terça-feira, 28 de dezembro de 2010

A FAMÍLIA - Eclesiástico 3,3-7.14-17a

HONRAR PAI E MÃE

Há uma diferença entre obedecer e honrar. Obedecer significa agir de acordo com as instruções recebidas. Honrar significa respeitar e amar.
A partir de uma perspectiva cristã, a família continua tendo uma função insubstituível: ser uma comunidade de amor em que os integrantes possam abrir-se aos demais com uma total sinceridade e confiança.
Por isso a mansidão, a paciência, o perdão e, sobretudo, o amor, são coisas básicas e essenciais para nossas famílias.
O respeito e a veneração dos filhos para com seus pais é um comportamento agradável aos olhos de Deus. Os filhos que veneram seus pais serão venerados, por sua vez, pelos próprios filhos. Importa falar hoje do respeito que os filhos devem ter para com seus pais e também da atitude destes para com os filhos.
O texto do Eclesiástico que está logo adiante é um breve comentário do 4º mandamento sintetizado pela Igreja Católica nestas poucas palavras: “Honrar pai e mãe”, que, por sua vez vem de Ex. 20,12: “Honra teu pai e tua mãe, para que vivas longos anos na terra que o Senhor teu Deus te dará”.

Ness texto percebemos um fruto prometido, uma promessa feita para os filhos que honram seus pais; e a promessa é: “o prolongamento dos dias sobre a terra”. (cf. Eclo 3,7)

ECLESIÁSTICO 3, 3-7.14-17a

Deus honra o Pai nos filhos e confirma, sobre eles, a autoridade da mãe.
Quem honra o seu pai, alcança o perdão dos pecados; evita cometê-los e será ouvido na oração cotidiana.
Quem respeita a sua mãe é como alguém que ajunta tesouros.
Quem honra o seu pai, terá alegria com seus próprios filhos; e, no dia em que orar, será atendido.
Quem respeita o seu pai, terá vida longa, e quem obedece ao pai é o consolo da sua mãe.
Meu filho, ampara o teu pai na velhice e não lhe causes desgosto enquanto ele vive. 15Mesmo que ele esteja perdendo a lucidez, procura ser compreensivo para com ele; não o humilhes, em nenhum dos dias de sua vida: a caridade feita ao teu pai não será esquecida, 16mas servirá para reparar os teus pecados 17ae, na justiça, será para tua edificação.

O texto acima, escrito há muitos séculos, supõe a família patriarcal, a tribo ou o clã onde os filhos casados viviam com os velhos pais. Ela é diferente da família nuclear de hoje (pai, mãe e filhos ou mesmo apenas mãe e filho ou pai e filho).
Começa relembrando a autoridade do pai e da mãe, que não são exatamente os pais de uma família nuclear, porque logo após (v. 6) se supõe que aquele que “honra o próprio pai” também já tem filhos. Pai e mãe são os mais velhos do clã ou da tribo, são os chefes da grande família.
A segunda parte da leitura vai tratar exatamente desses mais velhos, quando o peso dos anos começa a provocar algum tipo de demência senil. Hoje os pais ou os avós moram sozinhos ou estão no asilo, enquanto naquela época estavam no meio da grande família e deviam ser os mais venerados e respeitados.
Mesmo assim, todos os conselhos e orientações dados para aquele tempo, nas devidas proporções, ainda servem para hoje.

domingo, 26 de dezembro de 2010

Evangelho Dominical - Mateus 2, 13-15, 19-23.

SAGRADA FAMILIA


13" Tendo eles partido, eis que um anjo do Senhor apareceu em sonhos a José e lhe disse: «Levanta-te, toma o Menino e Sua mãe, foge para o Egipto, e fica lá até que eu te avise, porque Herodes vai procurar o Menino para O matar».14 ele, levantando-se de noite, tomou o Menino e Sua mãe, e retirou-se para o Egipto. 15 Lá esteve até à morte de Herodes, cumprindo-se deste modo o que tinha sido dito pelo Senhor por meio do profeta: “Do Egipto chamei o Meu filho”. 19 Morto Herodes, o anjo do Senhor apareceu em sonhos a José, no Egipto, 20 e disse-lhe: «Levanta-te, toma o Menino e Sua mãe, e vai para a terra de Israel, porque morreram os que procuravam tirar a vida ao Menino».21 Ele levantou-se, tomou o Menino e Sua mãe, e voltou para a terra de Israel. 22 Mas, ouvindo dizer que Arquelau reinava na Judeia em lugar de seu pai Herodes, teve medo de ir para lá; e, avisado por Deus em sonhos, retirou-se para a região da Galileia, 23 e foi habitar numa cidade chamada Nazaré, cumprindo-se deste modo o que tinha sido anunciado pelos profetas: “Será chamado nazareno". PALAVRA DA SALVAÇÃO.

sábado, 25 de dezembro de 2010

Fato Histórico em Xique-Xique (BA) - Mercado Municipal



Mercado Municipal São Francisco

Quando no dia 31 de janeiro de 1948, o Sr. Aurélio Miranda assumiu o cargo de Prefeito Municipal de Xique-Xique, pequenina cidade do interior baiano, encontrou a cidade com pouco menos de 4.000 habitantes, com as poucas ruas ainda sem calçamentos, com precária energia elétrica gerada por uma caldeira a vapor e que funcionava apenas das 18 às 22 horas, sem água encanada no que pese estar situada na margem do Rio São Francisco, sem ligação rodoviária com Salvador, capital do Estado e, na área da educação, a cidade contava apenas com as Escolas Reunidas Cesar Zama, ministrando apenas o Curso Primário. Era uma cidade pequena, muito pobre e com limitado Erário. Mesmo assim o recém prefeito eleito e empossado, vinha com uma plataforma de campanha que tinha como obra principal a construção de um mercado público para que os pequenos agropecuaristas pudessem vender seus produtos diretamente aos consumidores livrando-se da perniciosa interferência dos atravessadores.
Já tendo tudo planejado, até o nome da grande obra que seria denominada de Mercado Municipal São Francisco, o Prefeito discutiu o projeto com seus auxiliares diretos e juntos meteram mãos à obra. O Prefeito, diariamente visitava o canteiro a acompanhava diuturnamente o andamento dos trabalhos. Foram muitos meses de luta, economizando centavo a centavo o dinheiro público, até que no segundo semestre do ano de 1950, o grande mercado estava construído, no ponto de ser marcada a grande festa de inauguração.
Decidiu que, com solenidade modesta limitada pelo pouco dinheiro da Prefeitura, o Mercado seria inaugurado no dia 25 de dezembro de 1950, cuja programação consistia apenas numa missa campal celebrada pelo Pe. Honório de Queiroz Rocha e, após o corte da fita, um discurso do vereador Custódio Moraes.
Este mês o velho Mercado está completando 60 anos. Para aquele ano de 1950, representou uma grande obra municipal, realizada em face da tenacidade de um prefeito que teve uma visão do crescimento futura da cidade.
Ainda hoje, passado esses 6 decênios, o Mercado continua prestando um grande serviço aos pequenos produtores rurais e à população da cidade, já estando totalmente envolvido pelo grande comércio que se desenvolveu à sua volta.
Mas, infelizmente, os sucessores de Aurélio Miranda, não dedicaram à grande obra de 1950, o carinho e o cuidado que tanto merece. Atualmente o grande Mercado está apresentando um desolador estado de decadência não se assemelhando em nada ao pujante aspécto que tinha ha 60 anos quando foi inaugurado.
Daqui, fazemos o nosso apelo às autoridades municipais para que olhem para a grande obra que ainda possui plena estrutura para se transformar num grande centro comercial.
A Lenda e a função atual do Papai Noel

A tradição tenta associar o velho bonachão Papai Noel a São Nicolau, um santo católico do século 4, bispo de Myra, na Turquia.
A caracterização de Papai Noel deve-se, ao cartunista alemão Thomas Nast (1840-1902), que fez uma série de ilustrações do velho barbudo para o periódico Harper’s Weekly, a partir de 1863.
A imagem popular do Papai Noel que conhecemos hoje deve-se muito ao artista Haddon Sunblom, que criou ilustrações do velho associando-o à bebida Coca-Cola, no período de 1931 até 1964.
Atualmente, além de continuar ligado à bebida Coca-Cola, pelo menos nas cores do traje fantasia, o Papai Noel está intimamente ligado aos grandes centros comerciais espalhados em toda grande cidade, que fazem dele o principal chamariz para compra de presentes durante o mês de dezembro. O velhinho, pois, virou a principal ferramente do consumismo.
Por achar interessante o artigo do Sr. Wadislau Martins Gomes, publicado na internete, resolvi divulgá-lo, também neste Blog para deleite do leitores.

"O NATAL DO VELHINHO E O DO MENINO
Wadislau Martins Gomes
Houve tempo em que a pergunta era:
'Posso contar ao seu filho que papai noel não existe?'
Nessa hora, podia haver, até mesmo, desmaios e ranger de dentes. Já havia quem, simpático e bem humorado, achasse que Jesus, talvez, nem tivesse existido. Aí, sim, podia haver exaltação e riso satisfeito. Mas tirar a alegria do natal, desfazer o mistério do velhinho – isso era o mesmo que falar mal da mãe.
Não é que, hoje, o mito do natal esteja em alta, nem a mãe, mas é que todos nos convertemos a uma religião secular antiga que se vestiu de roupa nova: o consumismo. No tempo antigo, chamavam-na de Mamom, culto ou amor do dinheiro, cobiça e coisas mais. Até que encontram a palavra certa: c o n s u m i d o r! No início, a gente até que estranhava. Parecia muito com o rótulo de glutão, bêbado e por aí. Agora, tem uns que acham bom. Nem ligam para a realidade.
A cartinha ou spam vem berrando: Prezado consumidor. A pessoa vira, e diz: 'Olha, mãe, me chamou de consumidor.' Daqui a pouco, o dicionário definirá o termo como elogio. Veja, por exemplo, nossas últimas eleições; votamos na propaganda, não na pessoa que nos representaria. Renovando o ditado, nesse mundo nada se cria e nada se perde; tudo se consome. O natal do grande povo é prova inconteste da moderna doutrina do mercado – no mundo e na igreja.
Não é só dinheiro que está envolvido nesse mercado. Tem crente que briga a favor ou contra a comemoração do Natal. Uns, aproveitam a festa com o gosto dos penetras. Outros, por razões diversas. Orgulho, ira e comportamento também servem de moeda “intelectual”.
O teólogo disse que poderia adorar o Deus da cruz, mas jamais o menino da manjedoura. Vai nessa, Barth. Quem não se curva diante do encarnado também não tem parte com seu corpo crucificado e ressurreto.
O bíblico Simeão, conhecido de cristãos e de outros poetas nem tanto, foi quem traduziu a realidade do Natal – o Natal do menino. O nascimento é importante como a morte. Simeão, justo e piedoso – da justificação que procede da graça de Deus – disse, cheio de fé: “Agora, Senhor, podes despedir em paz o teu servo, segundo a tua palavra porque os meus olhos já viram a tua salvação,” (ver Bíblia, Lucas 2.25-35). Seu entendimento do natal não era um de otimismo romântico de consumidor apalermado nem um de realismo desesperado de sábio convencional. Era, sim, um de realismo com esperança! O velho Simeão proclamou: “luz para revelação aos gentios, e para glória do teu povo de Israel”. Olhos cheios de vida e alma desejosa da vida que há de vir, viu a luz do mundo e glória dos filhos de Deus! Nem papai noel nem coisas poderão superar essa visão. Uma visão que não envergonha aquele que adora, pois é o encontro da própria vocação humana.
Simeão voltou-se para a mãe de Jesus, e disse: “Eis que este menino está destinado tanto para ruína como para levantamento de muitos em Israel e para ser alvo de contradição (também uma espada traspassará a tua própria alma), para que se manifestem os pensamentos de muitos corações”.
O natal é realmente uma contradição. Não o menino. Nascendo, ele assumiu a vida que está aí, nas casas, nas ruas da cidade. A minha e a sua condição. Passamos o ano, comprando e vendendo coisas, aparência, ideias valorizadas pela alma do negócio e, no natal, uns trocam presentes e outros, veleidades. Simeão passou a vida, esperando uma redenção que desse significado à existência. Quando ela chegou, já podia morrer, pois essa é sua significância: em Cristo, ele teria satisfeito o anseio maior de permanência e importância. Depois de realizada a esperança do sofrimento da glória de Cristo, ele teria um natal que não mais marcaria a contagem regressiva para a morte. O eterno Senhor seria seu presente, sua reunião de família, sua canção, e o verdadeiro espírito de fraternidade (por meio da adoção de filho em Cristo)."

