sábado, 30 de outubro de 2010

Crônica: ENCHENTES DO RIO SÃO FRANCISCO (1979 E 1980)

AS ENCHENTES EM XIQUE-XIQUE (BA)

Nos últimos 300 anos, as enchentes periódicas do Rio São Francisco sempre foram uma constante não só em Xique-Xique mas em todas as cidades ribeirinhas, como bem mostram as informações existentes no Arquivo Público da Bahia.
A minha geração, da década de 1940 ainda se lembra perfeitamentre da grande enchente de 1949 que inundou a maior parte da cidade, naquela época com uma pequena população que não superava os 5.000 habitantes, tendo causado grandes prejuizos materiais, principalmente aos comerciantes, pois destruiu muitos imóveis e obrigou muitas famílias e empresários se mudarem para as partes mais altas da cidade. A casa da minha mãe, situada no lado norte da Praça D. Máximo foi totalmente invadida pelas águas nos obrigando a mudar para uma pequena casa alugada, situada na Avenida, quase em frente ao Cesar Zama, de propriedade do Sr. Pompílio. Apesar da minha pouca idade, apenas 6 anos, lembro-me perfeitamente dessa enchente pois, quase que diariamente a gente vinha à Praça D. Máximo para verificar o estado em que se encontrava a nossa casa. O nível da água, na Praça D. Maximo chegou a atingir, aproximadamente 1 metro de profundidade e isso nos permitia andar de paquete e também tomar banho, já que a inexistência do jardim fazia com que a praça mais parecesse um grande lago onde era permitido até a pesca de pequenos peixes.
Essa enchente foi amplamante fotografada e muitos xiquexiquenses ainda contam com um grande acervo de fotos sobre essa grande cheia, como bem mostra a fotografia em preto e branco, da Praça D. Máximo inundada, especialmente selecionada para essa matéria.
Depois dessa grande cheia, o Rio São Francisco resolveu dar um descanso à população e somente em 1979 novamente resolveu subir o cais e inundar a cidade. Devido às intensas chuvas caidas nos estados de Minas e Bahia, e ante a existência de novos equipamentos, essa enchente, pode-se dizer, foi prevista pelo Ministério da Agricultura que logo tratou de avisar às autoridades estaduais sobre a possibilidade da ocorrência de uma grande enchente semelhante a de 1949.
Previamente avisada as autoridades estaduais e municipais puderam tomar algumas providências preventivas e a medida que as águas iam subindo no cais as pessoas foram mudando de residência e de ponto comercial para lugares mais altos de modo que em fevereiro de 1979, quando as aguas tomaram as ruas da cidade os imóveis já estavam todos desocupados. Os prejuizos foram mínimos e praticamente nada se perdeu pois tudo foi retirado a tempo.
Segundo informações de pessoas que registraram os detalhes, inclusive fotograficamente, a enchente de 1979, mesmo menor que a de 1949, castigou bastante a sede do municipio e expulsou a população das suas residências e casas comerciais em quase 10 ruas paralelas ao curso do rio, tendo invadido a Av. J. Seabra num percurso de 300 metros, sem contudo causar prejuizos de monta pois, como dito anteriormente, as mudanças foram feitas antecipadamente e com calma.
A foto colorida nos dá uma ideia da profundidade da água do rio na Praça 6 de julho ou Praça do Pirulito, como era conhecida na época. Vê-se claramente uma barca relativamente grande ancorada em frente à bela casa de D. Alcina.
No ano seguinte, 1980, novamente o Rio São Francisco subiu o cais da cidade e penetrou em algumas ruas em menor proporção do que a enchente do ano anteior.
Mas, a essa altura dos acontecimentos as autoridades estaduais e municipais entraram em pânico com a possibilidade de a cidade passar a sofrer enchentes anuais e, por causa disso, tomando uma precipitada decisão ergueram, atabalhoadamente e sem nenhum senso de estética e de saneamento urbano o famigerado PAREDÃO que até hoje enfeia a cidade e é a causa e o foco de muitas doenças por haver se transformado num sanitário publico.

MEUS CONTERRÂNEOS, DERRUBEMOS O PAREDÃO DA VERGONHA PARA QUE XIQUE-XIQUE VOLTE A SER A SIMPÁTICA CIDADE À MARGEM DO VELHO CHICO.

Velhas fotos de Salvador: OS BONDES EM SALVADOR (BA)


O BONDE

A cidade do Salvador (BA) foi uma das primeiras a utilizar como transporte coletivo os bondes de tração animal.
Em 1869 a Companhia Vehiculos Economicos inaugurou a linha entre o Bonfim e Itapagipe
Em 1870, o empresário António de Lacerda fundou a Companhia de Transportes Urbanos iniciando uma linha de bondes, tração animal, fazendo a linha Praça da Piedade, na Av. Sete até o bairro da Graça.
Mais tarde, em 1871, a Companhia Trilhos Centrais, inaugurou uma nova linha de bondes fazendo o percurso da Praça do Campo Grande ao bairro do Rio Vermelho e outra partindo do terminal da Rua da Barroquinha, passando pela Rua Dr. J. J. Seabra (Baixa do Sapateiro) até Quintas e Soledade.
No ano de 1906 a cidade do Salvador (BA) já contava com bondes elétricos percorrendo toda a cidade.
A fotografia colorida foi obtida em 1958 e retrata um bonde elétrico passando em frente à estátua do Poeta Castro Alves, na Praça do mesmo nome.

Prefeitos de Xique-Xique: REINALDO TEIXEIRA BRAGA

Prefeito Reinaldo Teixeira Braga
– 1977-1982 –

Mandato: 1° de fevereiro de 1977 a 14 de maio de 1982
Vice-Prefeito: Hélcio Bessa.
Presidentes da República: Ernesto Geisel (15.03.1974-15.03.1979) e
João Baptista de Oliveira Figueiredo(15.03.1979-15.03.1985).
Governadores da Bahia: Roberto Santos (15.03.1975-15.03.1979) e
Antonio Carlos Magalhães (15.03.1979-15.03.1983).
Juiz de Direito: Marinaldo Figueiredo Bastos.


Reinaldo Teixeira Braga foi o 9º prefeito de Xique-Xique (BA), eleito a contar da redemocratização do Pais após a extinção, em outubro de 1945, da ditadura Vargas, ocasião em que o Brasil retornou ao sistema democrático.
Nascido em Xique-Xique no dia 16 de maio de 1940, logo após a sua graduação no ano de 1965 exerceu até o ano de 1970 a profissão de médico em várias cidades da Bahia, tendo nesse ano sido eleito vereador, pela ARENA – Aliança Renovadora Nacional, para um mandato de 1971/1973 e mais tarde, eleito Prefeito para um mandato de 1977-1982. Concluído o mandato de Prefeito Municipal Reinaldo Braga foi eleito deputado estadual pelo PDS- Partido Democrático Social, para o período 1983-1987. Novamente eleito deputado estadual, desta vez pelo PMDB - Partido do Movimento Democrático Brasileiro, exerceu o mandato no período de 1987/1991; trocou de partido, indo para o PFL - Partido da Frente Liberal, onde se elegeu para os seguintes períodos 1991-1995, 1995-1999, 1999-2003, 2003-2007 e 2007-2011.
Na eleição do Prefeito Reinaldo Braga surgiram algumas novidades. A primeira foi o retorno do vice-prefeito eleito na mesma chapa do prefeito e a segunda foi a prorrogação por dois anos, do mandato de prefeito para fazer coincidir as eleições de 1982 com as eleições para o próprio Congresso Nacional e para as assembléias legislativas.
Como Prefeito Municipal Reinaldo Braga realizou as seguintes obras:
a) Construiu as seguintes unidades escolares: Escola Deputado Gorgônio Neto, Escola Luiz Viana Neto e Escola Reinaldo Braga.
b) Construiu o Terminal Rodoviário Marinho Pereira de Carvalho;
c) Construiu o terminal Pesqueiro;
d) Construiu o Fórum Conselheiro Luiz Viana
e) Construiu o Aeroporto Municipal
f) Construiu o PAREDÃO no cais.
g) Conseguiu a vinda para a cidade da Agência do Banco do Brasil S/A
h) Idem para a agência da Caixa Econômica Federal
i) Implantou o sistema telefônico automático DDD e DDI
j) Construiu a sede própria do Banco do Estado da Bahia – BANEB.

