surpresa ao derrotar na estreia a Alemanha Ocidental, detentora do título europeu, por 2 x 1. Os argelinos também derrotaram o Chile, mas acabaram eliminados no saldo de gols ao verem no dia seguinte a Alemanha Ocidental fazer 1 x 0 na Áustria, em um jogo bastante polêmico, já que o resultado classificou os dois países vizinhos. A partida gerou tanta controvérsia que, nos torneios seguintes, os jogos do mesmo grupo na última rodada da primeira fase passaram a acontecer sempre no mesmo horário.Para a seleção de Camarões, faltou sorte. Mesmo invictos, os africanos foram eliminados na primeira fase, por causa do saldo de gols. Outra zebra foi Honduras, que conseguiu empatar com a decepcionante anfitriã Espanha. Já El Salvador se tornou o primeiro país a tomar dez gols em uma partida da Copa do Mundo da FIFA ao perder por 10 x 1 para a Hungria.
O tricampeonato italiano
Desacreditada, a Itália começou a arrancada para a taça diante da Argentina, então campeã mundial e que já contava com Diego Maradona. A vitória por 2 x 1 teve gols de Marco Tardelli e Antonio Cabrini. Daniel Passarella descontou para os argentinos. A Azzurra mostrava força, mas ainda faltava um aspecto crucial: Paolo Rossi, o atacante, precisava acordar. 
Nem mesmo os mais otimistas italianos, no entanto, poderiam imaginar o que estava por vir. Diante de um favoritíssimo Brasil, Rossi marcou nada menos que três gols e garantiu a Itália na semifinal. Sócrates e Falcão balançaram as redes e bem que tentaram endurecer a partida, mas era mesmo a vez de Paolo Rossi brilhar. O Brasil deu adeus mais cedo e a Itália se classificou para enfrentar a Polônia na semifinal. Com Rossi de volta à melhor forma, os poloneses não foram páreo para os italianos: 2 x 0, dois de Paolo.
Na outra semifinal, uma verdadeira batalha entre França e Alemanha. Os franceses chegaram a abrir 3 x 1 na prorrogação, mas os alemães, mostrando mais uma vez sua incrível capacidade de recuperação, empataram, naquele que foi o primeiro confronto da história da Copa do Mundo da FIFA a ser decidido nos pênaltis.
Após cinco cobranças para cada equipe, o goleiro Harald Schumacher, que durante o jogo ficou marcado por uma agressão que deixou o francês Patrick Battiston inconsciente, se transformou em herói ao defender a primeira cobrança alternada, feita por Maxime Bossis. Horst Hrubesch converteu para despachar a França de Michel Platini, Jean Tigana e Alain Giresse.
Exauridos após o confronto diante dos franceses, os alemães não conseguiram segurar a Itália na decisão. Paolo Rossi marcou seu sexto gol na Copa e se tornou o artilheiro do torneio, selando a arrancada rumo à glória iniciada no jogo diante do Brasil. Marco Tardelli e Alessandro Altobelli marcaram os outros gols italianos. Breitner fez o de honra da Alemanha.
Com o tricampeonato da Azzurra, entraram para a história não apenas Rossi, mas também Tardelli, por sua comemoração efusiva, e figuras como o goleiro e capitão Dino Zoff, de 40 anos, e o lateral Giuseppe Bergomi, de apenas 18, o italiano mais jovem a participar de uma edição da Copa do Mundo da FIFA.
Fonte: FIFA