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

Foto Antiga de Xique-Xique (BA): ENCHENTE DE 1949.


O VELHO CHICO FORA DO LEITO

Esta antiga foto colhida no ano de 1949, por ocasião da grande enchente do Rio São Francisco, destaca o cruzamento da Praça Getúlio Vargas com a Rua Visconde do Rio Branco, local onde se situava o comércio xiquexiquense.
Essas grandes enchentes aconteciam quando o Velho Chico corria desembestado na direção Sul/Norte, rumo ao mar. Sem peias, o grande rio ia inundando todas as cidades ribeirinhas e expulsando os beiradeiros para os locais mais altos.
Hoje o Rio São Francisco está domado pelas duas grandes represas de Três Marias (MG) e Sobradinho (BA) e suas águas descem calmas e domesticadas para, após a geração de energia elétrica que alimenta o Brasil, formar o Oceano Atlântico.
Por isso, hoje é desnecessário o famigerado PAREDÃO que enfeia a cidade de Xique-Xique, retirando-lhe a bela vista do Lago Ipueira além de ser um vetor para várias doenças e contaminações vez que somente é utilizado como sanitário público.

FAÇAMOS UMA CORRENTE EM PROL DA DERRUBADA DO PAREDÃO.


quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Crônicas Xiquexiqueanas: NOVENAS DO SENHOR DO BONFIM

SENHOR DO BONFIM DE XIQUE-XIQUE
Juarez Morais Chaves


Nascido e criado em Xique-Xique (BA), desde que me entendo por gente e até os dias atuais, a data mais importante da cidade era e é a festa do Padroeiro Senhor do Bonfim, que se celebrada no dia 1º de janeiro e é antecedida por um novenário que começa no dia 23 de dezembro. Em cada 1º de janeiro, naqueles idos da década de 1950, cada xiquexiquenses se enfatiotava com o melhor vestuário que possuia, com a obrigação de ser novo. E, toda essa preparação, visava apenas assistir a Missa Solene celebrada às 9 horas na Igreja Matriz, pelo Pároco de então, Padre José de Oliveira Bastos (Padre Bastos) auxiliado pelo ilustre xiquexiquense Padre Honório de Queiroz Rocha, ficando este encarregado da homilia, na qual gastava mais de uma hora falando. O Padre Honório Rocha era filho de Xiquexique, mas precisamente da Fazenda Carnaúba e exercia o sacerdócio em Petrolina (PE) além de ser professor no Ginásio D. Bosco daquela mesma cidade. Bom orador sacro, muito admirado pela sua inteligência e preparo cultural, nunca deixou de estar em Xique-Xique prestigiando a festa anual em homenagem ao Senhor do Bonfim, que, com certeza, nos seus tempos de meninice, também se entusiasmava com a beleza do evento.
Mas, antecedendo ao brilhantismo da festa do dia 1º de janeiro, previamente aconteciam, durante 9 noites, as famosas novenas do Senhor do Bonfim tendo a cada dia, como patronos, uma determinada categoria econômica ou social da cidade. Era a noite das viúvas, a noite dos comerciantes, a noite das moças, dos fazendeiros, dos rapazes, etc. Mas, a novena mais esperada e mais animada em função da quantidade de fogos de artifício era a noite dos pescadores. Em compensação, no que pese a escassez de fogos, a mais bonita era a noite das viúvas que não mediam esforços e nem recursos na decoração da Igreja, com os altares totalmente ornados de flores naturais e iluminados com muitas velas. Como a prever a nobreza da festa do dia 1º de janeiro, as novenas já se revestiam de grande solenidade e eram prestigiadas por toda a comunidade católica e por todos os sacerdotes que se encontrassem na cidade.
Durante os nove dias das novenas os sinos da Matriz costumavam badalar às 12:00 e às 18:00 horas. Nesses dois momentos aconteciam queima de fogos em frente a Igreja. A depender do foguetório do meio dia já se podia fazer uma idéia da quantidade de fogos que seria utilizada na novena, principalmente no momento da elevação do Santíssimo quando a Praça D. Maximo ficava coberta por uma nuvem de fumaça e o ensurdecedor barulho dos fogos impedia qualquer audição de quem estivesse conversando nos bancos do jardim.
Caxixe, um negro velho e já de idade avançada, conhecido de toda a comunidade xiquexiquense, era o principal operador do foguetório especialmente os rojões soltados em frente à Igreja do Senhor do Bonfim, em todas as novenas que antecediam as festas religiosas da cidade. O pipocar dos fogos fascinava não somente as crianças. Os adultos, também ficavam admirados com os foguetes que subiam paralelos à torre da Igreja para logo em seguida lançarem o estouro. Precisava ver como Caxixe exercia aquela função com dignidade e responsabilidade. Ele e somente ele estava autorizado e capacitado a soltar os foguetes, principalmente, nas novenas do Senhor do Bonfim, não importando quem fosse o patrocinador da respectiva noite
Eventualmente levado pela nossa insistência, Caxixe permitia que um de nós soltasse um dos foguetes de vara, mas somente no horário do meio dia. Mesmo assim a gente tinha que seguir a sua explicação sobre a forma verticalmente correta de se colocar a vara do foguete bem como a melhor maneira de encostar o tição aceso na pólvora e o momento certo de liberá-lo para que, levado pelo empuxo, subisse retilíneo para o céu. Era a maior alegria e a gente ficava plenamente satisfeito com apenas um foguete que nos fosse permitido soltar
E assim a cada ano a população católica de Xiquexique homenageava o Senhor do Bonfim com uma bonita festa religiosa no dia 1º de janeiro antecedida por bonitas novenas com a Igreja totalmente lotada de fiéis que lá compareciam para fazer suas orações ao Santo Padroeiro, admirarem a decoração da Matriz e comentar o foguetório de cada noite.
Hoje, a tradição persiste e a festa do Senhor do Bonfim celebrada no dia 1º de janeiro de cada ano continua alimentando a vida espiritual dos xiquexiquenses como o maior evento religioso da cidade, antecedida, como antes, pelo novenário que se realiza no período d 23 a 31 do mês em curso.
O tema da atual celebração, JESUS É O CAMINHO QUE NOS CONDUZ A DEUS, extraído de Jo 14, 1-6, está permeando as novenas que, ao contrário das realizadas na década de 1950, têm como patronos não mais categorias econômicas ou sociais, mas as comunidades religiosas que estão espalhadas por toda a cidade, criadas e motivadas pela bela atuação pastoral dos últimos sacerdotes que dirigiram a nossa Paróquia do Senhor do Bonfim.
As novenas deste ano têm como patronos as seguintes comunidades: 23-Comunidade de São Pedro; 24-Comunidade de Nossa Senhora da Conceição; 25-Comunidade de Nossa Senhora Aparecida; 26-Comunidade dos Produtores Rurais; 27-Comunidade de São Lourenço e Nova Iguira; 28-Comunidade de Santo Antônio; 29-Comunidade de Santa Marta e Marreca Velha; 30-Comunidade de Santa Luzia e 31-Todas as comunidades.
Estão de parabéns os sacerdotes que administram a nossa Paróquia bem como a comunidade
católica de Xique-Xique (BA) que sem perda de ânimo continua a celebrar essa bonita festa anual em homenagem ao Senhor do Bonfim de Xique-Xique.

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Foto Interessante: O BÊBADO E A IOGA


O BÊBADO E A IOGA


Parodiando a grande canção "O Bêbado e o Equilibrista", o Blog JUAREZ MORAIS CHAVES divulga algumas fotos que justificam a paródia.

Vejam!!!




Arte Sacra na Bahia: NOSSA SENHORA DA CONCEIÇÃO DA PRAIA


CONCEIÇÃO DA PRAIA
Essa escultura de origem portuguesa data do Século XVIII, considerada uma das mais belas virgens da Bahia é a Orago da Basílica da Conceição da Praia.
Seu estofamento parece voar ao sabor de ventos celestes e refletir a luz do sol de seu crescente de lua e das estrelas. A peanha profusa em delicados querubins que a transportam representa um orbe estrelado em ouro sobre intenso fundo azul. Seu rosto é doce e compassivo, realçado por ondas castanhas de cabelo que por sua vez contrastam com o branco e ouro do véu que parece tremular.
Essa imagem está entronizada na Basílica da Conceição da Praia, em Salvador, que ainda guarda a parede de uma construção feita por Tomé de Souza nos primeiros dias da fundação da cidade, onde a invocação da Conceição foi adorada. "No principal desembarcadouro está uma fraca ermida de Nossa Senhorda da Conceição, que foi a primeira casa de oração e obra de que Tomé de Souza se ocupou." _ reporta Gabriel Soares de Souza em 1587.
(Bahia: tesouros da fé. Foto: Sérgio Benutti)

Cantinho da Seresta: O SERESTEIRO

O Blog JUAREZ MORAIS CHAVES fez uma seleção de músicas genuinamente brasileiras, tocadas e cantadas na segunda metade do século passado, principalmente nos anos 1960, "cifradas" para violão e que estarão semanalamente sendo divulgadas.



