Administrativamente o Prefeito Reinaldo Braga tomou, entre outras, as seguintes decisões:
a) Decreto Municipal n° 1, de 04.021977, nomeando a professora Gildete de Souza Viana para o cargo de vice-diretora do Colégio Municipal Senhor do Bonfim;
b) Decreto Municipal n° 11, de 11.3. 1977, nomeando o professor Carlos Alberto Borges de Barros para o cargo de diretor-geral do Colégio Municipal Senhor do Bonfim;
c) Decreto Municipal n° 13, de 14.04.1977, determinando luto oficial por três dias, em homenagem ao ex-prefeito Aurélio Gomes Miranda, falecido naquela data;
d) Decreto Municipal n° 19, de 15.08.1977, nomeando o Dr. Eserval Rocha para o cargo de diretor-geral do Colégio Municipal Senhor do Bonfim, em substituição ao Dr. Carlos Alberto Borges de Barros;
e) Lei Municipal n° 5, de 19.03.1981, denominando Escola Estadual Dr. Reinaldo Teixeira Braga, construída na Praça do Colégio Polivalente;
f) Lei Municipal n° 183, de 11.02.1982, denominando um Prédio Escolar na Vila de Nova Iguira de Francisco Marçal da Silva;
g) Lei Municipal n° 184, de 11.02.1982, denominando de Praça Coronel Rocha Maia, na Vila de Nova Iguira, no local onde foi fixado o marco oficial daquele distrito;
h) Lei Municipal n° 185, designando de Praça Dr. Eunápio Peltier de Queiroz à principal artéria pública da Vila de Nova Iguira;
i) Lei Municipal n° 186, de 11.02.1982, dando o nome de Praça 31 de Janeiro ao largo onde se situa a Igreja de São José, na Vila de Nova Iguira;
l) Lei Municipal n° 205, de 10.05.1982, denominando a estação rodoviária de Xique-Xique pelo nome de Terminal Rodoviário Marinho Pereira de Carvalho;
m) Lei Municipal n° 206, de 10.05.1982, denominando de Rua Expedicionário Pompeu Ribeiro dos Santos à antiga Rua da Maternidade;
n) Lei Municipal n° 207, de 14.05.1982, denominando de Rua Antonio Figueiredo à antiga Rua Seis do bairro do Polivalente;
o) Lei Municipal n° 208, de 14.05.1982, que denomina de Rua José Alves de Santana à antiga Rua Sete do bairro do Polivalente;
p) Lei Municipal n° 209, de 14.05.1982, designando de Rua Ernesto Viana à antiga Av. Industrial;
q) Lei Municipal n° 210, de 14.05.1982, denominando de Rua Treze de Junho à antiga Rua Cinco do bairro do Polivalente;
r) Lei Municipal n° 211, de 14.05.1982, que denomina de Matadouro Municipal José Clemente da Cunha ao local de abate dos animais para o consumo da população;
s) Lei Municipal n° 212, de 14.05.1982, denominando de Prédio Escolar Deputado Gorgônio Neto à escola construída no bairro do B N H.
A partir do quadriênio 1977-1983 a Câmara Municipal de Xique-Xique passou a contar com treze vereadores, na época formada pelos seguintes cidadãos: Agenor Firmo de Meira, Antenor Miranda da Silva, Bertolino de Souza Nogueira, Carlos Gomes, Clóvis Peregrino de Souza, Domingos Alves da Costa, Dorival Alves de Santana, Florisval Torres da Silva, João Pinheiro Bastos, Jurandy Pires de Carvalho, Manoel Alves Bessa, Milton Fidelis Bastos e Nélson Feliciano de Carvalho.
Durante a administração do Prefeito Reinaldo Braga aconteceram os seguintes eventos na cidade de Xique-Xique
17 de abril de 1977: Nasceu Eugênia Camandaroba Chagas Silva, filha de Paulo Sampaio Chagas e de Rosângela Maria Camandaroba Chagas.
14 de maio de 1977: Nasceu Neílton Pereira da Rocha, em Iguira, município de Xique-Xique, filho de Naílton Félix da Rocha e de Ana Pereira da Rocha.
14 de junho de 1977: Nasceu Vera Lúcia Silva Dias, filha de Antonio Izídio da Silva e de Gildete Ferreira de Brito.
23 de junho de 1977: Nasceu Paulo Henrique de Carvalho Hormes, filho de Paulo Roberto de Carvalho Hormes e de Ivone Feitosa dos Santos.
03 de agosto de 1977: Nasceu Edmar Nonato da Cunha, filho de Bartolomeu Batista da Cunha e de Maria de Jesus Nonato da Cunha.
26 de outubro de 1977: Nasceu Juliana de Figueiredo Santos, filha de João Joaquim dos Santos e de Suely de Figueiredo Santos.
10 de novembro de 1977: Nasceu Rosiane Campos Gomes, no povoado de Barreiros, distrito de Tiririca de Luizinho, município de Xique-Xique, , filha de Juvenal Teodoro Gomes e de Rosa Alves Machado.
13 de novembro de 1977: Nasceu Idiná da Costa Martins, , filha de Hilda da Costa Martins e de Leolino Peixoto Martins..
15 de novembro de 1977: Nasceu Caroline Barreto de Farias, filha de Wanderlei Garcês de Farias e de Darci Barreto de Farias
31 de dezembro de 1977: Alcides Marcelino da Silva se casou com Elza Nery da Silva.
14 de janeiro de 1978: Edmar Martins Miranda se casou com Gildete Pires Miranda.
03 de fevereiro de 1978: Edílson Rodrigues da Cruz se casou com Joana da Costa Cruz.
31 de dezembro de 1977: Alcides Marcelino da Silva se casou com Elza Nery da Silva.
14 de janeiro de 1978: Edmar Martins Miranda se casou com Gildete Pires Miranda.
28 de janeiro de 1978: Nasceu Elisângela de Figueiredo filha de Eva Figueiredo
03 de fevereiro de 1978: Edílson Rodrigues da Cruz se casou com Joana da Costa Cruz
03 de março de 1978: Nasceu Rosanne Nogueira Leal Souza, filha de Nilton Borges Leal e de Marilene Nogueira Leal
21 de março de 1978: Foi inaugurado o sistema de telefones automáticos com operação da TELEBAHIA, com 300 linhas, sendo 180 residenciais e 120 comerciais, oferecendo serviços de DDD, DDI e DDC.
11 de abril de 1978: Nasceu Edmilson da Costa Cruz, filho de Edílson Rodrigues da Cruz e de Joana da Costa Cruz.
24 de junho de 1978: Faleceu Marinho Pereira de Carvalho.
24 de julho de 1978: Faleceu Francisco de Castro Laranjeira;
30 de julho de 1978: Nasceu Ângela Brito de Lima Figueiredo, filho de Everaldo Carvalho e Lima e de Maria Angélica Figueiredo Brito.
17 de agosto de 1978: Manoel Xavier de Oliveira se casou com Nívea Simplícia Pereira de Oliveira,
18 de agosto de 1978: Faleceu o médico xiquexiquense Alípio Castelo Branco Pinheiro, filho de Cel. Gustavo Pinheiro de Alcântara e de D. Pergentina Castelo Branco Pinheiro.
13 de setembro de 1978: Aloízio Rodrigues Melo se casou com Maria Gorete do Nascimento Melo,
28 de outubro de 1978: Djan Alves de Santana se casou com Rea Silvia Nunes Machado Santana, 13 de dezembro de 1978: Nasceu Rondineli Francisco da Silva, filho de Antonio Francisco das Chagas e de Emília Francisca da Silva.
15 de dezembro de 1978: João Pereira dos Santos se casou com Railda da Silva Santos
24 de dezembro de 1978: José Geraldo Ribeiro dos Santos se casou com Maria da Glória Carvalho Santos,
1979: Ocorreram enchentes muito grandes no Rio São Francisco. Em Xique-Xique, as águas chegaram até a esquina da Rua Castro Alves com a glamourosa Avenida Doutor José Joaquim Seabra.
15 de fevereiro de 1979: Nasceu Edílson Sampaio de Oliveira, filho de Edílson Avelino Oliveira e de Margarida Maria Sampaio de Oliveira.
1979: Inaugurou-se na cidade um posto de saúde pela Fundação do Serviço Especial de Saúde Pública – SESP.
15 de março de 1979: Nasceu Jeane Rodrigues dos Santos Ramos, filha de Abenício Ferreira dos Santos e de Maria de Lourdes Rodrigues Lima
21 de março de 1979: Nasceu Keisiara Almeida de Queiroz, filha de Deusa Almeida de Queiroz.
25 de abril de 1979: Nasceu Célia Luíza dos Santos, filha de Geraldo Luiz dos Santos e de Flordinice Luíza dos Santos.
07 de maio de 1979: Nasceu Marcus Vinícius Cunha de Souza, filho de Deraldo Pereira de Souza e de Claudízia Carvalho Cunha
31 de maio de 1979: Nasceu Rafael Meira de Oliveira, filho de Antonio Pereira de Oliveira e de Genilda Meira de Oliveira.
13 de junho de 1979: Nasceu Sidney de Castro Souza, filho de Bento Dias de Souza e de Júlia Maria de Castro Souza.
16 de junho de 1979: Everaldo Carvalho Cunha se casou com Maria Lúcia Andrade Cunha,
01 de julho de 1979: Nasceu Reinaldo Teixeira Braga Filho, no Hospital Julieta Viana, na cidade de Chique-Chique, estado da Bahia, filho de Reinaldo Teixeira Braga e de Lenisse Miranda Siqueira Braga.
14 de julho de 1979: Aldemir Ribeiro Pinheiro Freire se casou com Eloísa dos Santos Ribeiro,
20 de julho de 1979: Nasceu Tarciana Bastos Souza, ilha de Arnaldo Ribeiro de Souza e de Maria Amélia Bastos Souza
28 de julho de 1979: Nasceu Eudes Rodrigues de Carvalho, na Fazenda Currais, distrito de Iguira – atual distrito de Nova Iguira filho de Francisco Pereira de Carvalho e de Angelita Rodrigues de Carvalho.
18 de agosto de 1979: Nasceu Kleber Jonas de Abreu Pereira, filho de Jonas Pereira Filho e de Ana Margareth de Abreu Magalhães. ‘
19 de agosto de 1979: Nasceu Leandro Júlio Francisco Alves, , filho de José Francisco Alves e de Júlia Soares Alves.
12 de setembro de 1979: Nasceu Adriano Feitosa Borges, filho de João Borges Paes landim e de Leonice Feitosa Borges.
30 de outubro de 1979: Nasceu Manoel Carlos de Figueiredo, filho de João Antonio de Figueiredo e de Avani Nogueira de Figueiredo.
1° de novembro de 1979: É fundada a Associação Atlética Banco do Brasil
03 de novembro de 1979: Nasceu Nilo Castelo Branco Pinheiro Neto, filho de Everaldo Nilo da Franca Pinheiro e de Zeila Rocha Pinheiro.
16 de dezembro de 1979: Geraldo Francisco Pinheiro se casou com Aurelita Almeida Pinheiro, 10 de janeiro de 1980: Osvaldo Barbosa se casou com Joelma Pinheiro Meira Barbosa,
1980: Acontecem novas enchentes no Rio São Francisco em proporções menores do que no ano anterior, chegando até à Praça Seis de Julho, nos fundos do templo da Igreja Matriz do Senhor do Bonfim.
18 de março de 1980: Geraldo Rodrigues dos Santos se casou com Elizete Almeida Rodrigues,
21 de março de 1980: Nasceu Ramone Andrade Cunha, , filho de Everaldo Carvalho Cunha e de Maria Lúcia Andrade Cunha.
29 de março de 1980: Nasceu Rossini Sena de Almeida, filho de Oberdan Soares de Almeida e de Zilda Maria de Sena.
08 de abril de 1980: Nasceu Iza Correia de Araújo Santana, filha de Joaquim Correia de Araújo e de Antonia Francisca de Araújo
10 de abril de 1980: Nasceu Josivaldo de Oliveira Barbosa, filho de João de Oliveira e de Isabel Pereira Barbosa.
01 de maio de 1980: José Carlos Barbosa Filho se casou com Maria das Graças Auxiliadora Fidelis Barboza,
14 de maio de 1980: Nasceu José Nilson Xavier de Oliveira, filho de José Xavier de Oliveira e de Nair Rocha de Oliveira.
02 de junho de 1980: Nasceu Janine Nunes Almeida Araújo, filha de Onildo Ferreira de Almeida e de Maria da Glória Nunes Almeida.
20 de junho de 1980: Nasceu Eliecy Félix Tarrão Júnior, filho de Eliecy Félix Tarrão e de Irene Pereira Tarrão.
04 de agosto de 1980: Nasceu Jane Alves Leite da Costa, filha de João Alves da Costa e de Albertina Pereira Borges.
04 de outubro de 1980: Nasceu Catarine Barreto Farias Magalhães, filha de Wanderlei Garcês de Farias e Darci Barreto de Farias.
12 de outubro de 1980: Nasceu Jane Félix Freitas, filha de Leozendo de Freitas Neto e de Ana Félix de Freitas.
12 de outubro de 1980: Faleceu Cassimiro Pereira Machado, na Fazenda Forquilha, município de Central, estado da Bahia.
04 de dezembro de 1980: Jorge Pinheiro Meira se casou com Helena Alves Pinheiro,
27 de dezembro de 1980: Antonio Carlos Teixeira Barreto se casou com Ivonete Pereira Barreto,
1° de janeiro de 1981: Foi fundado o Esporte Clube Cruzeiro
28 de janeiro de 1981: Daudth Cruz Lima se casou com Zelinda Feiosa Lima,
29 de janeiro de 1981: Gláucio Almeida Rodrigues filho de Geraldo Rodrigues dos Santos e de Elizete Almeida Rodrigues.
01 de março de 1981: Nasceu Jane Dark Francisco Alves, filha de José Francisco Alves e de Júlia Soares Alves.
20 de março de 1981: Adão Ferreira dos Santos se casou com Isabel da Silva Santos,
03 de abril de 1981: Nasceu Jandivalda Galvão da Cruz, filha de Jandir Galvão da Cruz e de Elisabete Galvão da Cruz.
09 de abril de 1981: Começou o trabalho da Igreja Evangélica Assembleia de Deus
07 de maio de 1981: Nasceu José Rodrigues de Barros Neto, filho de Milton Rodrigues Pereira e de Clara Rocha Pereira. ‘
21 de maio de 1981: Nasceu Ilbenice Carvalho Bessa de Castro, , filha de Ibanez Fernando Bastos Bessa e de Evanice Carvalho Bessa.
10 de junho de 1981: José Pessoa de Carvalho se casou com Veralúcia Oliveira de Carvalho, 27 de junho de 1981: Edinaldo Felipe de Sousa se casou com Maria Neide da Rocha Sousa,
27 de junho de 1981: Edinaldo Felipe de Sousa se casou com Maria Neide da Rocha Sousa,
29 de junho de 1981: Foi inaugurada a agência local da Caixa Econômica Federal – CEF,
05 de julho de 1981: Nasceu Eriston da Costa Cruz, filho de Edílson Rodrigues da Cruz e de Joana da Costa Cruz.
10 de julho de 1981: Foi organizada, a Igreja Batista Filhos de Sião.
26 de julho de 1981: Foi fundado o Esporte Clube Penharol
1981: Mário David Andreazza, ministro dos Transportes juntamente com as autoridades municipais construiram do famigerado PAREDÃO que encobriu o cais, tirou a vista do Lago Ipueira e atualmente é um problema para a saúde pública de Xique-Xique e da Bahia pois toda a construção se transformou num enorme sanitário publico e os precários bares que ali funcionam são locais insalubres e poluidores.
28 de julho de 1981: Nasceu Sidny Feitosa dos Santos, na Ilha do Meio, filho de Reílson Feitosa dos Santos e de Ana Lopes de Souza Filha
28 de julho de 1981: Nasceu Daiane Pereira de Souza, filha de Clarice Pereira de Souza.
05 de agosto de 1981: Nasceu Wagner Rocha Pinheiro, filho de Everaldo Nilo da Franca Pinheiro e de Zeila Rocha Pinheiro.
15 de agosto de 1981: Nasceu Cassimiro Machado Argolo, na cidade de Feira de Santana, estado da Bahia, filho de Cassimiro Machado Neto e de Delita Araújo Argolo.
06 de setembro de 1981: Os médicos Hélcio Bessa e Joselita Bastos Bessa inauguraram a Clínica Alexandrina Bessa
23 de setembro de 1981: Nasceu Luciana Souza Pinheiro, , filha de Zezito de Souza Pinheiro e de Maria Neide Castro Souza.
29 de setembro de 1981: Nasceu Renata Lúcia Brasil de Moura, filha de José Maria de Moura e de Iraci Brasil de Moura.
29 de setembro de 1981: Nasceu Renata Lúcia Brasil de Moura, , filha de José Maria de Moura e de Iraci Brasil de Moura.
09 de outubro de 1981: Nasceu Jakline Nunes Rabelo, , filha de Joaquim Lopes Rabelo e de Adelmaci Nunes Rabelo.
06 de dezembro de 1981: Nasceu Marquileide da Silva Oliveira, filha de José Barros de Oliveira e de Gecília da Silva Oliveira.
11 de dezembro de 1981: Foi fundada a Associação Sertaneja de Educação e Cultura – ASSEC,
17 de dezembro de 1981: Nasceu Fábio da Silva Souza, filho de Emanuel Neri Souza e de Marilene da Silva Souza.
17 de dezembro de 1981: João Ferreira dos Santos se casou com Luzineth de Sousa Santos,
26 de dezembro de 1981: A Associação Sertaneja de Educação e Cultura criou o Colégio Treze de Junho,
31 de dezembro de 1981: Marivaldo Figueiredo Santos se casou com Arlete Pires de Carvalho e Figueiredo,
31 de janeiro de 1982: Foi inaugurado com muita festa cívica e popular o conjunto habitacional que se constituiu no distrito de Nova Iguira,
11 de fevereiro de 1982: Antonio Rodrigues de Melo se casou com Carmelita Santos de Melo,
18 de fevereiro de 1982: José Carlos Paz Rodrigues se casou com Irlene Silva Rodrigues,
11 de fevereiro de 1982: Antonio Rodrigues de Melo se casou com Carmelita Santos de Melo,
18 de fevereiro de 1982: José Carlos Paz Rodrigues se casou com Irlene Silva Rodrigues,
16 de março de 1982: Começou a funcionar o Colégio Treze de Junho,
1982: Foi inaugurado o Terminal Rodoviário Marinho Carvalho,
03 de abril de 1982: Nasceu Dárcio Eric Alves Pinheiro, filho de Jorge Pinheiro Meira e de Helena Alves Pinheiro.
10 de abril de 1982: Nasceu Abimael Sutero Barbosa, , filho de Cândido Rodrigues Barbosa e de Maria de Fátima Sutero Barbosa.
14 de maio de 1982: O médico Reinaldo Teixeira Braga renunciou ao cargo de Prefeito Municipal