sábado, 26 de abril de 2014

Recordando as copas - 1978 - ARGENTINA

       COPA DE 1978
   Uma Copa sob a sombra da ditadura   A décima primeira, com 38 jogos e 102 gols,  foi realizada na Argentina no ano de 1978, ocasião em que a Argentina sagrou-se  campeã mundial. O jogo final foi realizado   contra a  Holanda que perdeu por 3 x 1.
Logística também ganha jogo. Para disputar seus sete jogos, o Brasil precisou percorrer 4.659 quilômetros. A Argentina, apenas 618.
Antes do último jogo, havia uma fase de grupos. Para impedir que o Brasil fosse à final, a Argentina precisava vencer o Peru por quatro gols. Fez 6 a O. O placar elástico até hoje levanta suspeitas de suborno.
O Brasil voltou como "campeão moral".
Maradona já chamava atenção com 17 anos, mas foi cortado antes do mundial pelo técnico César Menotti por ser "jovem demais". Os africanos conseguiram enfim sua primeira vitória em Copa: a Tunísia venceu o México por 3 a 1, de virada.
Depois de seus vizinhos na América do Sul (Uruguai, Brasil e Chile), a Argentina finalmente teve a sua chance de organizar uma Copa do Mundo, em 1978. E, ao contrário do que ocorreu com brasileiros e chilenos, os argentinos puderam comemorar o final feliz. Mario Kempes se consagrou como artilheiro do Mundial e a festa tomou conta das ruas de Buenos Aires, com chuva de papeis azuis e brancos, depois da vitória da seleção sul-americana sobre a Holanda na final.
Mas, mesmo com o show da torcida, nunca houve uma Copa do Mundo tão polêmica. A competição teve como pano de fundo o opressivo regime militar liderado pelo general Jorge Videla.
Os brasileiros não se conformaram por terem perdido o Mundial, mesmo sendo o único time invicto do torneio. As reclamações começaram na primeira fase. No jogo contra a Suécia, o 1 x 1 perdurava até o fim, quando, após uma cobrança de escanteio, Zico cabeceou para as redes. O árbitro galês Clive Thomas, no entanto, alegou que tinha apitado o fim do jogo antes de a bola cruzar a linha. Gol anulado e empate em 1 x 1.
Depois, veio a Batalha de Rosário. O jogo entre Brasil e Argentina, válido pela segunda fase da Copa, poderia definir um finalista. Os argentinos, sob os olhares do ditador Jorge Videla, queriam ganhar de qualquer jeito, e endureceram para cima dos brasileiros, que responderam na mesma moeda. O resultado foi um dos jogos mais violentos da história, em que os protagonistas não foram craques como Zico e Kempes, mas sim marcadores famosos pelas entradas cheias de vigor, como os brasileiros Chicão e Oscar e os argentinos Galván e Ardiles.
No fim, o 0 x 0 deixou a definição de quem iria à final para a última rodada. O problema é que os jogos de Brasil e Argentina não foram disputados no mesmo horário. Os brasileiros entraram em campo antes e venceram a Polônia por 3 x 1. Quando o jogo entre Argentina e Peru começou, os donos da casa já sabiam que precisavam vencer por uma diferença de quatro gols para superar o Brasil no saldo e avançar à decisão da Copa. O que se seguiu foi um jogo de ataque contra defesa e os desinteressados peruanos, que já não tinham chance de classificação, perderam por 6 x 0.
Os brasileiros reclamam até hoje e o técnico Cláudio Coutinho chegou a declarar, no fim do torneio, depois de vencer a Itália na decisão do terceiro lugar, com um antológico gol de Nelinho, que o Brasil era o campeão moral da Copa.
África desencanta
Polêmicas à parte, a Copa de 1978 teve muitos momentos marcantes. Na primeira fase, o triunfo da estreante Tunísia sobre o México, por 3 x 1, marcou a primeira vitória de uma seleção africana em Copas do Mundo da FIFA. Também debutante, o Irã conquistou um ponto diante da Escócia, único representante britânico.
Mesmo em outro continente, os europeus mostraram força. A Itália, com nomes como Paolo Rossi e Dino Zoff, impressionou com boas vitórias e um digno quarto lugar, terminando a Copa como o único time que conseguiu vencer os argentinos. 
A Holanda, por sua vez, jogou sem Johan Cruyff, uma ausência que entraria para a história como mais uma das polêmicas da Copa na Argentina. Aclamado como um dos maiores jogadores do planeta, Cruyff decidiu não disputar a Copa de 1978. Na época, muitos consideraram que a motivação do eterno camisa 14 holandês foi a de protestar contra o regime ditatorial argentino.
Outros especularam uma briga com a federação holandesa de futebol. Muito tempo depois, Cruyff disse que um episódio de violência em Barcelona, cidade onde morava com a mulher e três filhos, motivou a decisão. Segundo o craque, homens invadiram sua casa, amarraram sua família e apontaram armas para as cabeças de sua mulher e seus filhos. O crime, ocorrido meses antes da Copa, teria deixado o jogador sem ânimo para disputar o Mundial.     
A Argentina, que não tinha nada a ver com isso, aproveitou. No estádio Monumental de Nuñez completamente lotado, os donos da casa fizeram 3 x 1, com dois de Mario Kempes e levantaram pela primeira vez o cobiçado troféu de campeão do mundo.
Fonte: FIFA
Seleção Brasileira de 1978
 