Escultores do Nordeste: DOMINGOS

DOMINGOS DA TRINDADE LOPES

Nasceu em 1947 na cidade de Petrolina (PE) e ali, nas margens do Rio São Francisco se criou, trabalhando com madeira desde os doze anos de idade e mais tarde na profissão de marceneiro.
Casou-se em 1971 com uma das filhas de Ana das Carrancas, famosa artesã em trabalhos de barro, tendo sido, pela sogra, incentivado a fazer carrancas de madeira.
As suas esculturas, feitas de imburana ou cedro, são esguias, bem talhadas revelando a habilidade do artesão e sua capacidade criativa.
(Livro: O REINADO DA LUA - escultores populares do Nordeste - 1980)
(Foto: Maria do Carmo Buarque de Holanda)

Foto do Rio São Francisco: AS AGUADEIRAS

Durante muitos anos, a população das cidades ribeirinhas do Rio São Francisco não dispunha de água encanada e tratada em suas residências.
A água do Velho Chico, preciosa no sertão semi-árido era levada na cabeça das mulheres em potes, em latas ou então nas mãos, em cabaças.
Lembro-me que na década de 1950, sentado sobre o cais, ficava a observar a "rampa do capim" que mais tarde ficou conhecida como "rampa do mercado", apinhada de mulheres, com rodilhas de pano na cabeça e na beira do rio, enchendo de água as suas "latas de querosene", que seriam transportadas para todas as residências da cidade, incrivelmente equilíbradas sobre a cabeça. Andavam ruas e ruas conversando entre si como se não estivessem sob um peso de 20 kg de água.
Muitas mulheres tinham essa atividade como a sua profissão com a qual ganhavam o sustento vendendo latas d'água de porta em porta.
Outras, no entanto, eram "crias" das residências mais abastadas, filhas de trabalhadores rurais que eram trazidas das fazendas para trabalharem nas casas dos patrões, como domésticas, a troco de um prato de comida ou de uma muda de roupa já usada pelas filhas da patroa.

domingo, 19 de dezembro de 2010

Foto Interessante: ANALFABETISMO FUNCIONAL

Esta foto, posta como "interessante", nada tem disso, pois apenas demonstra que o analfabeto não é apenas aquele que não conhece o alfabeto.
Existem muitos brasileiros "diplomados" no Curso Fundamental que mal conseguem exprimir os pensamentos de uma forma correta.
Precisamos, pois, não só ensinar as nossas crianças a "ler" e a "escrever", mas, fazê-los de forma correta além de prepará-los para poder interpretarem o que estão lendo e escrevendo.
No entanto, o reclame posto no oitão da oficina não deixa de ser interessante face à forma como foi colocado, mesmo não estando num portugues escorreito.

O LAGO XIQUEXIQUENSE

O LAGO IPUEIRA
Esta foto aérea, obtida através do satélite aqui foi colocada com o único intuito de informar aos xiquexiquenses a beleza e o potencial do nosso Lago, bem como divulgar por todos os leitores do Blog que a nossa Xique-Xique, no interior da Bahia, é banhada por um longo e bonito lago sãofranciscano que se adequa, como nenhum outro, à prática de todos os tipos de esportes aquáticos.
Para que se tenha uma ideia da grandiosidade do volume hídrico, a cidade de Xique-Xique está representada pelo aglomerado de pontinhos situados na extremidade direita da foto.
Pois bem, o nosso Lago Ipueira tem um comprimento aproximado de 13 (treze) quilômetros e uma largura que varia de 350 metros, na parte mais estreita, entre a cidade e a Ilha do Gado Bravo e 1.200 metros na parte mais larga a uma distância de 4 (quatro) quilômetros da cidade.
Todo o Lago é formado por águas plácidas apropriadas à prática da vela ou mesmo para passeios em pequenos barcos a motor.
Nessa belíssima foto da autoria do nosso cinegrafista Édson Nogueira, podemos vislumbrar com toda a nitidez, a partir do Conjunto Residencial BNH, o Lago Ipueira contornando a cidade e, ao longe, do outro lado da Ilha do Gado Bravo, o caudaloso e pujante Rio São Francisco. Essa riqueza hídrica é inexcedível.
Cabe apenas aos xiquexiquenses despertarem para esse grande potencial econômico e de lazer que está bem defronte à sua cidade, apenas e infelizmente, escondido sob o famigerado PAREDÃO.

Poucas cidades do mundo dispõem de algo parecido.

Evangelho Dominical - 4º Domingo do Advento

A ORIGEM DE JESUS CRISTO
Mateus 1,18-24

A origem de Jesus Cristo foi assim: Maria, sua mãe, estava prometida em casamento a José, e, antes de viverem juntos, ela ficou grávida pela ação do Espírito Santo.
José, seu marido, era justo e, não querendo denunciá-la, resolveu abandonar Maria, em segredo. Enquanto José pensava nisso, eis que o anjo do Senhor apareceu-lhe, em sonho, e lhe disse: “José, Filho de Davi, não tenhas medo de receber Maria como tua esposa, porque ela concebeu pela ação do Espírito Santo. Ela dará à luz um filho, e tu lhe darás o nome de Jesus, pois ele vai salvar o seu povo dos seus pecados”. Tudo isso aconteceu para se cumprir o que o Senhor havia dito pelo profeta: “Eis que a virgem conceberá e dará à luz um filho. Ele será chamado pelo nome de Emanuel, que significa: Deus está conosco”. Quando acordou, José fez conforme o anjo do Senhor havia mandado, e aceitou sua esposa.

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Foto do Rio São Francisco: A CARRANCA DA BARCA


Não sabemos quando surgiram as carrancas essas exóticas figuras que eram colocadas na proa das embarcações fluviais como elemento protetor contra maus espíritos e perigos do rio, que avisariam com gemidos a proximidade de algum perigo.
Os primeiros registros do aparecimento das carrancas surgiram na segunda metade do século XIX.
As carrancas que eram colocadas na proa das barcas que viajavam no Rio São Francisco, há muitos anos perderam sua função de protegê-las contra perigos concretos e imaginados do percurso do rio e, atualmente assumiram uma função de peça de comércio artesanal.
Algumas carrancas, quando exibidas em lojas de artesanatos, como sendo fabricada por um famoso artesão, mesmo nunca tendo viajado pelo São Francisco, presa à proa de uma barca, alcançam consideráveis preços, sendo hoje, portanto, apenas utilizadas como peças decorativas de cantos de salas e escritórios.

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Escultores do Nordeste: ANA DAS CARRANCAS

ANA DAS CARRANCAS


"Disso você não entende nada, isso é coisa do reinado da lua"
NHÔ CABOCLO
Artista Pernambucano



Ana das Carrancas é pernambucana de Ouricuri, nascida no ano de 1923, tendo vindo para a beirada do Rio São Francisco lá pelas bandas de 1957, fixando residência em Petrolina (PE).
Filha de artesã, aos 7 anos, em Ouricuri, Ana já ajudava à mãe no trabalho com barro de louça, fazendo panelinhas, bois e santos para as lapinhas.
Começou a fazer carranca motivada pelas estórias de seus antepassados escravos que contavam que os demônios apareciam no Rio São Francisco, com cara de feio animal, para amedrontar os filhos dos patrões brancos. Era a única escultora que fazia carranca utilizando barro de louça, sem pintura, apenas passando verniz copal.
As suas peças já figuram em museus e coleções particulares.

"O REINADO DA LUA - Escultores Populares do Nordeste - 1980
Fotografia: Maria do Carmo Buarque de Holanda.

domingo, 12 de dezembro de 2010

Evangelho dominical: 3º DOMINGO DO ADVENTO

EVANGELHO DE DOMINGO
Mateus 11,2-11.
"Ora João, que estava no cárcere, tendo ouvido falar das obras de Cristo, enviou-lhe os seus discípulos
com esta pergunta: «És Tu aquele que há-de vir, ou devemos esperar outro?»
Jesus respondeu-lhes: «Ide contar a João o que vedes e ouvis:
Os cegos vêem e os coxos andam, os leprosos ficam limpos e os surdos ouvem, os mortos ressuscitam e a Boa-Nova é anunciada aos pobres.
E bem aventurado aquele que não encontra em mim ocasião de escândalo.»
Depois de eles terem partido, Jesus começou a falar às multidões a respeito de João: «Que fostes ver ao deserto? Uma cana agitada pelo vento?
Então que fostes ver? Um homem vestido de roupas luxuosas? Mas aqueles que usam roupas luxuosas encontram-se nos palácios dos reis.
Que fostes, então, ver? Um profeta? Sim, Eu vo-lo digo, e mais que um profeta.
É aquele de quem está escrito: Eis que envio o meu mensageiro diante de ti, para te preparar o caminho.
Em verdade vos digo: Entre os nascidos de mulher, não apareceu ninguém maior do que João Baptista; e, no entanto, o mais pequeno no Reino do Céu é maior do que ele."

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Foto antiga de Xique-Xique (BA): INAUGURAÇÃO DO ASFALTO DA BA-52

Festa em Xique-Xique

Na década de 1950 o Departamento de Estrada de Rodagem do Estado da Bahia - DERBA, construiu uma rodovia piçarrada, ligando a cidade de Xique-Xique à cidade de Feira de Santana. Mesmo sem pavimentação asfáltica o povo da cidade ficou tão alegre que denominou a modesta estrada de "FEDERAL". Esse era o nome que identificava a BA.52 naquele tempo. Foi um grande ganho para a cidade pois encurtou sobremaneira o percurso dos caminhões para Salvador que passou de 8 para 3 dias.
Na década de 1960, foi inaugurada a primeira linha de ônibus para Salvador, denominada de São Francisco e, a partir desse evento a população, principalmente os estudantes, puderam desfrutar de uma viagem mais confortável e mais curta pois gastava-se apenas dois dias, com um pernoite na cidade de Mundo Novo (BA) e mais tarde em Piritiba (BA).
No começo da década de 1970, no governo de ACM (1971/1975), o DERBA iniciou os serviços de pavimentação asfáltica da BA.52, ligando Xique-Xique a Salvador, trabalhos que foram concluídos no ano de 1974, permitindo que a inauguração de toda estrada asfaltada pudesse ocorrer no dia 12 de novembro de 1974.
Em todas as cidades beneficiadas com o asfalto, a começar de Anguera (BA), foi um grande festa e, em Xique-Xique, pode-se dizer foi a maior festa popular que já se fez na cidade, com o sorriso de alegria estampado nos rostos de toda a população. Todos os carros sairam da garagem para experimentar, pela primeira vez, o novo asfalto que ora estava sendo inaugurado.
Muitos chegaram a arriscar uma pequena viagem à Várzea Grande ou mesmo até o Rio Verde para experimentar a sensação de viajar numa estrada livre das "costelas de vaca" que abundavam na velha via de piçarra.
Atualmente a BA.52, asfaltada, que por quase quatro décadas tem servido a uma grande população que se espalha pelas cidades de Xique-Xique, Rio Verde, Itaguaçu, Central, Gabriel, Lapão, Uibaí, Pres. Dutra, Irecê, João Dourado, América Dourada, Morro do Chapéu, Mundo Novo, Baixa Grande, Ipirá e Anguera, encontra-se abandonada, sem manutenção e totalmente cheia de buracos em pelo menos no percurso de aproximadamente 200 km, entre as cidades de Morro do Chapéu e Xique-Xique.
Esperamos que o próximo governo estadual que se instalará no iníco de 2011, volte as vistas para a nossa sofrida caatinga e, pelo menos, coloque a velha BA.52 na mesma situação de 1974, quando foi entregue à população.