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

AGRADECIMENTO AO NOVO SEGUIDOR



NOVO SEGUIDOR

O BLOG XIQUEXIQUE AGRADECE, SENSIBILIZADO, A CHEGADA DE NIRO PROMETENDO MANTER A MESMA LINHA EDITORIAL E ESPERANDO PODER CONTINUAR ATENDENDO A EXPECTATIVA DE TODOS OS QUE, GENTILMENTE, SE DIGNAM EM ACOMPANHAR ESTE MODESTO BLOG.

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Fotos do Rio São Francisco: AS BARCAS E AS LAVADEIRAS

AS LAVADEIRAS E AS BARCAS.

Nos anos 1950, antes da construção do PAREDÃO, a rampa do mercado era o local onde as lavadeiras iam diariamente exercer a nobre profissão de lavar as roupas usadas pela população de Xique-Xique.
Nesse tempo a cidade não dispunha de agua encanada e nem energia hidraulica.
As lavadeiras, pois, disputavam o espaço com as barcas à remo e a vela que, devido ao pequeno calado, ancoravam na beira d'água.
Mantinham uma fraternal convivência com as barcas que, de um modo geral, ficavam no porto até o aparecimento de mercadorias suficientes para justificar uma viajem pelas diversas cidades ribeirinhas.
Foto: Marcel Gautherot (1910/1996)

ASSOCIAÇÃO DE MULHERES DE XIQUE-XIQUE - AMUXX

AMUXX
No dia 29 de setembro p/passado, publiquei uma matéria sobre a ASSOCIAÇÃO DE MULHERES DE XIQUE-XIQUE - AMUXX, entidade criada em 1996, com o único objetivo de cuidar de pessoas pobres residentes na periferia de Xique-Xique (BA).
Recentemente fui informado de que a AMUXX adquirira um terreno num loteamento situado no bairro das Pedrinhas, naquela cidade, para a construção de sua futura sede social.
Para quitar o terreno a AMUXX precisará da ajuda de todos os xiquexiquenses, mesmo e principalmente dos que estão residindo em outras cidades.
Assim clamo a todos os conterrâneos que nos unemos para ajudar na realização dessa grande obra social.
Para isso basta que cada um deposite, por pelo menos 12 meses, na conta da AMUXX (BANCO DO BRASIL - CONTA Nº 14.953-5 - AGÊNCIA Nº 1171-1) a quantia mínima de R$ 10,00 (dez reais).
Para muitos é uma quantia ínfima mas para a AMUXX é uma questão de sobrevivência.
AJUDEMOS, POIS!

A ARTE SACRA DA BAHIA: SENHOR DO BONFIM

SENHOR DO BONFIM

Imagem do Bom Senhor Jesus do Bonfim em madeira policromada e dourada, cruz de sustentação e aparelho de prata com belíssima mandorla trabalhada em nuvens com querubins de ouro. Encontra-se na Basílica do Senhor do Bonfim, em Salvador.
Foi trazida de Portugal em 1745 pelo Oficial da Marinha Theodósio Rodrigues de Faria e entronizada na Igreja de Nossa Senhora da Penha de França. Em 24 de junho do mesmo ano ficou pronta a Igreja do Alto do Monteserrate, depois chamada Alto do Bonfim, da qual a imagem tornou-se orago. É a devoção mais popular da Bahia e une as mais diversas religiões em sincretismo ecumênico em torno do seu culto. Sua celebração maior, no mês de janeiro, é a Lavagem do Bonfim. Uma procissão em que o povo baiano segue a pé, vestido de branco o trajeto que vai da Basílica de Conceição da Praia à Colina do Bonfim. Lideram o trajeto as trdicionais "baianas" com seus jarros de água de cheiro com os quais vão lavar e perfumar as escadarias do templo. Após a procissão a festa torna-se inteiramente profana.
(BAHIA:TESOUROS DA FÉ - Edição 2000)

CANTINHO DA SERESTA

O SERESTEIRO
Muitos jovens que inciam o aprendizado do violão gostariam de poder acompanhar as músicas que seus pais e avós costumavam cantar nas serenatas que, apenas, conhecem por ouvir dizer, vez que esse tipo de cortejo já está fora de moda.
Também, alguns sexagenários que na juventude fizeram ou acompanharam serenatas, gostariam de relembar as músicas que ali foram cantadas e que com o passar do tempo ficaram esquecidas.
Para atender a esses universos o Blog XIQUEXIQUE fez uma seleção de músicas genuinamente brasileiras e que eram tocadas e cantadas na segunda metada do século passado, principalmente nos anos 60, ilustradas com a "cifra" para violão e que estarão semanalamente sendo divulgadas.


TEMPESTADE DE POEIRA EM XIQUE-XIQUE (BA)


O conterrâneo MARCELO, teve o cuidado de registrar o curioso evento e também a gentileza de enviar cópia da foto para ser publicada no Blog XIQUEXIQUE.
Assim se expressou na sua mensagem eletrônica:
"Sexta feira passada dia 22, um fenômeno curioso aconteceu em Xique Xique, perto da hora do crepúsculo. De repente um forte vento soprou na cidade e toda a poeira acumulada nesta seca invadiu o céu de XiqueXique. De qualquer rua em se estivesse a visibilidade não passava de 200 metros. Particularmente nos 34 anos que moro aqui, é a primeira vez que vejo este fenômeno nesta magnitude. "
Excelente contribuição Marcelo. Realmente é um raro fenômeno e que não deve ser banalizado por nós. Algo de anormal está acontecendo por nossas paragens. Todo xiquexiquense sabe que nos meses de agosto e setembro é comum a ocorrência de ventos fortes, principalmente no corredor formado pela Av. J. Seabra.
Quando eu era menino e estudava no "prédio" Cezar Zama, a gente sofria com os pedregulhos que eram lançados sobre as pernas dos meninos e das meninas na "subida" da Avenida, pois naquele tempo ainda não existia o calçamento a paralelo, pelos fortes ventos que incidiam sobre a cidade.
Mas, trazer tamanho volume de pó da "faveleira" é um caso único e por isso foi registrado e estamos dando a divulgação.