Xiquexiquenses Ilustres : MANOEL ALVES BESSA

MANOEL ALVES BESSA nasceu na localidade Ilhota, Xique-Xique (BA), no dia 25 de dezembro de 1925,  filho do Sr. Marcolino Alves Bessa e de D. Laudelina Maria de Souza.
Exerceu as atividades de agricultor, fazendeiro e político.
Foi vereador da Câmara Municipal de Xique-Xique nas seguintes legislaturas: 1963-1967, 1971-1973 e 1977-1983.  
Fonte: "Senhor do Bonfim e Bom Jesus de Chique Chique" de Cassimiro Neto 
 
 
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Foto Denúncia - Mercado Municipal de Xique-Xique (BA)





 
 
Segundo informação do ilustre xiquexiquense JORGE CARVALHO NOGUEIRA, a pedido dos barraqueiros, a inauguração do Mercado Municipal seria logo após a Semana Santa. 
Espero que já esteja funcionando em toda a sua plenitude e que os nossos feirantes, barraqueiros e pequenos produtores disponham de um local digno e higiênico para expor seus produtos.
 
 

 

Pôr do sol em Xique-Xique (BA): AVENIDA J. SEABRA.


Pôr do Sol visto da Avenida J. J. Seabra.
Essa tamareira já está famosa na cidade.

sexta-feira, 25 de abril de 2014

Ruas de Xique-Xique (BA): RUA QUINTINO BOCAIUVA


A Rua Quintino Bocaiuva é a  8ª rua paralela ao Rio São Francisco, pelo lado norte da Praça D. Máximo.
Essa rua, uma das maiores da cidade, começa na Av. J. Seabra.
Nos anos 1950 também era conhecida como "Rua dos Dourados", pois ali moravam  muitas pessoas oriundas da família Dourado da cidade de Irecê (BA).

Foto antiga de Xique-Xique (BA): LARGO DA FARMÁCIA


Este pedaço da cidade não mais existe pois foi destruído no ano de 1980 com a construção do "Paredão".
Era um pequeno Largo que dava acesso à "rampa do vapor", como era conhecido o local onde os vapores  ancoravam. Era uma rampa de degraus para facilitar o acesso dos passageiros.
Esse pequeno Largo era essencialmente comercial e entre os estabelecimentos destacavam-se os deste foto.
O prédio da esquerda era a "Farmácia Universo", do farmacêutico João Rodrigues Soares que foi o nosso 2º Prefeito Municipal (1951/1955) e construtor do jardim da Praça D. Máximo no ano de 1955.
O prédio da direita era a "Loja Esperança" de propriedade do comerciante Murilo de Albuquerque Ramos.
O prédio do meio era o "Armazém Guarani", de propriedade do comerciante Francolino José dos Santos.
Era um local histórico e que não deveria ter sido destruído.  

quinta-feira, 24 de abril de 2014

Barcas de tolda: EMBARCAÇÃO DO RIO SÃO FRANCISCO

Antes do advento das atuais barcas movidas a motor diesel, navegavam pelo Rio São Francisco as barcas  conhecidas como de "tolda", por causa da cobertura (tolda) feita de palha de carnaúba que servia de abrigo para o barqueiro e sua família.
Essas barcas eram movidas a remo e à vara.