Evangelho visto pela arte africana:VISITA DOS REIS MAGOS


OS REIS MAGOS
Mateus 2:1,12

“Depois de Jesus ter nascido em Belém da Judéia, nos dias de Herodes, o rei, eis que vieram magos das regiões orientais a Jerusalém, dizendo: “Onde está aquele que nasceu rei dos judeus? Pois vimos a sua estrela quando no Oriente e viemos prestar-lhe homenagem.” O rei Herodes, ouvindo isso, ficou agitado, e, junto com ele, toda Jerusalém; e, convocando todos os principais sacerdotes e escribas do povo, começou a indagar deles onde havia de nascer o Messias. Disseram-lhe: “Em Belém da Judéia; pois é assim que se escreveu por intermédio do profeta: ‘E tu, ó Belém da terra de Judá, de nenhum modo és a mais insignificante entre os governadores de Judá; pois de ti sairá um governante que há de pastorear o meu povo, Israel.’”
Herodes convocou, então, secretamente os magos e averiguou deles cuidadosamente o tempo do aparecimento da estrela; e, ao enviá-los a Belém, ele disse: “Ide e procurai cuidadosamente a criancinha, e quando a tiverdes achado, avisai-me, para que eu também possa ir e prestar-lhe homenagem.” Tendo ouvido o rei, partiram; e eis que a estrela que tinham visto quando no Oriente ia adiante deles, até que se deteve por cima do lugar onde estava criancinha. Ao verem a estrela, alegraram-se muitíssimo. E ao entrarem na casa, viram a criancinha com Maria, sua mãe, e, prostrando-se, prestaram-lhe homenagem. Abriram também seus tesouros e presentearam-na com dádivas: ouro, olíbano e mirra. No entanto, por terem recebido em sonho um aviso divino para não voltarem a Herodes, retiraram-se para o seu país por outro caminho.”




domingo, 5 de dezembro de 2010

Cantinho da Seresta: O SERESTEIRO

Cantinho da Seresta

O Blog JUAREZ MORAIS CHAVES fez uma seleção de músicas genuinamente brasileiras, tocadas e cantadas na segunda metade do século passado, principalmente nos anos 1960, ilustradas com a "cifra" para violão e que estarão semanalamente sendo divulgadas.























Evangelho dominical : 2º DOMINGO DO ADVENTO


2º DOMINGO DO ADVENTO
Mt 3,1-12

Naqueles dias, apareceu João Batista, pregando no deserto da Judeia: “Convertei-vos, porque o Reino dos Céus está próximo”. João foi anunciado pelo profeta Isaías, que disse: “Esta é a voz daquele que grita no deserto: preparai o caminho do Senhor, endireitai suas veredas!” João usava uma roupa feita de pêlos de camelo e um cinturão de couro em torno dos rins; comia gafanhotos e mel do campo. Os moradores de Jerusalém, de toda a Judeia e de todos os lugares em volta do rio Jordão vinham ao encontro de João. Confessavam seus pecados e João os batizava no rio Jordão. Quando viu muitos fariseus e saduceus vindo para o batismo, João disse-lhes: “Raça de cobras venenosas, quem vos ensinou a fugir da ira que vai chegar? Produzi frutos que provem a vossa conversão. Não penseis que basta dizer: ‘Abraão é nosso pai’, porque eu vos digo: até mesmo destas pedras Deus pode fazer nascer filhos de Abraão. O machado já está na raiz das árvores, e toda árvore que não der bom fruto será cortada e jogada no fogo. Eu vos batizo com água para a conversão, mas aquele que vem depois de mim é mais forte do que eu. Eu nem sou digno de carregar suas sandálias. Ele vos batizará com o Espírito Santo e com fogo. Ele está com a pá na mão; ele vai limpar sua eira e recolher seu trigo no celeiro; mas a palha ele a queimará no fogo que não se apaga”.

Pôr do Sol em Xique-Xique (BA)





O PÔR DO SOL

Esta linda foto do pôr do Sol em Xique-Xique me foi enviada pelo conterrâneo Marcelo e, como podem ver, ilustrou em estilo grandioso o Blog.







CRÔNICAS XIQUEXIQUEANAS: As Lapinhas de Xique-Xique (BA)


AS LAPINHAS DO NATAL
Juarez Morais Chaves

É tradição de muitos anos em Xique Xique, no início do mês de dezembro as famílias montarem um presépio de Natal ao qual dão o nome de "LAPINHA". As lapinhas, representação do nascimento de Jesus, eram feitas com pedras e papeis pintados, pequenas imagens de animais, diversos brinquedos e outros materiais que poderiam ser encontrados na cidade, muito carente e muito pobre. As fazedoras de lapinhas não se contentavam apenas com a montagem da gruta abrigando a família de Nazaré, cercada pelos reis magos. A gruta tradicional sempre estava presente, feita de pedras envoltas em papel de jornal pintado, mas, em volta, a decoração tomava o rumo imaginado pela dona da lapinha. Valia colocar tudo que se dispusesse em casa e que sob sua ótica servisse para enfeitar a sua homenagem ao Menino Deus, não importando se aquele objeto estava ou não em conformidade com a liturgia do Advento.
Por isso as Lapinhas variavam de tamanho em função da armação da gruta e dos itens decorativos espalhados por toda a estrutura. O que se queria era impressionar os visitantes que, com certeza estariam, no mês de dezembro a percorrer casa por casa admirando as lapinhas, às vezes as mesmas que vira no ano anterior e em nada mudara, pois a dona já tinha de cor os objetos decorativos a serem utilizados bem como os seus respectivos lugares.
Era muito comum, pela novidade, a utilização de pequenas conchas marinhas, dessas que são abundantes em todas as praias do nordeste e que eram trazidas e presenteadas por algum amigo que estivera em Salvador. As lapinhas que nos acostumamos a admirar em nossa infância, quando a gente peregrinava pelas casas em Xique-Xique, roteiro que também fizeram os nossos pais e avós, eram presépios pitorescos, de graça ingênua que tinham indefectivelmente um “lago” feito de espelho, cercado de fina e branca areia trazida das praias de Salvador ou da Gameleira do Assuruá onde "nadavam" patos e outras aves aquáticas, além de vários animais feitos de barro de louça pintado ou porcelana, uma infinidade de bugigangas, enfeites, bonecos de louça, bibelôs de resina, vasos de plantas no meio de seixos e latinhas com arroz recém brotados, trenzinhos de ferro que se acomodavam ao lado de camelos e dromedários, pastores de cajado e vestidos de pele de carneiro ombreando-se com marujos de gorro à francesa e soldadinhos de chumbo ao último modelo americano e, tudo o mais de quinquilharias que a dona pudesse guardar para ser usada na decoração da sua lapinha. Face à tradicionalidade desse trabalho existiam famílias que faziam lapinhas desde o início do séc. XX, continuando uma tradição que vinha dos seus avós. Por isso, como novos enfeites decorativos eram anualmente agregados a cada montagem da lapinha a tendência é que ano a ano fosse aumentando cada vez mais os itens utilizados na feitura da homenagem. As lapinhas de Xique-Xique estavam mais para um trabalho de decoração artesanal do que para uma homenagem ao menino Deus. Existiam lapinhas famosas e que faziam de tudo para se manterem na posição. Os xiquexiquenses mais velhos relembram ainda hoje, com saudades, as lapinhas mais bonitas e mais bem feitas de Xique-Xique que eram armadas logo no começo do mês de dezembro. Lembro-me muito bem de algumas lapinhas que ficaram gravadas na minha memória: a lapinha de D. Filomena, que ficava na Rua Marechal Deodoro, a de D. Beleza Guedes que ficava na mesma rua, a lapinha de D. Adalgisa que ficava na Rua Góis Calmon, afora outras dezenas que não consigo lembrar-me devido a passagem do tempo. No entanto, todas eram lapinhas feitas com muita dedicação e muito bom gosto com uma profusão de brinquedos e enfeites que somente eram expostos a cada ano. Chegado o dia de Reis, quando as lapinhas eram desmontadas, esses maravilhosos brinquedos e enfeites que enfeitiçavam as cabecinhas das crianças visitantes e provocavam o deleite dos adultos, eram novamente encaixotados e guardados por mais um ano. Muitas lapinhas que eram visitadas nos anos 1950, continuam hoje a serem armadas fazendo o mesmo sucesso de antigamente, o que demonstra que a homenagem ao Deus da Esperança que em breve chegará, ainda continua forte.Todas as famílias de Xique-Xique, que armavam lapinhas, tinham a maior satisfação em receber os conterrâneos para mostrar a sua obra prima. Nessas ocasiões eram servidos cafezinhos e bolos caseiros para todos os visitantes e era patente o largo sorriso sempre estampado na face da dona da lapinha acompanhando a admiração dos visitantes e dando explicações da origem de cada um dos enfeites espalhados. E, faziam isso com muito orgulho e dedicação, fossem as lapinhas grandes e ricas ou lapinhas pequenas e modestas, pois todas eram visitadas pela população da cidade.

sábado, 4 de dezembro de 2010

Arte Sacra na Bahia: SANTO ANTÔNIO



SANTO ANTÔNIO DO MENINO JESUS
O Santo franciscano é uma das devoções mais importantes de todo o mundo católico. Esta escultura enfatiza a imensa ternura de Santo Antônio por um Menino Jesus especialmnente dengoso.
É interessante notar que a figura real de Santo Antônio nada tinha a ver com sua habitual representação no imaginário sacro, em geral um sucedânio adocicado de um modelo renascentista baseado na escultura grega do deus Hermes carregando Dionísio ao colo (Praxíteles c.350-340 AC).
Documentos históricos dão conta de robustez de Santo Nntônio, que seria um homem de porte avantajado e grande vigor físico.
O historiador Cid Teixeira nos diz que o tesoureiro da Irmandade de Nossa Senhora do Rosário dos Pretos tinha que ser obrigatoriamente branco e que este seria o motivo de Santo Antônio de Lisboa ser o orago da Irmandade.
Essa imagem feita em Portugal e trazida para a Bahia no Século XVIII, está até hoje na Igreja de Nossa Senhora do Rosário dos Pretos.





Bahia: Tesouros da Fé - 2000

Fato Histórico em Xique-Xique (BA): CURSO PARA FORMAÇÃO DO MAGISTÉRIO PRIMÁRIO.

Criado o Curso para Formação do Magistério Primário


Por incrível que pareça, o prefeito José Peregrino de Souza (1955 a 1959) ao assumir a prefeitura de Xique-Xique (BA) e se dispor a realizar uma das suas promessas de campanha, encontrou severa reação de parte da população bem como da maioria da Câmara de Vereadores, a partir do momento em que decidiu criar um Ginásio na cidade, vez que, até aquela data Xique-Xique dispunha de poucas escolas que ministravam apenas o Curso Primário, com destaque para as Escolas Reunidas Cezar Zama, local onde estava a elite cultural xiquexiquense. Não obstante isso o Ginásio Municipal Senhor do Bonfim foi inaugurado no dia 1º de março de 1959, ao apagar das luzes da administração José Peregrino de Souza.
Esse assunto está amplamente relatado no livro "Senhor do Bonfim e Bom Jesus de Chique-Chique (História de Chique-Chique) – Ed. 2009", da autoria do nosso ilustre historiador, Prof. Casimiro Machado Neto, bem como na Crônica "O Ginásio e o Bolsa Família", publicada neste Blog no dia 23.01.2010.
Sucedido na prefeitura pelo cidadão Francisco Marçal da Silva, que governou Xique-Xique de 1959 a 1963, este não só se empenhou para fortaleza o Ginásio Municipal Senhor do Bonfim, mas também se interessou em oferecer, naquela Instituição de Ensino mantida pelo poder municipal, e em continução ao ginásio, o Curso de Formação de Professores Primários o qual foi instalado no ano de 1962, tendo a partir daí o nome da instituição se mudado para Colégio Municipal Senhor do Bonfim.
Foi um ano de muitas alegrias para a maioria da população pois, iniciava-se uma nova etapa na cidade com a formatura da primeira turma de Professores e Professoras. Até aquela data o nosso povo dependia de professores e professoras formados em outras cidades, principalmente a vizinha Barra, e, como nem todos podiam dar-se ao luxo de manter um filho ou filha estudando fora de Xique-Xique, a nobre função de ser Professor ou Professora ainda estava destinada à elite financeira da cidade. O Colégio Municipal Senhor do Bonfim veio, com a democratização do ensino médio gratuito para os xiquexiquenses, acabar com a discriminação ao permitir que todos os cidadãos e cidadãs pudessem estudar e ampliar os seus conhecimentos após a conclusão do Curso Ginasial.
Assim, em dezembro de 1964, surge a primeira turma de Professores e Professoras (foto), formada pelo Colégio Municipal Senhor do Bonfim e, pela primeira vez, a função do magistério em Xique-Xique seria exercido, também, por profissionais forjados na cidade.
São os seguintes os primeiros Professores e primeiras Professoras diplomados em Xique-Xique: Abvalho Pires de Carvalho, Ana Lapa Araújo, Belanísia Pinheiro Borges, Climéria Marques Assunção, Darilene Santos, Gislene Barbosa, Leonice Feitosa Borges, Marileide Cruz, Marluce Santos Bandeira, Neuza Pires de Carvalho, Pascoal Nery de Souza, Ruy Alves de Santana, Terezinha dos Anjos, Violeta Adélia Franca, Wilca dos Santos e Marise Ferreira Albuquerque Coelho.



segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Prefeito de Xique-Xique (BA): CARLOS DE SOUZA SANTOS

Prefeito Carlos de Souza Santos
– 1983-1989 –

Mandato: 31 de janeiro de 1983 a 01 de janeiro de 1989.
Vice-Prefeito: Francisco Marçal da Silva.
Presidentes da República: João Batista de Oliveira Figueiredo (15.03.1979-15.03.1985) e José Sarney (15.03.1985-15.03.1990).
Governadores da Bahia: Antonio Carlos Magalhães (15.03.1979-15.03.1983) e João Durval Carneiro (15.03.1985-15.03.1987).
Delegado de Polícia: Jorge Carvalho Nogueira

Carlos de Souza Santos, o nosso conhecidíssimo CARLITO, foi o 11º Prefeito Municipal de Xique-Xique. Fez o Curso Primário nas Escolas Reunidas Cezar Zama, situada na Av. J.J. Seabra, como todos os meninos xiquexiquense que nasceram nas décadas de 1930 e 1940. Segundo ele próprio conta, quem mais o cativou e lhe serviu de exemplo e dedicação profissionais foi a Professora Maria Custódia Chaves (Profa. Neném) com a qual estudou todo o Curso Primário. Concluído o Curso Primário, único nível de estudos existente em Xique-Xique, naquela época, Carlito, aos 15 anos, por ter uma certa aptidão para a prática do futebol, passou a jogar no Esporte Clube Bahia de Xique-Xique, time recém criado por velhos desportistas locais como Lalias, Leopoldo e Adonias, em campo de terra batida situado na Ponta da Ilha, tendo sido um dos maiores artilheiros do futebol xiquexiquense. Mais tarde jogou no Flamengo de João Pacheco e, por muitas vezes, vestiu a camisa da seleção de Xique-Xique, ao lado de Vicente, Menininho, Pacheco, Chiquinho e Petu; Besta Brava e Baé; Carlito, Rodolfo, Eládio e Vital, escala que costuma lembrar com grande satisfação. Desejando continuar na prática do futebol, mas, também tendo uma oportunidade para estudar, Carlito mudou-se para a cidade de Belo Horizonte (MG), onde, conseguiu uma colocação no time do Asas Futebol Clube, onde teve oportunidade de jogar durante o campeonato mineiro. Não satisfeito Carlito resolveu ir para a cidade de São Paulo, onde decidiu reiniciar os estudos. Fez o Curso Ginasial e em seguida o Técnico em Contabilidade. Nas horas vagas ainda jogava nos times que se formavam no bairro onde morava. No final da década de 1960, já formado e experiente em contabilidade, Carlito resolveu retornar a Xique-Xique, estabelecendo o primeiro escritório de contabilidade da cidade. Cuidou da escrita da prefeitura municipal no período de 1971 a 1973. Nas eleições municipais de 1982 o nome de Carlos de Souza Santos foi lembrado e lançado para prefeito municipal tendo como companheiro de chapa para vice-prefeito o ex-prefeito Francisco Marçal da Silva. Sua administração começou no dia 31 de janeiro de 1983 e se estendeu até o dia 1º de janeiro de 1989, ou seja, por praticamente seis anos.
A administração do prefeito Carlos de Souza Santos foi repleta de realizações em todos os setores de interesse da população, tanto na sede municipal quanto nas sedes dos distritos de Nova Iguira, Tiririca e Copixaba como nos povoados próximos e mais distantes e mais carentes, inclusive nas ilhas.
Na área educacional o prefeito Carlos de Souza Santos construiu, reconstruiu, recuperou e ampliou dezenas de escolas nas mais distintas localidades:
I) Construiu o Prédio Escolar Maria Custódia Chaves, localizado na Rua Aurélio Gomes Miranda, bairro de Santa Marta, cujo nome foi uma homenagem à sua Professora do Curso Primário;
II) Construiu o Prédio Escolar Nossa Senhora da Conceição, localizado no bairro de Pedrinhas;
III) Construiu o Prédio Escolar Menino Jesus, localizado no bairro da Ponta da Ilha;
IV) Construiu o Prédio Escolar Lígia Santos. Localizado na Rua Seis, bairro Polivalente.
V) Construiu o Prédio Escolar Moisés Pereira Bessa, no povoado de Barreiros, distrito de Tiririca;
VI) Construiu o Prédio Escolar Alípio Bessa, no povoado de Ilhota, distrito de Copixaba;
VII) Construiu o Prédio Escolar Herculano Pereira Bastos, na Vila de Copixaba;
VIII) Construiu o Centro Cenecista Manoel Alves Bessa, na Vila de Copixaba.
IX) Instituiu o Escudo, a Bandeira e o Hino Municipal da cidade de Xique-Xique;
X) Concluiu e inaugurou o Salão de Cultura José Barbosa e Silva.
Na área da saúde, o Prefeito Carlos Santos construiu os seguintes postos todos no interior do município:
I) Posto de Saúde da vila de Nova Iguira;
II) Posto de Saúde do povoado de Barreiros, distrito de Tiririca;
III) Posto de Saúde do povoado de Retiro da Picada, pertencente ao distrito de Copixaba.
Objetivando melhorar a qualidade de vida da população foram pavimentados a paralelo os seguinte logradouros: Rua Aurora, Rua Marechal Floriano Peixoto, Rua 24 de Outubro, Rua Dom Pedro II, Rua Castro Alves.
Valorizando a parte histórica da cidade, o Prefeito Carlos Santos restaurou e reurbanizou a Praça D. Máximo. Foi nessa Praça que o tropeiro portugues, no ano de 1700, sob licença de Theobaldo José Miranda Pires de Carvalho, dono do local por estar dentro da sua Fazenda Praia, em cumprimento a uma promessa, mandou construir o templo, que dedicou à imagem do Senhor do Bonfim e que se transformou atualmente na igreja Matriz do Senhor do Bonfim.
Como amante do esporte, o Prefeito Carlos Santos tomou as seguintes providências:
I) Construiu o Ginásio de Esportes na Praça Conselheiro Luiz Viana, zona sul da cidade, parte histórica, onde Xique-Xique começou em 1700;
II) Celebrou convênio de parceria com a Liga Xiquexiquense de Desportos – LXXD, passando-lhe verbas para organizar os campeonatos municipais;
III) Fez doação de verbas e de materiais aos clubes filiados à Liga Xiquexiquense de Desportos – LXXD;
IV) Reformou o Estádio Municipal Dr. Hélcio Bessa, recuperando suas instalações – camarins de atletas e árbitros, alambrado, iluminação, gramado, arquibancadas, bilheterias;
V) Assinou convênio de parceria especial com a Liga Xiquexiquense de Desportos – LXXD, através do qual possibilitou à seleção municipal de futebol participar de torneios e campeonatos intermunicipais organizados e dirigidos pela Federação Baiana de Futebol – FBF, resultando em honrosas colocações nos eventos disputados.
Na área social, destacam-se as seguintes decisões:
I) Fez doação de uma área de terreno ao Lions Club International, localizada no perímetro urbano;
II) Fez doação de terreno ao empresário Eser Rocha para construção do Carranca Grande Hotel, no perímetro urbano.
Na área do abastecimento construiu:
I) O Porto de Pescados
II) O Centro de Distribuição de Varejo – também chamado de Mercado do Pescador
III) O Centro Comunitário
IV) Através de convênio de parceria, celebrado com o governo estadual, construiu o Complexo Policial, onde se instalou a Delegacia de Polícia.
O interior do município também ganhou obras realizadas pelo prefeito Carlos de Souza Santos:
I) Implantação nas vilas de Nova Iguira, Tiririca e Copixaba do Sistema de Distribuição de Energia Hidrelétrica da Companhia Hidrelétrica do São Francisco – CHESF, gerada pela Usina Hidrelétrica de Sobradinho,
Muitos povoados subordinados à sede municipal e aos distritos de Nova Iguira, Tiririca e Copixaba foram também beneficiados pelo Sistema de Distribuição de Energia Hidrelétrica da CHESF.
II) Perfuração e instalação de vários postos artesianos e tubulares em muitas comunidades pequenas, principalmente nos povoados da região da caatinga do município, onde a escassez e, às vezes, a falta do precioso líquido provoca conseqüências cruciais para seres humanos, animais e vegetais.
Durante a administração Carlos Santos a Câmara Municipal apreciou inúmeros projetos, muitos deles oriundos do Poder Executivo, outros de autoria dos próprios vereadores.
Todos os projetos aprovados pelos vereadores foram sancionados pelo prefeito Carlos de Souza Santos, transformando-os em leis municipais.
I) Lei Municipal n° 246, de 11 de setembro de 1985, denominando de “Casa Dr. Reinaldo Teixeira Braga”, a um imóvel localizado na Vila de Tiririca;
II) Projeto de Lei n° 8, de 12 de setembro de 1985, de autoria do vereador Ruy Castro Avelino de Oliveira Rocha, criando a Biblioteca Demósthenes Barnabé da Silva;
III) Lei Municipal n° 272, de 1° de setembro de 1987, denominando “Creche Arlete Magalhães” a uma escolinha resultante da adaptação do imóvel que serviu por quase 50 anos à usina de luz, localizada na Rua Góes Calmon, nesta Cidade;
IV) Lei Municipal n° 273, de 1° de setembro de 1987, denominando de Centro de Abastecimento e Administração Josué Carneiro Souza, localizado no distrito de Copixaba;
V) Lei Municipal n° 274, de 1° de setembro de 1987, dando nomes a duas escolas municipais na sede: Prédio Escolar Maria Custódia Chaves, no bairro de Santa Marta e Prédio Escolar Nossa Senhora da Conceição, no bairro de Pedrinhas;
VI) Lei Municipal n° 275, de 10 de outubro de 1987, dando nomes a quatro escolas construídas no interior do município: Prédio Escolar Moisés Pereira Bessa, no povoado de Barreiros, distrito de Tiririca; Prédio Escolar Alípio Bessa, no povoado de Ilhota, no distrito de Copixaba; Prédio Escolar Herculano Pereira Bastos, na Vila de Copixaba; Centro Cenecista Manoel Alves Bessa, na Vila de Copixaba.
VII) Lei Municipal n° 285, de 04 de abril de 1988, denominando a antiga Rua da CERNE pelo novo nome de Rua Dr. Délio de Souza Ledoux ;
VIII) Lei Municipal n° 286, de 04 de abril de 1988, denominando a antiga Rua Dois do bairro Polivalente, pelo nome de Rua Demósthenes Barnabé da Silva;
IX) Lei Municipal n° 287, de 17 de junho de 1988, denominando de Praça da Bíblia ao largo localizado entre o Condomínio Santo Inácio e a quadra de esportes do Colégio Municipal Senhor do Bonfim;
X) Lei Municipal n° 289, de 28 de outubro de 1988, denominando a antiga Rua Principal, do bairro Santa Marta, com o nome de Rua Aristóteles Marçal da Silva;
XI) Lei Municipal n° 290, de 28 de outubro de 1988, denominando de Avenida Lions Clube ao trecho que começa no contorno rodoviário da BA – 052 até depois do Carranca Grande Hotel.
Durante a administração Carlos Santos (1983/1989), o Poder Legislativo era composto pelos seguintes vereadores:
Antenor Miranda da Silva, Clóvis Peregrino de Souza, Dário Antonio de Figueiredo, Domingos Alves da Costa, Dorival Alves de Santana, Eliecy Félix Tarrão, Francisco Marçal Filho, Jaime Alves de Souza, Lourivaldo R. dos Santos, Ney Alves de Carvalho, Renato Sampaio Chagas, Rúbison Bruno Lobo e Ruy Avelino Castro de Oliveira Rocha
Durante a administração do Prefeito Carlos Santos, aconteceram em Xique-Xique os seguintes eventos:
18 de fevereiro de 1983: Faleceu Francisco Emerenciano da Cruz, último prefeito nomeado que exerceu o mandato no período de 12 de dezembro de 1947 e 16 de janeiro de 1948, quando passou a faixa de Prefeito Municipal para o Sr. Aurélio Gomes Miranda. Profissionalmente exerceu as atividades de alfaiate, carteiro e funcionário público municipal.
01 de março de 1983: Nasceu Maria de Fátima Rodrigues dos Santos filha de Abenício Ferreira dos Santos e de Maria Lourdes Rodrigues Lima.
07 de março de 1983: Nasceu Glaucivânia Lima Moreira, filha de Antonio Moreira Alves e de Ilcene Lima Moreira.
07 de maio de 1983: Faleceu Angelita de Azevedo Fernandes, serventuária da Justiça da Bahia,que durante muitos anos exerceu a função de Tabeliã de Notas
28 de maio de 1983: Edson Raimundo Marques Guerreiro se casou com Tanisley Beatriz Marques Guerreiro