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

EVANGELHO VISTO PELA ARTE AFRICANA

Multiplicação dos Pães e Peixes
(João 6:1-5)

Jesus passou à outra banda do mar da Galiléia e seguia-o uma grande multidão, porque via os milagres que fazia em favor dos que estavam enfermos. Subiu, pois Jesus a um monte; e sentou-se ali com seus discipulos. Jesus, pois, tendo levantado os olhos, disse a Felipe: Onde compraremos nós pão, para dar de comer a essa gente? Respondeu-lhe Felipe: Duzentos dinheiros de pão não bastam para que cada um receba um pequeno bocado. André, irmão de Simão Pedro, disse-lhe: Está aqui um jovem, que tem cinco pães de cevada e dois peixes; mas que é isso para tanta gente? Jesus porém disse: Fazei sentar essa gente. Sentaram-se, pois, em número de cerca de cinco mil. Jesus tomou os pães e tendo dado graças , distribuiu-os aos que estavam sentados; e igualmente dos peixes, quanto eles queriam. Estando saciados disse a seus discípulos: recolhei os pedaços que sobejaram para que não se percam. E eles os recolheram e encheram doze cestos de pedaços dos cinco pães de cevada, que sobejaram aos que tinham comido. Vendo então aqueles homens o milagre que Jesus fizera diziam: Este é verdadeiramente o profeta que devia vir ao mundo.

terça-feira, 26 de outubro de 2010

Fotos aéreas de Salvador (BA)


VISTA AÉREA

Esta é uma foto aérea típica da cidade do Salvador, mostrando, de uma grande altura, o contorno de uma parte da cidade que abrange a parte velha, o centro comercial e as praias que se estendem do Farol da Barra a Itapoan.

Foto de Nilton Souza
www.niltonsouza.com.br

Foto Antiga: COMO ERA A BEIRA DO RIO EM XIQUE-XIQUE (BA)

ERA ASSIM A BEIRA DO RIO

Estas duas antigas fotos se completam e dão uma ideia de como era a beira do rio São Francisco em Xique-Xique, antes da construção do PAREDÃO que tanto enfeia como denigre a bela paisagem que tínhamos na cidade.
As fotos panorâmicas abrangem desde a rua do Perau, hoje inexistente, onde se pode distinguir o edifício, hoje demolido, construído na entrada daquela rua, até o local onde hoje está situado o mercado do peixe.
Verifiquem que, para quem chegava à cidade navegando pelo Lago Ipueira, tinha uma ampla visão do comércio e dos prédios construídos à margem do rio, na Rua Barão do Rio Branco.
As barcas, paquetes e canoas ancoradas no velho cais facilmente tinham como escoar as suas mercadorias para as mais diversas ruas da cidade.
Era uma bela visão que hoje não mais pode ser desfrutada pelos jovens xiquexiquenses muitos dos quais não têm a menor ideia de como era a beira do rio.
Mas, ainda há condições técnicas e tempo para se remediar o grande mal feito à cidade: BASTA DERRUBAR O PAREDÃO.















sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Foto Interessante: A PUBLICIDADE


A FORÇA DA PUBLICIDADE
A publicidade ou o "marqueting" é a principal forma de se divulgar a mercadoria ou o serviço que se está oferecendo ao mercado.
Neste reclame, por exemplo, o prestador do serviço garante resolver todos os problemas relacionados à saúde, através da oração.
Mas, como todo prestador de serviço, faz uma ressalva para o caso de um insucesso: lembra aos clientes que "tem que vir com fé."

Pôr do Sol em Xique-Xique (BA)


PÔR DO SOL

Parece que a cada dia o Sol, em Xique-Xique, se esconde de maneira diferente por tras do Lago Ipueira.
A área do Lago é relativamente pequena mas, a forma como o Sol reflete a sua luz nas águas dá a impressão de uma imensidão líquida.
Os solitários pescadores se esmeram em levar o seu paquete para a margem e após "encostá-lo" se dirigirem para o merecido repouso no interior do seu lar.
Prestigiemos o nosso Lago e o nosso Pôr do Sol, derrubando o PAREDÃO para melhor termos acesso ao primeiro e apreciar demoradamente o segundo.

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Carta de Frei Beto

CARTA DE FREI BETO SOBRE DILMA

"Em tudo o que Dilma realizou, falou ou escreveu, jamais se encontrará uma única linha contrária aos princípios do Evangelho e da fé cristã"
Folha de S. Paulo - Conheço Dilma Rousseff desde criança. Éramos vizinhos na rua Major Lopes, em Belo Horizonte. Ela e Thereza, minha irmã, foram amigas de adolescência. Anos depois, nos encontramos no presídio Tiradentes, em São Paulo. Ex-aluna de colégio religioso, dirigido por freiras de Sion, Dilma, no cárcere, participava de orações e comentários do Evangelho. Nada tinha de "marxista ateia".
Nossos torturadores, sim, praticavam o ateísmo militante ao profanar, com violência, os templos vivos de Deus: as vítimas levadas ao pau-de-arara, ao choque elétrico, ao afogamento e à morte.
Em 2003, deu-se meu terceiro encontro com Dilma, em Brasília, nos dois anos em que participei do governo Lula. De nossa amizade, posso assegurar que não passa de campanha difamatória -diria, terrorista- acusar Dilma Rousseff de "abortista" ou contrária aos princípios evangélicos. Se um ou outro bispo critica Dilma, há que se lembrar que, por ser bispo, ninguém é dono da verdade.
Nem tem o direito de julgar o foro íntimo do próximo. Dilma, como Lula, é pessoa de fé cristã, formada na Igreja Católica. Na linha do que recomenda Jesus, ela e Lula não saem por aí propalando, como fariseus, suas convicções religiosas. Preferem comprovar, por suas atitudes, que "a árvore se conhece pelos frutos", como acentua o Evangelho.
É na coerência de suas ações, na ética de procedimentos políticos e na dedicação ao povo brasileiro que políticos como Dilma e Lula testemunham a fé que abraçam. Sobre Lula, desde as greves do ABC, espalharam horrores: se eleito, tomaria as mansões do Morumbi, em São Paulo; expropriaria fazendas e sítios produtivos; implantaria o socialismo por decreto...
Passados quase oito anos, o que vemos? Um Brasil mais justo, com menos miséria e mais distribuição de renda, sem criminalizar movimentos sociais ou privatizar o patrimônio público, respeitado internacionalmente.
Até o segundo turno, nichos da oposição ao governo Lula haverão de ecoar boataria e mentiras. Mas não podem alterar a essência de uma pessoa. Em tudo o que Dilma realizou, falou ou escreveu, jamais se encontrará uma única linha contrária ao conteúdo da fé cristã e aos princípios do Evangelho.
Certa vez indagaram a Jesus quem haveria de se salvar. Ele não respondeu que seriam aqueles que vivem batendo no peito e proclamando o nome de Deus. Nem os que vão à missa ou ao culto todos os domingos. Nem quem se julga dono da doutrina cristã e se arvora em juiz de seus semelhantes.
A resposta de Jesus surpreendeu: "Eu tive fome e me destes de comer; tive sede e me destes de beber; estive enfermo e me visitastes; oprimido, e me libertastes..." (Mateus 25, 31-46). Jesus se colocou no lugar dos mais pobres e frisou que a salvação está ao alcance de quem, por amor, busca saciar a fome dos miseráveis, não se omite diante das opressões, procura assegurar a todos vida digna e feliz. Isso o governo Lula tem feito, segundo a opinião de 77% da população brasileira, como demonstram as pesquisas. Com certeza, Dilma, se eleita presidente, prosseguirá na mesma direção.

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

EVENGELIZADOR DA CANÇÃO NOVA GANHA CASA NOVA

ANTÔNIO ALVES DE XIQUE-XIQUE (BA), GANHA CASA NOVA NA CANÇÃO NOVA.


O evangelizador ANTÔNIO ALVES, 38 anos, residente na cidade de Xique-Xique (BA) é o ganhador da primeira "Casa Nova, Canção Nova" , sorteada no dia 25 de setembro, no Centro de Evangelização Dom João Hipólito de Moraes, na sede da Comunidade Canção Nova em Cachoeira Paulista (SP), repesentando o primeiro sorteio da Ação entre amigos "Casa Nova, Canção Nova".
Os membros da comunidade ficaram na expectativa de partilhar a alegria de toda a equipe e também dos internautas que deixaram mensagens no twitter parabenizando o sócio evangelizador.






segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Foto Antiga: A PRAÇA D. MÁXIMO NA DÉCADA DE 1950


PRAÇA D. MÁXIMO


Esta é uma foto bem antiga. O jardim ainda estava com o desenho e a iluminação originais, o posto de gasolina ainda não existia e os bichos ainda pastavam tranquilamente na praça não pavimentada e forrada de grama de burro.
O belo edifício da velha Prefeitura imperava e, com sua arquitetura do sec. XIX, embelezava o ambiente dando um toque de nobreza àquela área pública.
Hoje a tradicional Praça D. Máximo está bastante modificada, para pior, vejamos:
I) O belo prédio da Prefeitura foi demolido no ano de 1963 e em seu lugar construído um cubo de cimento e tijolo que em matéria de beleza arquitetônica fica a quilômetros de distância do prédio demolido;
II) Foi permitida, pelo poder público, a construção de um posto de gasolina no meio da Praça, enfeiando e privatizando aquela nobre área pública;
III) O mesmo poder público permitiu a construção de um bar sem as mínimas condições de higiene e conforto sobre o lado sudoeste do jardim, privatizando, também parte da área pública;
IV) Em frente à Igreja, o poder público construiu um monstrengo que até hoje não serviu para coisa nenhuma.
Clamo às autoridades municipais rever esses aspéctos que descaracterizaram a Praça D. Máximo e já que é impossível reerguer o velho prédio demolido da Prefeitura que ao menos eliminem os demais trambolhos que estão enfeiando a primeira Praça de Xique-Xique para que esta retorne à sua beleza original.