Foto: Marcel Gautherot

Vapores do Rio São Francisco: "DJALMA DUTRA"


O vapor "DJALMA DUTRA" era um dos principais transportadores de pessoas e mercadorias para as cidades situadas na margem do Rio São Francisco.
A sua chegada em qualquer porto do rio era sempre um motivo de atração para o povo daquela localidade.

quarta-feira, 23 de abril de 2014

Foto do Rio São Francisco: CHEGADA DO VAPOR

A chegada do vapor, conhecido em outras regiões como "navio gaiola", era uma grande atração, principalmente nas pequenas comunidades da beira do rio.
Na foto os "marinheiros" colocam a prancha para o desembarque e embarque dos passageiros, observados pelos habitantes do local.

Ante Sacra na Bahia: AZULEJARIA


"É útil a virtude fugir dos vícios", reza  a azulejaria acima existente no Claustro do Convento de São Francisco.
Segundo o especialista  Pedro Moacir Maia: "A grande ênfase temática nesta parede, paralela à Igreja, é a reflexão relativa às condições necessárias para , na Vida, manter uma conduta vitoriosa"
Convento de São Francisco em Salvador BA.
Fonte: "Bahia - Tesouros da Fé"
Foto: Sérgio Benutti


terça-feira, 22 de abril de 2014

Estaleiro em Xique-Xique (BA): CANTEIRO DE BARCAS


Nesse estaleiro já foram fabricadas dezenas de barcas com casco de aço que atualmente estão navegando por todo o Rio São Francisco.
Na foto a montagem de um casco.

Foto denúncia - "Favela" em Xique-Xique (BA)

"Favela" em Xique-Xique (BA), na margem do Rio São Francisco

"Favela" em Xique-Xique (BA) - ao lado do Mercado do Peixe
       Na cidade de Xique-Xique (BA), na margem do Rio São Francisco, que banha a cidade,  está se formando, de modo rápido uma grande "favela", sem as mínimas condições de higiene.
       Os dejetos humanos  e demais sujeiras são lançados diretamente nas águas do rio, a mesma água que é consumida pela população.
         Além de uma grande agressão à saúde pública é um atentado ao meio ambiente.
        No entanto ninguém na cidade está atento para isso.
        As autoridades municipais, PREFEITO e VEREADORES, mesmo nesse ano de eleições estão totalmente omissos.
        O representante local do Ministério Público da Bahia, continua no mesmo caminho, no que pese esses  assuntos - SAÚDE PÚBLICA e MEIO AMBIENTE - fazerem parte do seu ofício.

segunda-feira, 21 de abril de 2014

História de Xique-Xique (BA): O CORREIO E A OMISSÃO DO PROMOTOR DE JUSTIÇA

 
       No ano de 1841, a Câmara de Vereadores de Xique-Xique (BA), era composta pelos seguintes cidadãos: José Rufino de Magalhães; João Rodrigues Covas Sobrinho; Ernesto Augusto da Rocha Medrado; Francisco Antônio da Rocha; Antônio Mendes da Costa; Francisco Netto Martins e Leandro José Rodrigues.
O livro "Senhor do Bonfim e Bom Jesus de Chique-Chique - História de Chique-Chique", de autoria do pesquisador, historiador e Professor Cassimiro Machado Neto, conta a seguinte história que se passou em Xique-Xique (BA), naquele ano, a qual transcrevemos na íntegra:

                "Solicitada a criação de correios para a Barra
No ano de 1841 a Câmara Municipal de Senhor do Bonfim e Bom Jesus de Chique-Chique havia solicitado ao Presidente da Província da Bahia, Joaquim José Pinheiro de Vasconcelos (26.07.1841-12.08.1844) a criação de um serviço de correios entre Barra e Chique-Chique. 