28 de junho de 1983: Nasceu Scharlina Francisco Alves filha de José Francisco Alves e de Júlia Soares Alves.
10 de julho de 1983: Nasceu Mônica Soares Oliveira filha de José de Deus Soares e de Marlita de Santana Soares.
04 de agosto de 1983: Foi inaugurado o Terminal Pesqueiro localizado no bairro da Ponta da Ilha.
1983: Foi instalada, a agência do Banco Brasileiro de Descontos – BRADESCO, na Rua Monsenhor Costa, área comercial da cidade.
24 de agosto de 1983: Faleceu Edgardo Pessoa da Silva, na cidade de Brasília, Distrito Federal o grande mecânico conhecido como “Seu Gui” Seu corpo foi trasladado para Xique-Xique, onde está sepultado.
06 de setembro de 1983: Faleceu Maria Euza Pinheiro Meira, filha de Gustavo Pinheiro Sobrinho e de Ana Angélica Pinheiro Marques. Era esposa de Joel Firmo de Meira, com quem havia se casado no dia 29 de janeiro de 1953
01 de novembro de 1983: Nasceu César Augusto Carvalho de Figueiredo, filho de Marivaldo Figueiredo Santos e de Arlete Pires de Carvalho e Figueiredo.
08 de novembro de 1983: Nasceu Thiago Meira Guerreiro filho de Edson Raimundo Marques Guerreiro e de Tanisley Beatriz Meira Guerreiro
27 de novembro de 1983: Nasceu Renata Kelly da Franca Oliveira, filha de Maria Aparecida Oliveira da Franca.
22 de dezembro de 1983: Faleceu, aos 68 anos de idade, Ney Gomes Barreto, comerciante e uma das lideranças de Xiquei-Xique.
1983: Terminou o Campeonato Municipal de Futebol, tendocomo campeão o Esporte Clube Brasinha e vice-campeão o Esporte Clube Cruzeiro.
13 de janeiro de 1984: Nasceu Igor Dioclécio do Nascimento filho de Ruy Muniz do Nascimento e de Maria José Dioclécio do Nascimento.
15 de janeiro de 1984: Foi fundada a Associação Atlética BANEB, pelos funcionários da agência local do Banco do Estado da Bahia S. A – BANEB.
14 de fevereiro de 1984: Antonio Ferreira Pedra se casou com Ezey Rodrigues Pedra.
14 de maio de 1984: Clodoaldo Magalhães Barreto se casou com Eneide Maria Lopes Rocha Magalhães,. A cerimônia religiosa foi celebrada pelo padre Edson, no templo da Igreja Matriz Senhor do Bonfim.
25 de julho de 1984: Os desportistas Edvaldo José Barbosa e Renato Pinheiro fundaram o Grêmio Futebol Clube, sendo escolhido como seu primeiro presidente Edvaldo José Barbosa.
31 de agosto de 1984: Nasceu Simone Alves de Carvalho, filha de Ademar Carvalho Juvenal e de Zélia Alves de Carvalho.
14 de outubro de 1984: Nasceu Jânides Alves Pinheiro, filho de Jorge Pinheiro Meira e de Helena Alves Pinheiro.
14 de novembro de 1984: Nasceu Thaís Guedes Silveira filha de Agnaldo Lopes da Silveira e de Ozilda Guedes Silveira.
21 de novembro de 1984: Nasceu Josey Santana Soares, filho de José de Deus Soares e de Marlita de Santana Soares.
07 de dezembro de 1984: Nasceu Geórgia Nunes Almeida filha de Onildo Ferreira de Almeida e de Maria da Glória Nunes Almeida.
12 de dezembro de 1984: Nasceu Marina Brito dos Santos, , filha de José Jerobson Rodrigues dos Santos e de Maria Aparecida de Souza Brito Santos.
28 de dezembro de 1984: Nasceu Francidalva Vieira de Sena, filha de Manoel Gonçalves de Sena e Edízia Vieira de Sena.
09 de fevereiro de 1985: Faleceu Ivan Alves Jacobina, na cidade do Salvador, filho de Pedro Alves Jacobina e de Mariana Nunes Jacobina.
26 de fevereiro de 1985: Nasceu Pollyana Rodrigues Pedra filha de Antonio Ferreira Pedra e de Ezey Rodrigues Pedra.
04 de março de 1985: Foi inaugurada a Escola Arco-Íris, situada à Rua Carlos Santos, n° 605, A fundadora, proprietária e mantenedora é a professora Lígia Filomena de Menezes Santos.
23 de abril de 1985: Nasceu Rafael Barreto Fraga, filho de Wilton Carlos Vieira Fraga e de Ana Maria Barreto Fraga.
***24 de abril de 1985: Nasceu Paulo Nunes do Nascimento Júnior filho de Paulo Nunes do Nascimento e de Elizabete da Costa Nascimento.
30 de abril de 1985: Joel Firmo de Meira se casou com Míriam Torres Meira, no cartório da vila de Tiririca, distrito do município de Xique-Xique.
14 de maio de 1985: Nasceu Edileusa Marques Ferreira, na Fazenda Umbuzeiro, distrito de Nova Iguira, município de Xique-Xique, estado da Bahia, filha de José Cleido Conceição e de Marineusa Marques Ferreira.
junho de 1985: Foi inaugurado o Complexo Policial da cidade localizado na Avenida Lions Clube.
julho de 1985: Inaugurado o Mercado de Peixes. Localiza-se na Rua José Peregrino de Souza.
17 de agosto de 1985: Nasceu Rogério Santos Carvalho, filho de Manoel Rodrigues Carvalho e Emília dos Santos Carvalho.
13 de setembro de 1985: Faleceu o Doutor Clodoaldo de Magalhães Avelino, na cidade de Belo Horizonte, estado de Minas Gerais. Clodoaldo de Magalhães Avelino nasceu no dia 23 de janeiro de 1899, em Xique-Xique, filho de Agrário de Magalhães e de Francisca de Magalhães Avelino. Na oportunidade, o Prefeito Municipal de Chique-Chique Carlos de Souza Santos decretou luto oficial por três dias.
21 de outubro de 1985: Nasceu Silvana Marçal da Silva Santos, , filha de Ademar Ribeiro da Silva e de Tercina Marçal da Silva.
07 de novembro de 1985: Nasceu Paloma Pereira da Silva filha de João Ferreira Cavalcante e de Marisete Pereira da Silva.
14 de novembro de 1985: Gilvânio Andrade da Cunha se casou com Edna Almeida Cunha,. O ato civil foi celebrado no Fórum Conselheiro Luiz Viana, sendo celebrante a oficiala Francisca Herondina de Abreu Machado e o juiz de paz João Alves Araújo.
27 de novembro de 1985: Foi inaugurado o Carranca Grande Hotel. Classificado pelo órgão competente como hotel de três estrelas, ele fica localizado na Avenida Lions Clube, no bairro São Francisco de Assis. Pertence ao empresário Eser Rocha.
17 de dezembro de 1985: Nasceu Valtércio Silva Rodrigues, filho de Antonio Carlos Paz Rodrigues e de Irlene Silva Rodrigues.
1985: Encerrou-se o Campeonato Municipal de Futebol, sagrando-se campeão o Esporte Clube Cruzeiro e vice-campeão o Grêmio Futebol Clube.
1° de janeiro de 1986: A Viação Águia Branca, sediada em Colatina, estado do Espírito Santo, comprou a Empresa Cristo Rei e todas as suas linhas, iniciando imediatamente a operar linhas de Xique-Xique a Salvador, além das linhas das localidades intermediárias, antes servidas pela empresa anterior.
26 de janeiro de 1986: Nasceu Cicléia Alves Rocha de Carvalho, filha de Sindovaldo Alves Rocha e de Maria das Graças do Nascimento
09 de fevereiro de 1986: Nasceu Marivânia Lima Galdino filha de Pedro Pereira dos Santos e de Sonia Pereira Lima.
17 de fevereiro de 1986: Nasceu Alércia Carvalho Muniz filha de Laércio Muniz Ferreira e de Arlete Raimunda de Carvalho Muniz
19 de fevereiro de 1986: Foi fundada a Associação Comercial Industrial e Agropecuária ACIAX, cuja sede funciona provisoriamente na Rua Rui Barbosa, n° 455.
20 de fevereiro de 1986: Foi inaugurada a Cerâmica Barro Forte, no distrito de Nova Iguira, neste município.
28 de março de 1986: Faleceu, aos 73 anos, o xiquexiquense João Pinheiro Bastos filho de Liberato Pinheiro Bastos e de Amélia Pinheiro da Mata. João Pinheiro Bastos foi agricultor, fazendeiro, comerciante e político.
23 de maio de 1986: Gildásio Pereira Bastos se casou com Eronilda Pessoa Bastos
agosto de 1986: Foi aberta, em Xique-Xique, uma delegacia da Associação de Professores Licenciados da Bahia – APLB Sindicato – filiada a Central Única dos Trabalhadores, localizando-se à Rua Marechal Floriano Peixoto, n° 60, sendo escolhidas as Profas. Rosângela Camandaroba e Zélia Alves Jacobina como delegadas.
10 de agosto de 1986: Faleceu Geraldo Francisco Pinheiro, na rodovia BA-052, em desastre automobilístico, próximo à cidade de Xique-Xique, estado da Bahia, filho de Antonio Francisco Pinheiro e de Petronília Francisca Pinheiro.
13 de agosto de 1986: Afonso Carlos Nicácio Rodrigues se casou com Maria Aparecida da Silva Rodrigues,
01 de setembro de 1986: Nasceu Fernando César Carvalho de Figueiredo, filho de Marivaldo Figueiredo Santos e de Arlete Pires de Carvalho e Figueiredo.
20 de setembro de 1986: Artur Sampaio Chagas se casou com Nívea Cristina Pinheiro Leite Sampaio
10 de outubro de 1986: Faleceu Aquilino Martins de Abreu
19 de outubro de 1986: Faleceu, aos 75 anos de idade o comerciante Nizan Gomes Cunha, uma das lideranças da cidade. Era filho de José Gomes e de Isabel Machado Cunha.
01 de novembro de 1986: Nasceu Amara Pereira Bessa, filha de Everaldo Leite Bessa e de Clarice Pereira de Souza.
20 de novembro de 1986: Foi inaugurado o Mercado de Carnes da cidade..
30 de novembro de 1986: Nasceu Eder Henrique Pessoa Bastos, filho de Gildásio Pereira Bastos e de Eronilda Pessoa Bastos.
04 de dezembro de 1986: Nasceu Patrício Pinheiro Santos, filho de José Francisco Gonçalves dos Santos e de Isaltina Pinheiro Santos.
13 de dezembro de 1986: José Procópio do Nascimento se casou com Magnólia Santos do Nascimento
20 de dezembro de 1986: Manoel Amâncio Feitosa Ramos se casou com Maria de Fátima Carvalho Ramos
1986: Chegou a seu final o Campeonato Municipal de Futebol de Chique-Chique sagrando-se campeão o Esporte Clube Brasinha e vice-campeã a Associação Atlética BANEB.
01 de janeiro de 1987: Nasceu Francisco Bonfim Alves de Souza filho de Inácio Alves de Souza e de Maria Eunice de Souza.
21 de janeiro de 1987: Nasceu Laís Campos Gomes, no povoado de Barreiros, distrito de Tiririca de Luizinho, município de Xique-Xique, estado da Bahia, filha de Juvenal Teodoro Gomes e de Rosa Alves Machado
31 de janeiro de 1987: Nasceu Edinilson Borges Santos filho de José Cecílio dos Santos e de Flaviana Borges Santos.
27 de março de 1987: Nasceu Arnaldo de Jesus Filho, filho de Arnaldo de Jesus e de Juvercina Soares dos Santos.
17 de abril de 1987: Nasceu Pâmola Pereira da Silva filha de João Ferreira Cavalcante e de Marisete Pereira da Silva.
27 de abril de 1987: Agnaldo Lopes d Silveira se casou com Ozilda Guedes Silveira
11 de junho de 1987: José Alves Cavalcante Filho se casou com Aíde Cunha Carvalho Cavalcante,
03 de agosto de 1987: Nasceu Elder da Costa Cruzfilho de Edílson Rodrigues da Cruz e de Joana da Costa Cruz.
17 de dezembro de 1987: Leônidas Pereira Oliveira se casou com Agmar Silvestre Oliveira.
12 de janeiro de 1988: Foi inaugurada a Cerâmica Xique-Xique – CERXIQ localizada a margem da BA – 052.
16 de maio de 1988: Nasceu Thiara Meira Guerreiro filha de Edson Raimundo Marques Guerreiro e de Tanisley Meira Guerreiro.
13 de junho de 1988: Nasceu Nathália Caroline Rocha Pinheiro filha de Everaldo Nilo da Franca Pinheiro e de Zeila Rocha Pinheiro
15 de junho de 1988: Dílson Ferreira dos Santos se casou com Delzuíta Pereira de Melo Santos, na vila de Nova Iguira, Xique-Xique.
02 de julho de 1988: Milton Souza Gomes se casou com Eleni Malaquias Barreto Gomes,
03 de agosto de 1988: Nasceu Marinalda da Silva Maia, filha de Edivaldo Nogueira Maia e de Aditina da Silva Maia
06 de setembro de 1988: Nasceu Rubens Gomes da Silva, no povoado de Utinga, município de Xique-Xique, filho de Ildebrando Gomes da Rocha e de Rosa Maria Caetano dos Santos..
08 de outubro de 1988: Gustavo Ruben da Franca Pinheiro se casou com Almira Nogueira Bastos, na Igreja Matriz do Senhor do Bonfim.
15 de outubro de 1988: Nasceu Yan Frederico Brito dos Santos filho de José Jerobson Rodrigues dos Santos e de Maria Aparecida de Souza Brito Santos.
03 de novembro de 1988: Faleceu José Antonio dos Santos
1988: Terminou o Campeonato Municipal de Futebol de Xique-Xique. Os clubes vencedores foram: campeão o Esporte Clube Bahia e vice-campeão o Esporte Clube Brasinha.