LEMBRANDO O MALÉFICO NEOLIBERALISMO

O NEOLIBERALISMO MATA

O Neoliberalismo é um produto do liberalismo econômico clássico. Surgiu na década de 1970, através da Escola Monetarista do economista dos Estados Unidos Milton Friedman, seu principal idealizador, como uma solução para a crise que atingiu a economia mundial em 1973, provocada pelo aumento excessivo no preço do petróleo.
O termo já havia sido cunhado em 1938 pelo economista alemão Alexander Rüstow e nada mais é do que uma doutrina político-econômica que representa uma tentativa de adaptar os princípios do liberalismo econômico às condições do capitalismo moderno. Defende a idéia de que a vida econômica é regida por uma ordem natural formada a partir das livres decisões individuais. O neoliberalismo é uma orientação econômica que tem como paradigma a mínima intervenção estatal na economia, presumindo-se deste modo o óbvio: o fomento a uma total liberdade de mercado. É a redução do Estado na condução do país, interferindo o menos possível na liberdade individual e nas atividades econômicas da iniciativa privada.
Tem como característica principal o rompimento das barreiras comerciais entre os países. É o livre comércio entre os mesmos, pois este princípio, dizem, garante o crescimento econômico e, mais rapidamente, a sociedade pode se desenvolver e progredir. Movimento que busca como objetivo principal o lucro.
O neoliberalismo, é a aplicação dos princípios liberais numa realidade econômica pautada pela globalização e por novos paradigmas do capitalismo.
O efeito prático do neoliberalismo se mostrou desastroso principalmente nos países da América Latina, pois estimula as desigualdades sociais daí surgindo outras mazelas entre elas o aumento do grau da violência.
A questão social se torna mais grave na medida em que o Estado garante liberdade ao capital especulativo, transferindo lucros para sua economia. A mundialização ou a chamada globalização atrela a sí de forma isolada a reforma do Estado, a reestruturação produtiva, a questão social e o neoliberalismo. O neoliberalismo desencadeia um grave movimento de regressão dos direitos e das políticas públicas, principalmente na America Latina e no Brasil, o que provoca o agravemento da questão social e o aumento do número de excluidos dos mercados de trabalho.
A Doutrina econômica neoliberal só beneficia as grandes potências econômicas e as empresas multinacionais. Os países pobres ou em processo de desenvolvimento, como é o caso do BRASIL, sofrem com os resultados de uma política neoliberal. Nestes países, são apontadas como causas do neoliberalismo: o desemprego, os baixos salários, o aumento das diferenças sociais e a dependência ao capital internacional.
O Brasil, país de tamanho continental e possuindo um enorme contingente populacional, tem uma dívida histórica com as minorias étnicas e tem desigualdades sociais que são comparadas a apenas a alguns países extremamente pobres da África. Com certeza a doutrina neoliberal não surtirá um bom efeito no nosso país.
O dano ao Brasil provocado pela implantação do neolibralismo nos governos anteriores ao de Lula é amplamente visivel pela privatização de empresas estatais, terceirização de trabalhadores, demissão e desigualdade social cada vez mais alta. Economicamente os trabalhadores são excluídos de seus empregos estáveis e se transformam em trabalhadores informais, sem garantias nem direitos e sem esperança de ser inseridos novamente no mercado de trabalho estável, seguro.
O famigerado NEOLIBERALISMO começou a ser implantado na política econômica do Brasil com o Governo Fernando Collor e tinha como meta principal a redução das despesas públicas, a total abertura do mercado brasileiro às industrias e capital estrangeiros e, principalmente a redução da influência do Estado brasileiro na economia interna. A orientação do governo Collor era o jargão "que vença o melhor e o Estado que fique de fora para permitir que as forças do mercado sigam seu curso livremente."
Mas, esse total liberalismo, paradoxalmente, não é seguido pelos governantes das ricas potências mundiais prinipalmente os paises da Europa e os Estados Unidos que continuam a proteger ferozmente os seus podutos agricolas e industriais, não permitindo que bens produzidos em outros paises, principalmente os subdesenvolvidos ou emergentes ingressem livremente em seus territórios.
Como consequencia da redução das despesas estatais tivemos a substancial demissão dos servidores públicos, sob o falso argumento de que o Brasil precisava se livrar dos "marajás", figura inventada pelo Presidente Collor para justificar a adoção da política econômica neoliberal. Deve ser registrado que os "marajás", ou seja aquela pequena quantidade de servidores públicos que recebiam salários astronômicos, não foram atingidos por estarem protegidos pelo aspecto legal. O sacrifício recaiu sobre os pequenos servidores públicos que tiveram os salários congelados sob uma grande inflação.
Como as demissões dos servidores públicos foram feitas aleatoriamente a consequência natural da falta de funcionários para os serviços públicos teve que ser compensada com a contratação de pessoal terceirizado o que, além de desprestigiar o serviço público provocou muitos acidentes pela falta de qualificação dos terceirizados.
O governo que sucedeu a Fernando Collor ampliou a aplicação da política econômica NEOLIBERAL alienando as empresas estatais brasileiras que lidavam com recursos estratégicos do Brasil, polítca amplamante aplicada por 8 anos pelo governo que antecedeu a Lula. Foram vendidas por bagatelas, ao capital estrangeiro, as empresas de mineração, as empresas telefônicas, as empresas de energia elétricas, entre outras.
Argumentava o governo anterior a Lula que as privatizações tinham como objetivo a melhoria dos serviços públicos essenciais o que, como vemos atualmente, foi uma propaganda enganosas com o único objetivo de entregar essas empresas a algum grupo econômico ou investidor particular. A redução das empresas estatais não foi acompanhada de um benefício para a população. Apenas a turma que atuava no mercado financeiro fazia a festa.
No que tange aos recursos humanos, o governo FHC inovou e ultrapassou o seu antecessor ao criar o Programa de Demissão Voluntária - PDV, no qual o servidor que quisesse se demitir levaria uma quantia em dinheiro para abrir seu próprio negócio, como se existisse um mercado a espera apenas do investidor, quando, na verdade, o mercado consumidor estava paralisado e a classe média se submetia a um baixo salário para manter o emprego
Somente a partir de 2002 o Brasil começou a mudar direcionando-se para o lado social e iniciando um projeto visando a eliminar ou reduzir as desigualdades sociais. Isso se concretizou com a extensão da bolsa familia a um grande número de familias pobres e miseráveis bem como ao aumento real do salario minimo
Para melhorar a qualidade do serviço público foram realizados, a partir de 2002, vários concursos destinados a repreencher as posições que estavam ocupadas por pessoas terceirizadas e que não tinham nenhum compromisso com os contribuintes
O ensino público, principalmente as Escolas Superiores e os Cursos Técnicos que estavam abandonados e sucateados receberam verbas suficientes para a reestruturação dos cursos o que permitiu que mais tarde pudesse ser criado o PRUONI que facilitou o ingresso de um maior número de pessoas às Universidades, principalmente os menos favorecidos que cursaram o nível médio em escolas públicas.
Neste segundo turmo das eleições presidenciais, verdadeiro plebsicito entre o projeto neoliberal e o projeto social iniciado por Lula é necessário que os brasileiros estejam alertos para a escolha, pois, apesar de negado pela grande mídia, o projeto neoliberal está vivo e continua a pregar a redução do Estado, o corte dos gastos em programas sociais e a defender as privatizações, vez que o cerne do neoliberalismo é deter o crescimento naconal pela redução das empresas industriais e de serviços, pois a sua tese é de que esse crescimento irá provocar mais empregos, mais dinheiro circulando, mais gente comprando e isso, segundo eles, não é bom para o Brasil.
A tese do Projeto Social de Lula, contrária ao neoliberalismo, é criar mais fábricas, gerar mais empregos, aumentar a produção e o consumo, gerar mais dinheiro em circulação movimentando a cadeia economica e assim desenvolvendo o Brasil.
Cabe a nós brasileiros, escolher o caminho que queremos seguir.














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sábado, 16 de outubro de 2010

AGRADECIMENTO À NOVA SEGUIDORA


NOVA SEGUIDORA

O BLOG XIQUEXIQUE AGRADECE, SENSIBILIZADO, A CHEGADA DE SAAH PROMETENDO MANTER A MESMA LINHA EDITORIAL E ESPERANDO PODER CONTINUAR ATENDENDO A EXPECTATIVA DE TODOS OS QUE, GENTILMENTE, SE DIGNAM EM ACOMPANHAR ESTE MODESTO BLOG.

OS NOVENTA ANOS DE CHIQUINHO DE BIBI

O ANIVERSÁRIO DE CHIQUINHO DE BIBI

NO DIA 23 DE OUTUBRO DE 2010, O SR. FRANCISCO RODRIGUES SOARES, CONHECIDO EM TODA A XIQUE-XIQUE (BA), COMO CHIQUINHO DE BIBI, ESTARÁ COMPLETANDO 90 (NOVENTA) ANOS DE UMA EXISTÊNCIA PROFÍCUA E CHEIA DE GRANDES REALIZAÇÕES.

NESSE DIA HAVERÁ MISSA DE AÇÃO DE GRAÇAS NA IGREJA MATRIZ DO SENHOR DO BONFIM, SEGUIDA DE UMA RECEPÇÃO AOS INÚMEROS AMIGOS, A SER REALIZADA NO "PARQUE AQUÁTICO PONTA DAS PEDRAS".

CIDADÃO IDÔNEO, CONCEITUADO COMERCIANTE AINDA EM PLENA ATIVIDADE COMERCIAL, CHIQUINHO, DESFRUTA DO RESPEITO E DA ADMIRAÇÃO DE TODOS OS XIQUEXQUENSES PELO SEU EXEMPLO DE VIDA DEDICADA, INTEGRALMENTE, À SUA FAMÍLIA E AO SEU TRABALHO.

PARABÉNS CHIQUINHO E QUE NESSE DIA O NOSSO DEUS PERMITA QUE A SUA EXISTÊNCIA ENTRE NÓS SEJA PROLONGADA POR MAIS ALGUNS ANOS PARA ALEGRIA DOS SEUS FAMILIARES E AMIGOS.


quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Velhas fotos de Salvador (BA): O TEATRO SÃO JOÃO



TEATRO SÃO JOÃO

O Teatro São João, em Salvador (BA), estava situado na Praça Castro Alves, final da Av. Sete e início da Rua Chile. Foi construído em 1806, no governo de João Saldanha da Gama Melo Torres, segundo planta instituida pelo Marques de Pombal e durante mais de cem anos foi o principal palco da cidade, com capacidade para 800 poltronas. Em 1913 foi totalmente destruído por um incêndio.

FOTOS DO RIO SÃO FRANCISCO: OS "AGUADEIROS"


OS "AGUADEIROS" DE XIQUE-XIQUE (BA)

No que pese a cidade de Xique-Xique estar situada na margem do Rio São Francisco, somente veio contar com água encanada no ano de 1967, quando, pelo Decreto Municipal nº 09, de 15 de dezembro daquele ano, o Prefeito Municipal José Barbosa da Silva criou o Serviço de Água e Esgoto.
Até essa data o que se via era um procissão de "aguadeiros", profissão das pessoas que transportavam água, levando o precioso líquido para as residências da cidade.
As mulheres "aguadeiras" utilizavam latas de querosene que cheias de água eram levadas sobre a cabeça num equilíbrio perfeito que chamava atenção dos transeuntes.
Os "aguadeiros" faziam o transporte da água utilizando barris de madeira, chamados de "carotes", cada um com 20 litros, que em número de 4 eram arrumados no lombo dos jumentos presos à cangalha.
Durante todo o dia era um constante vai-e-vém desses profissionais na rampa do mercado, uns transportando água diretamente para a casa do patrão. Outros no entanto, utilizando os "carotes" e o jumento, faziam disso uma atividade profissional com a qual mantinham a família.
A água encanada e tratada veio acabar com essa procissão, que, de qualquer maneira, não mais poderia ser realizada por causa do vergonhoso PAREDÃO que fez desaparecer a rampa do mercado.

Foto: Marcel Gautherot (1910/1996)

O EVANGELHO VISTO PELA ARTE AFRICANA



O BOM PASTOR
Evangelho de São João

Eu sou o bom pastor. O bom pastor dá a vida por suas ovelhas.
Eu sou o bom pastor: conheço minhas ovelhas, e elas me conhecem, assim como o Pai me conhece e eu conheço o Pai. Tenho também outras ovelhas que não são deste curral. Também a elas eu devo conduzir; elas ouvirão a minha voz, e haverá um só rebanho e um só pastor.