Câmara denuncia omissão do promotor de justiça
  Na mesma data (1841) comunicara-lhe que o Promotor da Justiça Pública Dr.João José do Rego não estava cumprindo com suas obrigações. E apresentou-lhe uma lista tríplice para a designação de um novo Promotor da Justiça Pública para a vila e município de Senhor do Bonfim e Bom Jesus de Chique-Chique:
      - Pedro Manoel da Silva Albuquerque: proprietário, negociante; boa inteligência e detentor de cinco eleitores da Paróquia;
        -  José Alexandre de Souza: proprietário, negociante e detentor de três eleitores da Paróquia;
        -   José Martins da Rocha: negociante.

Novo promotor foi designado
Posteriormente, o Presidente da Província da Bahia Joaquim José Pinheiro de Vasconcelos (26.07.1841-12.08.1844) comunicou à Câmara Municipal de Senhor do Bonfim e Bom Jesus de Chique-Chique que o nome escolhido fora o de Pedro Manoel da Silva Albuquerque e designado em 17 de dezembro de 1841."
 
 

INCONFIDÊNCIA MINEIRA - TIRADENTES

Tiradentes esquartejado - Pedro Américo - 1893

             Às 2h da manhã do dia 19 de abril de 1792, é pronunciada a sentença do alferes:


  
                                                 Tiradentes, o bode expiatório
                                                                           Laura Pinca 
     Novos estudos históricos apresentam uma inconfidência mineira diferente daquela que nos narram os livros didáticos.
Embora a historiografia oficial considere a inconfidência mineira (1789) como uma grande luta para a libertação do Brasil, o historiador inglês Kenneth Maxwell, autor de "A devassa da devassa" (Rio de Janeiro, Terra e Paz, 2ª ed. 1978.) que esteve recentemente no Brasil, diz que "a conspiração dos mineiros era, basicamente, um movimento de oligarquias, no interesse da oligarquia, sendo o nome do povo invocado apenas como justificativa", e que objetivava, não a independência do Brasil, mas a de Minas Gerais.
     Esses novos estudos apresentam um Tiradentes bem mudado: sem barba, sem liderança e sem glória. Segundo Maxwell, Joaquim José da Silva Xavier não foi senão o "bode expiatório" da conspiração. (op.cit., p. 222) "Na verdade, o alferes provavelmente nunca esteve plenamente a par dos planos e objetivos mais amplos do movimento." (p.216) O que é natural acreditar. Como um simples alferes (o equivalente a tenente, hoje) lideraria coronéis, brigadeiros, padres e desembargadores?
     A Folha de S. Paulo publicou um artigo (21-04-98) no qual se comentam os estudos do historiador carioca Marcos Antônio Correa. Correa defende que Tiradentes não morreu enforcado em 21 de abril de 1792. Ele começou a suspeitar disso quando viu uma lista de presença da Assembléia Nacional francesa de 1793, onde constava a assinatura de um tal Joaquim José da Silva Xavier, cujo estudo grafotécnico permitiu concluir que se tratava da assinatura de Tiradentes. Segundo Correa, um ladrão condenado morreu no lugar de Tiradentes, em troca de ajuda financeira à sua família, oferecida pela maçonaria. Testemunhas da morte de Tiradentes se diziam surpresas, porque o executado aparentava ter menos de 45 anos. Sustenta Correa que Tiradentes teria sido salvo pelo poeta Cruz e Silva (maçom, amigo dos inconfidentes e um dos juízes da Devassa) e embarcado incógnito para Lisboa em agosto de 1792.
     Isso confirma o que havia dito Martim Francisco (irmão de José Bonifácio de Andrada e Silva): que não fora Tiradentes quem morrera enforcado, mas outra pessoa, e que, após o esquartejamento do cadáver, desapareceram com a cabeça, para que não se pudesse identificar o corpo.
"Se dez vidas eu tivesse, dez vidas eu daria pelo Brasil".        
     Como só tinha uma, talvez Tiradentes tenha preferido ficar com ela.