domingo, 28 de novembro de 2010

Evangelho visto pela arte africana: SERMÃO DA MONTANHA

SERMÃO DA MONTANHA
Mateus 5, 1-12

1. E vendo Jesus a multidão, subiu ao monte e, depois de se ter sentado, aproximaram-se seus discípulos.
2. E ele começou a ensiná-los dizendo:
3. Bem-aventurados os mendigos de espirito porque deles é o reino dos céus.
4. Bem-aventurados os mansos porque eles possuirão a terra.
5. Bem-aventurados os que choram porque eles serão consolados.
6. Bem-aventurados os que têm fome e sede de Justiça, porque eles serão fartos.
7. Bem-aventurados os misericordiosos porque eles alcançarão misericórdia.
8. Bem-aventurados os limpos de coração, porque eles verão a Deus.
9. Bem-aventurados os pacificadores, porque eles serão chamados filhos de Deus.
1O. Bem-aventurados os que têm sido perseguidos por causa da justiça, porque deles é o reino dos céus.
11. Bem-aventurados sois quando vos injuriarem ,vos perseguirem e, mentindo, disserem todo o mal contra vós por minha causa.
12. Alegrai-vos e exultai porque é grande o vosso galardão nos céus; pois assim perseguiram os profetas que existiram antes de vós.

Pôr do Sol em XIQUE-XIQUE (BA).


Somente os xiquexiquenses ou os que adotaram e residem na cidade, não mais se emocionam com o diário ocaso do Sol. Não por falta de beleza mas porque esse belo fenômeno ocorre diariamente e essa prodigalidade, infelizmente se transforma em banalidade.
Mas, para os que não têm a privilégio dessa paisagem diária, o pôr do sol por detrás da Ilha do Gado Bravo e refletindo os seus dourados raios sobre o Lago Ipueira, sempre é motivo de emoção ao contemplar as fotos semanais que aqui são publicadas para deleite dos prezados seguidores.
É nessa hora que as centenas de canoas chegam à margem, após um dia de grande pescaria, para o descanso diário dos nossos pescadores.
















































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Foto antiga de Xique-Xique (BA): O CLUBE OPERÁRIO EM CONSTRUÇÃO.

A OPERÁRIA

Esta é uma foto muito antiga e muito importante para o acervo histórico de Xique-Xique, que me foi enviada por um estimado seguidor para divulgação, arquivo e deleite dos demais leitores do Blog.
Segundo a pessoa que me enviou trata-se da construção do Clube Operário situado na Praça 6 de Julho.
Os mais velhos certamente se lembrarão dessa época e os mais novos, que atualmente frequentam o clube, terão uma visão do esforço feito pelos seus ascendentes para construir tão belo prédio ainda na primeira metade do século passado.

Foto interessante: A HORA DO SONO

A HORA DO SONO

Não há atividade que resista à chegada do sono de uma criança.
Todo cuidado é pouco, por parte dos tomadores de conta, mesmo quando pensam que os pequeninos estão fazendo algo que não os adormecerá.

















































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Evangelho Dominical: 1º DOMINGO DO ADVENTO

PRIMEIRO DOMINGO DO ADVENTO

Hoje acendemos a vela vermelha da Coroa do Advento.

A Coroa de Advento tem a sua origem em uma tradição pagã européia. No inverno, se acendiam algumas velas que representavam o “fogo do deus sol” com a esperança de que a sua luz e o seu calor voltassem. Os primeiros missionários cristão aproveitaram essa tradição para evangelizar as pessoas. Partiam de seus próprios costumes para anunciar-lhes a fé. Assim, a coroa está formada por uma grande quantidade de símbolos.
A cada domingo, durante as missas, acenderemos uma vela da coroa do Advento, até completar quatro, e então na noite de Natal, surgirá a luz maior que simboliza o próprio Jesus, filho de Deus entre os homens.
EVANGELHO DO DIA (Mateus 24, 37-44) - Naquele tempo, Jesus disse aos seus discípulos: “A vinda do Filho do homem será como no tempo de Noé. Pois, nos dias antes do dilúvio, todos comiam e bebiam, casavam-se e davam-se em casamento, até o dia em que Noé entrou na arca. E eles nada perceberam até que veio o dilúvio e arrastou a todos. Assim acontecerá também na vinda do Filho do homem. Dois homens estarão trabalhando no campo: um será levado e o outro será deixado. Duas mulheres estarão moendo no moinho: uma será levada e a outra será deixada. Portanto, ficai atentos, porque não sabeis em que dia virá o Senhor. Compreendei bem isto: se o dono da casa soubesse a que horas viria o ladrão, certamente vigiaria e não deixaria que a sua casa fosse arrombada. Por isso, também vós ficai preparados! Porque, na hora em que menos pensais, o Filho do homem virá”. – Palavra da salvação.

"COMENTÁRIO DO PADRE PAULO BAZAGLIA, ssp
Mais uma vez entramos no tempo do Advento e somos convidados a nos preparar para o Natal de nosso Senhor. As portas do Advento este ano se abrem com um texto de Mateus, o evangelho da justiça do reino.
Como nos tempos de Noé, em que ninguém se dava conta da falta de justiça, também nós somos alertados. Já não por causa de um dilúvio, mas porque o próprio Jesus vem, e com ele se inicia nova história. Ele vem quando menos esperamos, e ainda há muito que fazer para que a justiça de Deus seja realidade em nosso mundo. Daí o convite à vigilância, a estar preparados.
A vinda de Jesus, há 2 mil anos, continua acontecendo a cada instante, em cada gesto de justiça, em cada ação de vida que põe às claras as injustiças deste mundo. E em cer¬to momento esta vinda acontecerá para nós de modo definitivo, não quando quisermos nós, mas quando o próprio Senhor decidir.
É como se escrevêssemos a história de nossa vida num livro. Em certo momento Deus tomará a caneta de nossa mão e escreverá “fim”. O convite do evangelho, portanto, é para que escrevamos uma história bela a cada página, porque não seremos nós a terminá-la – uma vez que este fim será apenas uma etapa, o início da vida eterna com a qual Deus nos presenteará.
Estar preparados para a vinda do Senhor é reconhecer sua presença em nosso meio. É tomar conta da sua casa, casa que é o mundo e que é o reino, casa que se constrói com a justiça evangélica, com relações fraternas que resgatam a dignidade dos mais necessitados. Em outras palavras, estar preparados é viver em atitude de vigilância, atentos a tudo o que não é conforme aos valores do reino. E, sobretudo, agir para que esses valores se tornem realidade já aqui.
Que este tempo de preparação para o Natal seja, para nós e para nossas comunidades, momento privilegiado para arrumarmos a casa da nossa vida. Porque a visita que Deus nos faz não é uma visita qualquer. Ele vem para nos dar uma nova vida."