Propaganda Antiga: Tinta Parker

A Tinta Para Canetas-tinteiro

Eu fiz o curso primário nas Escolas Reunidas Cesar Zama, em Xique-Xique (BA), no período de 1950 a 1954.
Nessa época todo o trabalho de escrita na escola era feito utilizando-se uma "pena" e um tinteiro. Ainda não havia chegado na cidade as famosas canetas-tinteiro e muito menos as esferográficas que ainda estavam para ser inventadas.
O meu instrumento de escrita, portanto, era uma "pena" de metal que, encastoada numa haste de madeira, era imersa num pequeno tinteiro com tinta e servia para a gente escrever o ditado diariamente feito pela professora bem como as avaliações mensais e de final de ano.
Estou relembrando este fato para dizer que já em 1931, vinte anos antes, já existia a tinta de marca "Quink" especialmente fabricada para encher a carga da caneta Parker, o que significa que a mais famosa caneta-tinteiro já existia sendo utilizada pelas pessoas importantes e autoridades de todo o mundo e nem sinal desse instrumento aparecer em Xique-Xique.
Por isso, durante o curso primário que fiz no Cesar Zama, tínha que carregar todos os dias o tinteiro, pequeno recipiente de vidro escuro, com uma tampa de cortiça onde era armazenada a tinta, preta ou azul, que seria utilizada nos exercícios escolares.
Muitas vezes o tinteiro se abria e todos os livros e cadernos ficavam sujos de tinta. Era um desastre pois além do castigo que iria receber em casa tínha que passar o resto do ano com os cadernos e livros sujos de tinta, pois, nao havia dinheiro para a compra de outros.





terça-feira, 12 de outubro de 2010

AGRADECIMENTOS AOS NOVOS SEGUIDORES

NOVOS SEGUIDORES

O BLOG XIQUEXIQUE AGRADECE, SENSIBILIZADO, A CHEGADA DE VILMAR E OMEGA ASSESSORIA PEDAGÓGICA PROMETENDO MANTER A MESMA LINHA EDITORIAL E ESPERANDO PODER CONTINUAR ATENDENDO A EXPECTATIVA DE TODOS OS QUE, GENTILMENTE, SE DIGNAM EM ACOMPANHAR ESTE MODESTO BLOG.

Residências clássicas: CASA DE SEU TONHÁ


RESIDÊNCIA DO SEU TONHÁ

Esta é um dos clássicos e tradicionais prédios residenciais de Xique-Xique (BA). Fica situado na Praça 6 de julho (Praça do Pirulito ou da Caldeira), logo no início da Avenida J.J. Seabra e, durante muitos anos foi a residência do casal ANTÕNIO MOREIRA BASTOS (Seu Tonhá) e AMÉLIA BASTOS.
Não obstante a aparência modesta é uma casa ampla, arejada, muito confortável e com certeza o seu interior foi palco de muitas confabulações políticas na época dos intendentes, vez que o SEU TONHÁ pertencia a uma ilustre familia de políticos xiquexiquenses.
É pois, uma casa histórica e um ícone da cidade devendo ser conservada inclusive pela sua arquitetura característica.










segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Crônica: O FERREIRO DE XIQUE-XIQUE (BA)


LOURO – O FERREIRO DE XIQUE-XIQUE (BA).
Juarez Morais Chaves

FERREIRO, segundo o dicionário Michaelis é "Aquele que faz ou vende obras de ferro; O que tem estabelecimento de fabrico ou venda dessas obras". Ou seja, é o profissional que trabalha com metais, moldando, consertando, produzindo objetos, através da utilização de ferramentas como fole, bigorna, martelo, e até mesmo produzindo ligas metálicas.
O ferreiro, desde a mais remota antiguidade era tido como um iniciado e conhecido como “Os senhores do fogo”. Tinham o maior respeito pelo metal que trabalhavam pois entendiam haver interrompido o ciclo de vida do ferro que, se tivesse tido tempo de amadurecer no ritmo geológico seria transmutado em ouro.
Acredita-se que a profissão de ferreiro exista deste 2000 a.C, quando o homem aprendeu a manipular e moldar os metais, sem grandes distinções, até os tempos atuais. Antes de conhecerem o ferro da terra, os antigos ferreiros utilizavam o ferro meteórico, caído do céu, conhecido como “pedras de raio”, tempo em que se lidava com o ferro como algo sagrado, posto que ele tinha vindo do céu. Somente lá pelo ano 1000 a.C. a atividade de moldar o ferro atingiu uma escala industrial.
A importância do ferro para as comunidades antigas era tão grande que na mitologia grega existia uma divindade do fogo, dos metais e da metalurgia, conhecido como ferreiro divino. Esse deus era Hefaísto, filho de Hera e Zeus, também conhecido como Vulcano entre os romanos. Esse deus foi o fabricante do escudo usado por Zeus nas várias batalhas principalmente na que lutou contra os titãs.
Atualmente a profissão de ferreiro individual esta bastante reduzida, ante a grande produção em escala industrial pelos grandes metalúrgicas a não ser que as pessoas não estejam interessadas na qualidade do produto e sim na autenticidade e individualidade de peças artesanais e obras de artes, quando então procuram pelo trabalho desse profissional.
Entre os ferreiros de Xique-Xique (BA), lembro-me bem de um bastante conhecido como LOURO FERREIRO. Pouca gente em Xique-Xique sabe que o seu nome de registro era Lourival Figueiredo Rocha, nascido na cidade de Pilão Arcado (BA) no ano de 1908, tendo vivido grande parte da sua juventude no Distrito de Marrecas, atual Iguira.
A oficina de ferreiro de LOURO, ficava situada na Rua José Nogueira, quase em frente à residência do Sr. João Custódio de Moraes. Portanto a menos de 50 metros da casa da minha mãe, que, mesmo estando com a frente para a Praça D. Maximo possuia uma porta no quintal para a rua José Nogueira.
Ainda menino e brincando no quintal, sabia exatamente o momento da chegada de LOURO na oficina, pois, mal chegava iniciava o árduo trabalho que era denunciado pelo tilintar do martelo na bigorna. Ouvia-se de longe o trabalho de LOURO.
Era o momento em que costumava dar uma chegada curiosa até aquela oficina, única e exclusivamente para apreciar o trabalho daquele competente profissional.
O que mais me chamava a atenção era que LOURO não tinha uma bigorna no formato tradicional desse instrumento de moldar ferro. A peça de ferro que recebia o impacto do martelo sobre o ferro em brasa era uma espécie de eixo de caminhão estendido horizontalmente no meio da oficina a uma altura de 70 cm e era ali, naquela diferente bigorna que LOURO inventava qualquer peça de ferro que o cliente precisasse.
A pior parte do trabalho, no meu entender de criança era conseguir que o ferro a ser moldado ficasse vermelho em brasa. Xique-Xique nesse tempo não dispunha de energia elétrica e o ferreiro xiquexiquense possuía apenas um velho fole que sob força muscular soprava as brasas do carvão vegetal até que o ferro a ser trabalhado chegasse no ponto ideal. Isso era um trabalho muito desgastante, pois o calor natural da cidade, no interior da oficina, era muito aumentado pelo trabalho do fole, obrigando o velho ferreiro a trabalhar com o torso descoberto.
Cansado e suado após o ingente esforço despendido na operação do fole o velho ferreiro, imediatamente após retirar o rubro ferro dentro das brasas começava mais uma luta titânica para moldá-lo antes que se esfriasse totalmente. Para obter o produto final, o ferreiro LOURO tinha que repetir o processo de esquentar o ferro até deixá-lo em brasa muitas vezes o que tornava o seu trabalho muito penoso levando-se em conta, também o ambiente da oficina que não apresentava o menor traço de conforto.
Pequeno aposento, sem reboco e com o piso em areia, a oficina de LOURO ainda primava por um amontoado de artefatos e pedaços de ferro espalhados por todos os cantos, sem nenhuma organização, o que dificultava o transito pelo interior do ambiente de trabalho. Acredito que somente ele sabia onde determinada encomenda que fizera estava guardada a espera do dono, tal a desarrumação do lugar.
LOURO não gostava que a gente ficasse caminhando dentro da sua oficina. Falava que algum de nós poderia se ferir em alguma farpa de ferro que estivesse sob a areia do piso da oficina e isso lhe causaria problemas com a família da criança. Mas, aquele diferente e melodioso trabalho era um chamariz para todos e assim que o martelo começava a cantar sobre a bigorna, lá se ia a gente para a porta da oficina de LOURO para assistir a rude confecção de peças de ferro.
Mesmo após a minha saída para estudar em Salvador, costumava, nas férias, já na adolescência, devido a proximidade, dar uma passada na oficina de LOURO para cumprimentá-lo e conversar um pouco.
Nos anos da década de 1990, já octogenário, era comum ver LOURO ainda atuante na bigorna, não mais com o vigor dos anos da década de 1950, mas ainda lúcido e fazendo delicadas pelas de ferro para os fiéis fregueses que ainda o procuravam.
Nessa época já havia se tornado comum a reunião de alguns amigos de LOURO, na porta da sua oficina para a prática do jogo de dominó do qual ele sempre era um dos assíduos participantes. Parei algumas vezes para apreciar a diversão e pude constatar a alegria reinante no rosto daquelas pessoas simples que dedicavam o finalzinho da tarde para um relacionamento social entre si. LOURO era um dos que mais se divertia com a brincadeira.
No começo da década de 2000 a oficina foi desativada face a idade avançada do seu proprietário. Os trabalhos com o ferro foram transferidos para o amigo conhecido como Arranha Céu que montou a oficina na Rua José Custódio, próxima ao velho endereço.
Já cansado e doente LOURO faleceu no dia 29 de julho de 2009, centenário, deixando uma bonita família e a viúva de segunda núpcias, D. Vicença com a qual tiveram os filhos Edivan e Everaldo profissionais da área de contabilidade que trabalham em Xique-Xique. Do primeiro casamento foram 8 filhos todos eles atualmente residindo na cidade de São Paulo (SP).
Pela dedicação ao trabalho, pela ética e honestidade com que sempre pautou a sua vida e a de seus familiares, LOURIVAL FIGUEIREDO ROCHA, conhecido em toda a cidade, apenas como LOURO FERREIRO, está situado no panteão dos xiquexiquenses que dedicaram uma vida pelo progresso da terra, merecendo seu nome estar escrito em uma placa honrando uma determinada rua da cidade.





sexta-feira, 8 de outubro de 2010

LEONARDO BOFF E A ALIANÇA PARA PRESIDENTE


ALIANÇA ENTRE MARINA E DILMA

O teólogo Leonardo Boff ingressou na Ordem dos Frades Menores em 1959 e foi ordenado sacerdote em 1964. Em 1970, doutorou-se em Filosofia e Teologia na Universidade de Munique, Alemanha. Ao retornar ao Brasil, ajudou a consolidar a Teologia da Libertação no país. Lecionou Teologia Sistemática e Ecumênica no Instituto Teológico Franciscano em Petrópolis (RJ) durante 22 anos. Foi editor das revistas Concilium (1970-1995) (Revista Internacional de Teologia), Revista de Cultura Vozes (1984-1992) e Revista Eclesiástica Brasileira (1970-1984).Ante, pois, a proximidade das eleições do segundo turno para Presidente do Brasil, o Blog XIQUEXIQUE não poderia deixar de divulgar esse excelente pensamento do nosso teólogo maior, emitido no dia 06 do mês em curso. Vejam o que ele pensa:


Há dois projetos em ação: um é o neoliberal ainda vigente no mundo e no Brasil apesar da derrota de suas principais teses na crise de 2008. Esse nome visa dissimular aos olhos de todos, o caráter altamente depredador do processo de acumulação, concentrador de renda que tem como contrapartida o aumento vertiginoso das injustiças, da exclusão e da fome. José Serra representa esse ideário.
O outro projeto é o da democracia social e popular do PT. Sua base social é o povo organizado e todos aqueles que pela vida afora se empenharam por um outro Brasil. Dilma Rousseff se propõe garantir e aprofundar a continuidade deste projeto. É aquí que entra a missão de Marina Silva com seus cerca de vinte milhões de votos. O artigo é de Leonardo Boff:
O Brasil está ainda em construção. Somos inteiros mas não acabados. Nas bases e nas discussões políticas sempre se suscita a questão: que Brasil finalmente queremos?
É então que surgem os vários projetos políticos elaborados a partir de forças sociais com seus interesses econômicos e ideológicos com os quais pretendem moldar o Brasil.
Agora, no segundo turno das eleições presidenciais, tais projetos repontam com clareza. É importante o cidadão consciente dar-se conta do que está em jogo para além das palavras e promessas e se colocar criticamente a questão: qual dos projetos atende melhor às urgências das maiorias que sempre foram as “humilhadas e ofendidas” e consideradas “zeros econômicos” pelo pouco que produzem e consomem.
Essas maiorias conseguiram se organizar, criar sua consciência própria, elaborar o seu projeto de Brasil e digamos, sinceramente, chegaram a fazer de alguém de seu meio, Presidente do pais, Luiz Inácio Lula da Silva. Fou uma virada de magnitude histórica.
Há dois projetos em ação: um é o neoliberal ainda vigente no mundo e no Brasil apesar da derrota de suas principais teses na crise econômico-financeira de 2008. Esse nome visa dissimular aos olhos de todos, o caráter altamente depredador do processo de acumulação, concentrador de renda que tem como contrapartida o aumento vertiginoso das injustiças, da exclusão e da fome. Para facilitar a dominação do capital mundializado, procura-se enfraquecer o Estado, flexibilizar as legislações e privatizar os setores rentáveis dos bens públicos.
O Brasil sob o governo de Fernando Henrique Cardoso embarcou alegremente neste barco a ponto de no final de seu mandato quase afundar o Brasil. Para dar certo, ele postulou uma população menor do que aquela existente. Cresceu a multidão dos excluidos. Os pequenos ensaios de inclusão foram apenas ensaios para disfarçar as contradições inocultáveis.Os portadores deste projeto são aqueles partidos ou coligações, encabeçados pelo PSDB que sempre estiveram no poder com seus fartos benesses. Este projeto prolonga a lógica do colonialismo, do neocolonialismo e do globocolonialismo pois sempre se atém aos ditames dos paises centrais.
José Serra, do PSDB, representa esse ideário. Por detrás dele estão o agrobusiness, o latifúndio tecnicamente moderno e ideologicamente retrógrado, parte da burguesia financeira e industrial. É o núcleo central do velho Brasil das elites que precisamos vencer pois elas sempre procuram abortar a chance de um Brasil moderno com uma democracia inclusiva. O outro projeto é o da democracia social e popular do PT. Sua base social é o povo organizado e todos aqueles que pela vida afora se empenharam por um outro Brasil. Este projeto se constrói de baixo para cima e de dentro para fora. Que forjar uma nação autônoma, capaz de democratizar a cidadania, mobilizar a sociedade e o Estado para erradicar, a curto prazo, a fome e a pobreza, garantir um desenvolvimento social includente que diminua as desigualdades. Esse projeto quer um Brasil aberto ao diálogo com todos, visa a integração continental e pratica uma política externa autônoma, fundada no ganha-ganha e não na truculência do mais forte.
Ora, o governo Lula deu corpo a este projeto. Produziu uma inclusão social de mais de 30 milhões e uma diminuição do fosso entre ricos e pobres nunca assistido em nossa história. Representou em termos políticos uma revolução social de cunho popular pois deu novo rumo ao nosso destino. Essa virada deve ser mantida pois faz bem a todos, principalmente às grandes maiorias, pois lhes devolveu a dignidade negada.Dilma Rousseff se propõe garantir e aprofundar a continuidade deste projeto que deu certo. Muito foi feito, mas muito falta ainda por fazer, pois a chaga social dura já há séculos e sangra.
É aquí que entra a missão de Marina Silva com seus cerca de vinte milhões de votos. Ela mostrou que há uma faceta significativa do eleitorado que quer enriquecer o projeto da democracia social e popular. Esta precisa assumir estrategicamente a questão da natureza, impedir sua devastação pelas monoculturas, ensaiar uma nova benevolência para com a Mãe Terra. Marina em sua campanha lançou esse programa. Seguramente se inclinará para o lado de onde veio, o PT, que ajudou a construir e agora a enriquecer. Cabe ao PT escutar esta voz que vem das ruas e com humildade saber abrir-se ao ambiental proposto por Marina Silva. Sonhamos com uma democracia social, popular e ecológica que reconcilie ser humano e natureza para garantir um futuro comum feliz para nós e para a humanidade que nos olha cheia de esperança."

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

O EVANGELHO VISTO PELA ARTE AFRICANA

O BOM SAMARITANO
Lucas 10: 30-36

Jesus repondeu: "Um homem ia descendo de Jerusalém para Jericó, e caiu nas mãos dos assaltantes, que lhe arrancaram tudo, e o espancaram. Depois foram embora, e o deixaram quase morto. Por acaso um sacerdote estava descendo por aquele caminho; quando viu o homem, passou adiante, pelo outro lado. O mesmo aconteceu com um levita: chegou ao lugar, viu, e passou adiante, pelo outro lado. Mas um samaritano, que estava viajando, chegou perto dele, viu, e teve compaixão. Aproximou-se dele e fez curativos, derramando óleo e vinho nas feridas. Depois colocou o homem em seu próprio animal, e o levou a uma pensão, onde cuidou dele. No dia seguinte, pegou duas moedas de prata, e as entrgou ao dono da pensão, recomendando:"Tome conta dele. Quando eu voltar, vou pagar o que ele tiver gasto a mais". E Jesus perguntou: "Na sua opinião, qual dos três foi o próximo do homem que caiu nas mãos dos assaltante"?

AGRADECIMENTOS AOS NOVOS SEGUIDORES


NOVOS SEGUIDORES
O BLOG XIQUEXIQUE AGRADECE, SENSIBILIZADO, A CHEGADA DE SIMONE DE MORAES e MARCUS GUSMÃO PROMETENDO MANTER A MESMA LINHA EDITORIAL E ESPERANDO PODER CONTINUAR ATENDENDO A EXPECTATIVA DE TODOS OS QUE, GENTILMENTE, SE DIGNAM EM ACOMPANHAR ESTE MODESTO BLOG.

CARTA ABERTA A MARINA SILVA


O Professor de Filosofia MAURÍCIO ABDALLA da Universidade Federal do Espírito Santo – UFES, é o autor da Carta Aberta A Marina Silva, que tenho a honra de publicar.


CARTA ABERTA A MARINA SILVA
Marina,... você se pintou?


“Marina, morena Marina, você se pintou” – diz a canção de Caymmi. Mas é provável, Marina, que pintaram você. Era a candidata ideal: mulher, militante, ecológica e socialmente comprometida com o “grito da Terra e o grito dos pobres”, como diz Leonardo.
Dizem que escolheu o partido errado. Pode ser. Mas, por outro lado, o que é certo neste confuso tempo de partidos gelatinosos, de alianças surreais e de pragmatismo hiperbólico? Quem pode atirar a primeira pedra no que diz respeito a escolhas partidárias?
Mas ainda assim, Marina, sua candidatura estava fadada a não decolar. Não pela causa que defende, não pela grandeza de sua figura. Mas pelo fato de que as verdadeiras causas que afetam a população do Brasil não interessam aos financiadores de campanha, às elites e aos seus meios de comunicação. A batalha não era para ser sua. Era de Dilma contra Serra. Do governo Lula contra o governo do PSDB/DEM. Assim decidiram as “famiglias” que controlam a informação no país. E elas não só decidiram quem iria duelar, mas também quiseram definir o vencedor. O Estadão dixit: Serra deve ser eleito.
Mas a estratégia de reconduzir ao poder a velha aliança PSDB/DEM estava fazendo água. O povo insistia em confirmar não a sua preferência por Dilma, mas seu apreço pelo Lula. O que, é claro, se revertia em intenção de voto em sua candidata. Mas “os filhos das trevas são mais espertos do que os filhos da luz”. Sacaram da manga um ás escondido. Usar a Marina como trampolim para levar o tucano para o segundo turno e ganhar tempo para a guerra suja.
Marina, você, cujo coração é vermelho e verde, foi pintada de azul. “Azul tucano”. Deram-lhe o espaço que sua causa nunca teve, que sua luta junto aos seringueiros e contra as elites rurais jamais alcançaria nos grandes meios de comunicação. A Globo nunca esteve ao seu lado. A Veja, a FSP, o Estadão jamais se preocuparam com a ecologia profunda. Eles sempre foram, e ainda são, seus e nossos inimigos viscerais.
Mas a estratégia deu certo. Serra foi para o segundo turno, e a mídia não cansa de propagar a “vitória da Marina”. Não aceite esse presente de grego. Hão de descartá-la assim que você falar qual é exatamente a sua luta e contra quem ela se dirige.
“Marina, você faça tudo, mas faça o favor”: não deixe que a pintem de azul tucano. Sua história não permite isso. E não deixe que seus eleitores se iludam acreditando que você está mais perto de Serra do que de Dilma. Que não pensem que sua luta pode torná-la neutra ou que pensem que para você “tanto faz”. Que os percalços e dificuldades que você teve no Governo Lula não a façam esquecer os 8 anos de FHC e os 500 anos de domínio absoluto da Casagrande no país cuja maioria vive na senzala. Não deixe que pintem “esse rosto que o povo gosta, que gosta e é só dele”.
Dilma, admitamos, não é a candidata de nossos sonhos. Mas Serra o é de nossos mais terríveis pesadelos. Ajude-nos a enfrentá-lo. Você não precisa dos paparicos da elite brasileira e de seus meios de comunicação. “Marina, você já é bonita com o que Deus lhe deu”.

terça-feira, 5 de outubro de 2010

Propaganda antiga: GELADEIRA A QUEROSENE

GELADEIRA À QUEROSENE

A energia elétrica na cidade de Xique-Xique (BA), nos anos 1950, funcionava apenas das 18:00 às 22:00 horas e era gerada por uma caldeira a vapor. Por isso a regra geral era a não existência de eletrodomésticos, principalmente a geladeira que somente as pessoas ricas podiam possuí-las, vez que eram movidas a querosene que, naquele tempo chegava em Xique-Xique trazido em latas de 20 litros, pelas barcas que viajavam pelo Rio São Francisco.
Na minha casa, de pobre, a gente não tinha nem o mais simples eletrodoméstico quanto mais uma geladeira a querosene. Mas, eu tinha um tio, vizinho da gente que tinha uma dessas geladeiras e, em muitas ocasiões, assisti, por pura curiosidade infantil ao procedimento, que não tinha nada de fácil, de abastecê-la com querosene e acender o pavio deixando-o no ponto de provocar a refrigeração desejada.
O principal cuidado que esse meu parente tinha era manter bem vigiado o tanque de querosene para não deixar secar e com isso apagar a chama do pavio responsável pelo funcionamento do aparelho. Quando chegava o momento de encher o tanque era preciso, primeiro, apagar a geladeira o que era feito rodando um pequeno dispositivo que ia diminuindo o tamanho do pavio até que a chama se extinguisse. Até aí não havia nada de novidade para mim, acostumado que estava a manipular o pavio do candeeiro de placa, muito utilizado lá em casa quando faltava luz.
À medida que o botão ia sendo girado da direita para a esquerda, o pavio ia diminuindo e a chama passando de um azul forte que era a cor normal de funcionamento até chegar ao amarelo quando se apagava. Nesse momento a geladeira estava no ponto de ser reabastecida de querosene, bastando para isso que se retirasse a tampa do tanque e com o auxilio de um funil colocar o combustível. Feito isso, reiniciava-se o procedimento inverso de acender o pavio e girar o botão até que a chama, de amarela voltasse à cor azul vivo para um perfeito funcionamento do refrigerador.
BEM DIFERENTE DE HOJE!!!