Foto interessante de Xique-Xique (BA): ARTEFATOS DE BARRO


O artesanato em argila sempre foi um tradição dos xiquexiquenses. A margem do rio São Francisco em Xique-Xique (BA) é rica em argila - chamamos de "barro de louça" - e os moradores das inúmeras ilhas do Município sempre se dedicaram à confecção de potes, moringas, panelas, etc.
As lideranças da cidade  bem que poderiam estimular esse tipo de artesanato.

Baixio de Xique-Xique (BA): O PROETO DE IRRIGAÇÃO

       Baixio de Xique-Xique (BA): O PROJETO DE IRRIGAÇÃO


Tomada d'água no Município de Xique-Xique (BA).

     Informo aos seguidores e leitores deste Blog que a população da cidade de Xique-Xique (BA) não concorda com a denominação de "BAIXIO DE IRECÊ" dada ao Projeto de Irrigação que está sendo implantado no Município de Xique-Xique (BA), local onde estão situados o "BAIXIO" A SER IRRIGADO e a ÁGUA necessários à existência do referido Projeto de Irrigação. 

      Denominá-lo de "BAIXIO DE IRECÊ" é um grande equívoco e, acredito mesmo, que os habitantes da cidade de Irecê (BA) não devam sentir-se confortáveis com essa indevida denominação pois, sabem mais que ninguém, que naquele Município não existe "baixio irrigável" e nem água para irrigação além de ficar a uma distância de mais de 100 km da margem do Rio São Francisco, local da tomada d'água e do canal principal, ambos no Município de Xique-Xique (BA), (fotos). 

    Como acredito não serem eles os autores da equivocada denominação e sim que tenha partido de algum técnico que desconhece a realidade dos fatos, bem que os habitantes da cidade de Irecê poderiam ser parceiros dos Xiquexiquenses nesse pleito de mudança do nome do Projeto para "BAIXIO DE XIQUE-XIQUE", a não ser que queiram compactuar com essa usurpação

Canal principal do Baixio, no Município de Xique-Xique (BA).


Canal Principal no Município de Xique-Xique (BA).