CRÔNICAS XIQUEXIQUEANAS

A CERA DE CARNAÚBA EM XIQUE-XIQUE (BA).
Juarez Morais Chaves
A carnaubeira ou copernifera cerífera, árvore da família Arecaceae é uma planta endêmica do Nordeste Brasileiro, conhecida, também como “árvore da vida”, pois oferece ao nordestino uma infinidade de usos desde a sua raiz usada como diurético até a cêra utilizada em componente eletrônicos. Não carece de adubação, de defensivos e nem de mecanização agrícola e, por ser muito resistente às secas a sua palmeira embeleza à paisagem nordestina .
O principal produto da carnaubeira é a cera que se obtém das folhas, insumo valioso que entra na composição de diversos produtos industriais como cosméticos, cápsulas de remédios, componentes eletrônicos, produtos alimentícios e cêras polidoras com franco mercado na América do Norte, Europa e Ásia.
Fazendo jus à fama de que da carnaúba nada se perde, a folha triturada, após a colheita do pó, serve como adubo para milhares de pequenas roças substituindo a contento e com grandes vantagens ecológicas os adubos químicos, além de poder, também, ser utilizada na alimentação de ovinos e caprinos por conter 7% de proteína.
Atualmente a produção e a exportação de cêra de carnaúba é feita pelos Estados do Ceará, Piauí e Rio Grande do Norte, segundo Edgar Gadelha Pereira Filho, presidente do Sindicato das Indústrias Refinadoras de Cera de Carnaúba no Estado do Ceará (SINDICARNAÚBA), com seis indústrias filiadas, responsáveis pela produção de cerca de 8 mil toneladas, dentro de um total brasileiro estimado em 15 mil toneladas. As indústrias do Ceará concentram cerca de 50% da produção nacional, as indústrias do Piauí, 40%, ficando o Rio Grande do Norte com 10% (Gazeta Mercantil, São Paulo, 28 abr. 2005, p. B-14).
A primeira exportação de cêra de carnaúba ocorreu em 1894, para a Inglaterra, partindo do Porto de Parnaíba (PI), chegando esse Estado a responder, na década de 1940, por 2,3% das exportações brasileiras de cera de carnaúba, quando ocorreram as maiores vendas durante a II Guerra Mundial. Com a fim da guerra, final da década de 1940 e início de 1950 a demanda por cera de carnaúba começou a declinar.
O município de Xique-Xique também teve a sua participação no envio da cêra de carnaúba para os beligerantes países durante a segunda grande guerra.
No segundo quartel do século XX, muitas famílias xiquexiquenses ficaram ricas com a extração da cera de carnaúba. Essa pujança ainda hoje está representada pelas excelentes residências que naquela época foram construídas e que ainda estão de pé comprovando o período de opulência dos produtores de cêra.
Em Xique-Xique (BA), a exemplo das demais regiões do Nordeste, a carnaubeira também era nativa e abundante em quase todos os milhares de quilômetros quadrados que compunham o extenso município, principalmente na região banhada pelo Rio Verde, afluente do São Francisco, nas encostas da Chapada Diamantina e nos distritos de Copixaba e Marrecas.
No entanto, as áreas de carnaubais nativos estavam inclusas em grandes latifúndios nas mãos de pouquíssimos xiquexiquenses representados pelos famosos "coronéis" da guarda nacional, tais como Lithercílio Baptista da Rocha, Hermenegildo de Souza Nogueira, José de Souza Nogueira, Adão Moreira Bastos, apenas para citar uns poucos.
Como os carnaubais proliferavam gratuitamente nas suas extensas fazendas acreditaram, os latifundiários xiquexiquenses, que aquela riqueza era uma dádiva dos deuses e nunca se preocuparam em aplicar àquela cultura os mínimos conhecimentos tecnológicos para a obtenção de um produto em moldes competitivos, racionais e econômicos. Eram, por assim dizer, uns exploradores da terra. Na época apropriada, agosto a dezembro, quando as folhas estavam carregadas de pó cerífero, lá se iam vários trabalhadores, navalha na ponta de uma extensa vara a cortar folha por folhas, correndo o risco de uma delas, na queda, ficar enfiada em seu corpo, tal a velocidade com que caiam com a afiada ponta, feita pela navalha, virada para baixo.
Após a colheita, com as folhas já secas, os trabalhadores se enfiavam embaixo de uma “tolda” de pano e com o auxilio de uma vareta iam batendo em cada folha e extraindo o pó branco que mal chegava a 100 gramas por carnaubeira. Mas essa baixa produtividade não era questionada, pois o custo de produção era ínfimo em relação ao grande preço que, a cera, produto final estava alcançando no mercado exterior. O pó extraído era submetido a um cozimento dando origem à cera tipo “A” oriunda da parte central das folhas novas e a cera tipo “B”, de cor alaranjada ou preta, obtida das folhas mais velhas.
Enquanto as indústrias estrangeiras, desde a fonográfica até a cosmética, utilizavam a cera da carnaúba como principal insumo para fabricação de seus diversos produtos, os proprietários de carnaubais em Xique-Xique contavam anualmente com um grande reforço financeiro em seus orçamentos e esbanjavam dinheiro para todos os lados. As casas eram suntuosas, os filhos estudavam em Salvador, Rio de Janeiro e Belo Horizonte e era uma constante a demonstração de riqueza por toda a família.
Mas, a tecnologia descobriu um substituto para a cêra de carnaúba e, por ser mais barato, passou a ser utilizado na fabricação de diversos produtos ocasionando uma redução de mercado para a cêra natural. Mas, ocorreu apenas a redução do mercado e não a extinção. Mas, os nosso fazendeiros xiquexiquenses não se deram conta desse detalhe e, simplesmente, abandonaram a atividade de produção de cêra e os carnaubais puderam se desenvolver livres daquela pode anual sem nada receber em troca em termos de tratos culturais.
A produção de cera para disputar a redução do mercado exigia dos produtores um melhor manejo do carnaubal para obter uma maior produtividade que compensasse a acirrada concorrência que foi iniciada com a redução da demanda. Isso implicaria em um melhor trabalho de administração e a injeção de recursos financeiros coisas que estavam fora dos planos dos nossos produtores de cera, pois, toda a vida, desde a adolescência, se acostumaram a obter a cera sem nada investirem.
As extensas áreas de terras continuaram e continuam ocupadas com carnaubeiras, mas os donos dos carnaubais preferiram utilizá-las, apenas no criação extensiva do gado bovino. Era, em termos de técnica, uma atividade muito parecida e até mais barata que a obtenção de cera, pois, os animais passavam todo o ano soltos dentro do carnaubal e somente uma vez por ano eram juntados para a ferra dos nascidos.
Os velhos coronéis foram morrendo e os filhos acostumados à vida de ricos, graduados e residindo em Salvador, não se dispuseram a continuar com a exploração da pecuária extensiva e muito menos retornar á produção de cera da carnaúba e assim as extensas terras, sem cercas, ficaram abandonadas e aos poucos foram sendo vendidas a preço baixo ou mesmo invadidas por outras pessoas. Também não se dispuseram a usar o recurso legal da reintegração de posse e assim, com raríssimas exceções, os grandes latifúndios antes nas mãos de poucos grandes fazendeiros agora estão distribuídos entre outras pessoas já que os descendentes dos "coronéis" não continuaram com a saga.
Mas, apesar de a economia da carnaúba nunca haver sido reconhecida e nem estimulado pelos governos do Nordeste como algo importante para o seu desenvolvimento, vem, nos últimos anos, ao contrário do que se prega, aumentando a produção e as exportações de cera como conseqüência de novos usos industriais, como revestimento de frutos “in natura” e cápsulas de remédios, pois, por suas características orgânicas, é produto natural e insubstituível.
Segundo o presidente do Sindicato das Indústrias Beneficiadoras de Cera de Carnaúba do Estado do Ceará (Sindicarnaúba), as exportações de cera cresceram 40% em 2007 e ocupa a 6ª posição na pauta das exportações cearenses. Nesse ano, a produção conjunta do Ceará, Piauí e Rio Grande do Norte soma 30 milhões de quilos de pó, correspondente a 18 milhões de quilos de cera, e movimenta US$ 60 milhões de faturamento por ano, com 90% das vendas destinadas ao mercado externo.
Os três Estados nordestinos possuem aproximadamente 25 indústrias de refinamento da cera, com capacidade de beneficiamento em torno de 35 mil toneladas por ano. A cera industrializada serve para fazer batons, adesivos, cera dental e ceras em geral, além de acabamento de couro e madeira. O produto é usado ainda em fios elétricos, chicletes, filmes fotográficos e impermeabilizantes. Tem aplicação no setor de informática em "chips", "tonners", código de barras, papel carbono e filmes plásticos. A palha também poderá ser usada, em breve, na ração de caprinos e ovinos, de acordo com pesquisa da Embrapa. No Ceará, a exportação de 8,25 mil toneladas de cera propiciou receitas no valor de US$ 21,20 milhões em 2005, além de gerar 100 mil empregos. Como meio de combate à pobreza, o Ceará iniciou um projeto para transferir tecnologia a algumas comunidades a fim de permitir a extração da cera por meio de secador solar, assim como para dar alternativas ao uso da palha da carnaúba, como a fabricação de papel e peças artesanais.
O Parque Estadual das Carnaúbas, criado pelo governo do Estado do Ceará por meio do Decreto nº 28.154, de 15 fev. 2006, localizado na cidade de Granja (335 km de Fortaleza), nas imediações do distrito de Timonha, com mais de 10 mil hectares, destina-se a dar proteção integral à carnaúba, árvore símbolo do Estado.
O que aconteceu com a produção de cera de carnaúba em Xique-Xique foi a mesma coisa acontecida com o cultivo da cebola 50 anos depois: falta de empreendedorismo dos empresários xiquexiquenses. Não tiveram coragem ou não quiseram enfrentar o mercado na primeira pequena dificuldade que se lhes apresentou. Bastou uma queda no mercado internacional da cera para que todos, sem exceção, abandonassem a extração do produto.
É a velha falta de vocação para a atividade agropecuária. O lucro no comércio é mais fácil e mais rápido. Não há porque estar se desgastando dentro de um imóvel rural, sob sol e chuva, lidando com empregados desqualificados quando se pode com mais conforto ficar detrás de um balcão esperando a chegada do freguês. É puramente uma questão de opção.
Não podemos é colocar a culpa sobre o governo ou sobre o mercado. No sistema capitalista, a nossa economia, a atividade privada tem que investir e por si só descobrir as melhores maneiras de concorrer no mercado.
Xique-Xique dispõe, pois, de uma abundância de água que poderá ser utilizada na agricultura irrigada e de um grande carnaubal, no interior do município, resistente à seca. Somente esses dois fatores são suficientes para alavancar o desenvolvimento agrícola no nosso município se houvesse empresário disposto a isso.