Fotos do Rio São Francisco: AS VELHAS BARCAS



BARCAS A REMOS E A VELAS

Paisagem natural na beira do Velho Chico na primeira metade do século XX.
As barcas movidas à vela e, na ausência do vento, deslocadas à força dos braços dos remeiros e suas varas, andavam de Juazeiro (BA) a Pirapora (MG), levando e trazendo mercadorias diversas que eram comercializadas em todas as comunidades ribeirinhas.
Hoje esse comércio ainda continua só que as barcas atuais são movidas a motores diesel, não mais dependem do vento além de terem provocado o desparecimento do remeiro.
Reparem que a construção de barcas não era privilégio de cidades importantes. Até as pequenas comunidades tinham o seu "estaleiro" onde fabricavam ou mesmo recuperavam essas embarcações como se pode ver a construção de uma delas logo acima, em terra firme.
Foto: Marcel Guatherot (1910/1996)

AGRADECIMENTO AO NOVO SEGUIDOR



NOVO SEGUIDOR

O BLOG XIQUEXIQUE AGRADECE, SENSIBILIZADO, A CHEGADA DE JACKSON, PROMETENDO MANTER A MESMA LINHA EDITORIAL E ESPERANDO PODER CONTINUAR ATENDENDO A EXPECTATIVA DE TODOS OS QUE, GENTILMENTE, SE DIGNAM EM ACOMPANHAR ESTE MODESTO BLOG.

CRÔNICA: FEIRA LIVRE EM XIQUE-XIQUE (BA)

A FEIRA LIVRE EM XIQUE-XIQUE (BA)
Juarez Moraes Chaves

As feiras livres existem no mundo inteiro e, apesar de a história estar repleta de referências a essa atividade até hoje não se sabe onde e quando surgiu a primeira feira livre. Alguns registros históricos informam que nos anos 500 a.C, já existiam feiras livres no Oriente Médio. Mercadores dessas distantes terras juntavam-se e, em grupos, traziam os seus produtos regionais para verder ou trocar por outros.
Notadamente as feiras livres sempre apresentaram um caráter comercial vindo, no entanto acompanhadas com as festividade religiosas e os dias santificados, vez que a religião sempre andou de parceria com o comércio, daí a palavra latina feria, que significa dia santo, feriado, ter originado feira, em Portugal, feria na espanha e fair na Inglaterra.
A citação do evangelista Marcos, quando registra a expulsão dos vendilhões, por Jesus, demonstra, já naquele tempo, a existência de feira livre no entorno do templo de Jerusalém.
As feiras livres existentes no Brasil foram trazidas pelos colonizadores portugueses e, apesar da modernidade de hoje ainda predominam em todas as cidades do Pais, chegando em certas comunidades a ser o único local de comércio da população.
Xique-Xique, também, sempre teve a sua feira livre. Na década de 1940 quando liderava a atividade comercial num raio de pelo menos 100 km, os feirantes residentes na caatinga, começavam a chegar na quinta-feira à noite e traziam seus produtos no lombo de burros. Eram as tropas compostas por mais de 20 animais tendo à frente e comandando a viagem a “madrinha da tropa” uma mula de tamanho avantajado, enfeitada de guizos e outros apetrechos e que durante a marcha emitia vários sons de pequenas sinetas afixadas nos arreios como que alertando o resto da tropa para o ritmo da caminhada.
Essas "tropas de burros" vinham da atual cidade de Central (BA), antiga “Roça de Dentro”, da atual cidade de Itaguaçu da Bahia (BA), antiga “Tiririca” e dos atuais distritos de Rio Verde, Várzea Grande, etc, numa longa caminhada de muitos quilômetros sob um causticante Sol e uma constante nuvem de poeira.
Nesse tempo a feira livre se realizava na Rua Barão do Rio Branco (Beira Rio), no espaço compreendido entre a Praça Getúlio Vargas e a rampa do capim. Os animais ali chegando eram desarreados, liberados das pesadas cargas e logo levados para algumas roças que ficavam na margem do Lago Ipueira onde iriam pastar e descansar durante os dois dias de feira. Entre essas roças destacavam-se a de D. Alcina e de Seu Bimba por serem mais próximas. Os arreios, as selas, as “bruacas” e as cangalhas ficavam perto das mercadorias expostas, sob as vistas dos donos e à sobra de grandes fícus benjamim que cresciam ao longo do antigo cais que margeava o rio.
Também vinham para a feira os ilhéus, que habitam o arquipélago que fica em frente a cidade de Xique-Xique, trazendo os seus produtos agrícolas obtidos nos “lameiros”. Chegavam de “paquetes” ou “batelões” que, após aportarem na rampa do capim, desembarcavam a tapioca seca, a tapioca fresca, a puba, o beiju de feira, a farinha de mandioca, a farinha de tapioca, a mandioca, a batata doce, a cambraia, o feijão do rio, a melancia, a abóbora, o melão, o milho verde e, de imediato, se postavam ao longo da rampa, cada um nos seus lugares tradicionais, comercializando a sua produção. Era comum, também a exposição, nesse local, de artesanato de barro de louça (argila), representado por potes, moringas, panelas, etc, todas de cor vermelho abóbora decoradas com primitivas pinturas feitas com tinta branca.
Durante toda a sexta-feira e parte da manhã do sábado, os feirantes, catingueiros e beiradeiros, gritavam apregoando a qualidade dos seus produtos e garantindo que o seu preço era o melhor da feira.
Esgotado o tempo, esses ambulantes vendedores começavam a arrumar a mercadoria que não fora vendida para seguir em direção a outra feira livre ou retornar às suas origens. Era a hora de os catingueiros se dirigirem às roças, onde seus animais descansaram e pastaram durante toda a sexta-feira, para pagar o aluguel de permanência e levá-los de volta para o local da feira, onde eram arreados. Já com as mercadorias no lombo os animais eram colocados em formação de “tropa de burros”, tendo à frente a “madrinha da tropa” que iria liderar a marcha de retorno.
Os barranqueiros, cuja pequena produção era totalmente vendida à população da cidade, que esperava a cada feira a oportunidade de adquirir, principalmente a tapioca fresca e a puba, apenas tinham o pequeno trabalho de se acomodarem na embarcação que permanecera encostada na rampa do mercado durante todo o período da feira e por meio de remos ou pequena vela fazer a viagem de retorno para a sua ilha e ali começar a produzir novas mercadorias para a feira da semana seguinte.
Por tudo isso a feira livre de Xique-Xique na década de 1950, era uma festa para os olhos da meninada e entre elas estava eu. A gente não se cansava de admirar a triunfante entrada na cidade das “tropas de burros” transportando dezenas de “bruacas” repletas de mercadorias. Esses animais viajavam pelo mesmo traçado da atual BA-52, passavam em frente ao “campo de avião” e adentrando na atual Rua Rosa Baraúna, ainda sem calçamento como de resto toda a cidade, viravam à direita na esquina da “Usina de Seu Lulu” para ingressar na Avenida em direção à beira do rio.
A partir desse momento a festa começava para os meninos da época que não se cansavam de, caminhando ao lado da “tropa de burros”, admirar a beleza da “madrinha da tropa”, geralmente uma excepcional mula muito enfeitada com luxuosos arreios tendo neles afixada uma grande quantidade de pequenos sinos que de acordo com o passo do animal cadenciavam os seus tinidos. A “madrinha da tropa” parecendo que tinha consciência da sua importância e da admiração do povo, mesmo devendo estar cansada pelo longo trajeto viajado, ao entrar na Avenida erguia a cabeça e colocava-se numa postura ereta e digna de uma líder. O cortejo da garotada só terminava quando a “tropa de burros” chegava à rua da feira e a mercadoria era descarregada.
Não menos importante, apesar de menos emocionante, era a chegada das dezenas de “paquetes” e “batelões” repletos de mercadorias obtidas e produzidas nas diversas ilhas habitadas ao longo do Rio São Francisco, no município de Xique-Xique. Ao ultrapassarem o Canal do Guaxinim, deixando para trás a Ilha do Gado Bravo e a Ilha do Miradouro, as pequenas embarcações dos ilhéus adentravam no Lago Ipueira e o trajeto da Ponta da Ilha até a rampa do capim era facilmente transposto pela placidez das águas que permitiam um fácil ato de remar ou um tranqüilo velejar caso o “paquete” dispusesse de uma pequena vela.
Mais tarde, a partir do ano de 1950, após a inauguração do Mercado Municipal São Francisco, aconteceram algumas mudanças na feira livre de Xique-Xique. Com o deslocamento das casas comerciais da Rua Rio Branco para o entorno do Mercado, os feirantes da caatinga também deslocaram os seus pontos de venda para as imediações do novo equipamento, mas, continuaram a transportar as mercadorias em “tropas de burros”, costume que só veio a se extinguir no decorrer da primeira metade da década de 1950 quando foi inaugurada a estrada BA-52, mesmo sem pavimentação asfáltica, mas que permitiu o normal transito de caminhões que passaram a transportar mercadorias do feirantes, liberando o lombo dos animais e extinguindo as “tropas de burros”.
Para os feirantes ilhéus, praticamente a rotina não foi alterada, pois houve apenas uma mudança de denominação do local do Rio São Francisco em aportavam suas embarcações que teve o nome de “rampa do capim” substituído para “rampa do mercado”. Deve ser registrado que a “rampa do mercado”, único grande acesso dos xiquexiquenses ao Velho Chico, foi destruída para construção do PAREDÃO HORROROSO que circunda a cidade.
Hoje a feira livre de Xique-Xique está totalmente modificada tanto em face da grande população da cidade quanto no que diz respeito aos produtos ofertados na sua forma de transporte e exposição.