domingo, 20 de abril de 2014

Recordando as copas: 1974 Alemanha

Estádio  - Alemanha 1974
      COPA DE 1974_
     Uma revolução tática
 
          A décima, com 38 jogos e 97 gols,  foi realizada na Alemanha no ano de 1974, ocasião em que a Alemanha Ocidental sagrou-se bi campeã mundial. O jogo final foi realizado   contra a  Holanda que perdeu por 2 x 1.
     Por causa da ação terrorista mortal contra os atletas israelenses na Olimpíada de Munique, dois anos antes, a Copa da Alemanha foi a primeira a ter um forte esquema de segurança.
    A TV a cores virou padrão nos EUA já em 1967, mas a maioria dos brasileiros só veria a camisa amarela da seleção ao vivo na Copa de 1974.
   "A Holanda é muito tico-tico-no-fubá, que nem o América dos anos 50", disse, em tom de desprezo, o técnico Zagallo antes de o Brasil perder de 2 x O para o Carrossel Holandês na semifinal.
Mais tarde, o Velho Lobo admitiu que não conhecia os adversários.  
     O xodó foi a seleção da Holanda, de Johan Cruyff. Apelidada de Carrossel Holandês, jogava um futebol vistoso, com constantes mudanças de posição. Mas, como a Hungria de 54, caiu para a eficiência alemã do craque Beckenbauer.
    O Brasil não conseguiu ao menos fazer lembrar a mágica da seleção de 1970, a Inglaterra sequer se classificou para a Copa do Mundo de 1974 e a Argentina ainda era uma força menor do futebol, mas mesmo assim o Mundial disputado na Alemanha se tornou um marco para o esporte.  Tudo por causa de um carrossel.
    Comandados pelo lendário Johan Cruyff, os holandeses voltavam a disputar uma Copa depois de 36 anos. E o retorno foi em grande estilo: apelidada de Laranja Mecânica, a seleção europeia pôs em prática, como jamais havia sido visto, o conceito de futebol total. A premissa tática parece ousada até hoje: os jogadores não tinham posição fixa em campo. Todos deveriam ser capazes de marcar, atacar e armar jogadas, trocando de lugar em velocidade e envolvendo o adversário. É claro que isso exige jogadores acima da média, total entrega tática e muito esforço físico e técnico. E a Holanda contava não apenas com Cruyff, o maestro, mas também tinha nomes como Neeskens, Jansen e Resembrink.
    O mentor de tudo isso era o técnico Rinus Michels, que antes havia criado o quase imbatível Ajax do começo dos anos 70. Na Copa, os resultados logo apareceram: 2 x 0 no Uruguai na primeira fase, 4 x 0 na Argentina e 2 x 0 no tricampeão Brasil na segunda fase. Mas havia uma pedra (ou melhor, uma rocha) chamada Beckenbauer no caminho.
    Jogando em casa, os alemães ocidentais chegaram a ser vaiados pela própria torcida na primeira fase e demoraram a engrenar. Mas uma vitória sobre a impressionante Polônia, do artilheiro Lato, selou a passagem para a final e mostrou de uma vez por todas a força germânica quatro dias antes da decisão do torneio.
      Mas Beckenbauer e seus companheiros eram as zebras diante do Carrossel Holandês. A Holanda havia marcado 14 gols e sofrido apenas um nos seis jogos anteriores e, assim que o jogo começou, partiu para o ataque sem que os alemães tivessem encostado na bola. Cruyff partiu do meio-de-campo e só foi parado na área, por Uli Hoeness: pênalti com um minuto de partida. Coube a Neeskens marcar o primeiro gol de pênalti em uma final de Copa do Mundo.
    Os alemães, no entanto, não desistiram. Eles já tinham experiência em vencer seleções mágicas em decisões de Copa do Mundo depois de sair atrás no marcador. Vinte anos antes, a vítima fora a Hungria de Puskas. Em 1974, sobrou para a Holanda de Cruyff. Aos 25 minutos, Bernd Hölzenbein foi derrubado por Wim Jansen na área e Paul Breitner converteu o segundo pênalti do jogo.  
    Depois, coube a Gerd Müller a honra de marcar o gol que garantiu o triunfo. Assim, o capitão Franz Beckenbauer ergueu a nova taça da Copa, já que a Jules Rimet ficou definitivamente para o Brasil em 70.
   Sem Pelé, Gérson, Carlos Alberto Torres, Tostão e Clodoaldo, o Brasil nem de longe se parecia com a seleção mágica de 1970, embora também tivesse Zagallo como técnico. Na primeira fase, o time canarinho se classificou em segundo lugar, com dificuldade, depois de empatar sem gols com a Iugoslávia, que passou em primeiro do grupo, e a Escócia, além de vencer o Zaire por 3 x 0 na última rodada.
    O Zaire, aliás, merece uma menção especial. Primeiro país da África Subsaariana a disputar uma Copa do Mundo, a nação, hoje chamada de República Democrática do Congo entrou para a história do Mundial graças a um dos lances mais bizarros do futebol em todos os tempos. Na partida contra o Brasil, o juiz anotou uma falta a favor do time canarinho na frente da área da equipe africana. Os jogadores do Zaire se posicionaram na barreira, mas, assim que o árbitro apitou, o zagueiro Ilunga Mwepu saiu correndo e chutou a bola para longe antes que ela fosse posta em jogo pelos brasileiros. Cartão amarelo para um surpreso Mwepu e lugar garantido na história das Copas.
    Na segunda fase, o Brasil venceu a Alemanha Oriental e a Argentina, mas acabou como mais uma vítima da Laranja Mecânica e teve de se contentar em disputar o terceiro lugar contra a Polônia. Depois de ser atropelado pelo Carrossel, o time canarinho também não foi páreo para a Polônia e acabou em quarto lugar.
Seleção de 1974
 
Fonte: FIFA