sábado, 31 de julho de 2010

Foto de Amantes: Os PERIQUITOS



OS PERIQUITOS

O casal ao lado não é um dos nossos verdes periquitos como se pode verificar pela alvura das penas.
No entanto, quem já criou um casal de periquitos e, na caatinga nordestina são poucas as pessoas que não tiveram essa experiência, pelo menos quando criança, constata de imediato que a delicadeza e o aconchego do periquito branco com a periquita branca é genético, pois igual procedimento acontece com os casais dos nossos periquitos verdes.

Fato Histórico em Xique-Xique:ENERGIA TERMOELÉTRICA

ENERGIA TERMOELÉTRICA EM XIQUE-XIQUE


No dia 03 de maio de 1936, Xique-Xique, no Estado da Bahia, foi contemplada com a instalação de uma caldeira de fabricação inglesa para fornecimento de energia elétrica à cidade. O combustivel era a lenha, a energia produzida era de baixa qualidade, mas foi um ganho de qualidade de vida para os xiquexiquenses que até aquela data ainda usavam os lampiões à querosene para iluminar as ruas. Essa grande benfeitoria foi introduzida pelo Cel. Francisco Xavier Guimarães, Prefeito Municipal no quadriênio 1933/1938. Veja matéria sobre o assunto, publicada no Blog XIQUEXIQUE, no dia 09.04.2010.
Durante a campanha eleitoral de 1950 para a Prefeitura de Xique-Xique, o candidato eleito, Farmacêutico João Rodrigues Soares, colocou como principal pilar do seu discurso a melhoria da energia elétrica fornecida à Sede do Município, prometendo adquirir motores à óleo diesel para geração de energia elétrica em Xique-Xique e nos distritos de Central e Uibaí.
Ao ser empossado prefeito municipal o Sr. João Rodrigues Soares, mandato de 1951/1955, tratou, imediatamente de cumprir a sua principal promessa de campanha, enviando mensagens ao poder legislativo municipal pedindo autorização para a compra dos três motores que deveriam fornecer energia elétrica a Xique-Xique a aos distritos de Central e Uibái. Foi um procedimento relativamente rápido ante as inúmeras providências legais e burocráticas, que foram tomadas, pois, já no anos seguinte, 1952, Xique-Xique já contava com eletricidade, agora fornecida por um potente motor gerador de fabricação alemã, movido a óleo diesel, melhorando, consideravelmente a qualidade de vida da população, não obstante a energia continuar sendo fornecida apenas no horario de 18:00 às 22:00 horas.
A energia termoelétrica perdurou até o ano de 1981 quando a cidade recebeu a energia hidrelétrica de Paulo Afonso resolvendo em definitivo a precária situação.

Obs.: Informações extraídas e selecionadas do livro “Senhor do Bonfim e Bom Jesus de Chique-Chique” Ed. 1999 – Autor: Cassimiro Machado Neto.

sexta-feira, 30 de julho de 2010

PEDIDO AOS NOBRES COMENTARISTAS

COMENTÁRIOS ANÔNIMOS

O BLOG XIQUEXIQUE TEM IMENSA SATISFAÇÃO E ORGULHO EM RECEBER OS DIVERSOS COMENTÁRIOS QUE DIARIAMENTE CHEGAM SOBRE AS MATÉRIAS DO BLOG.
NO ENTANTO, POR UMA QUESTÃO DE PRINCÍPIOS, SOMENTE SÃO PUBLICADOS OS IDENTIFICADOS COM O NOME DO COMENTARISTA. POR MAIS ELOGIOSOS QUE SEJAM, OS COMENTÁRIOS ANÔNIMOS SÃO, DE IMEDIATO, DESCARTADOS.
EM FACE DISSO, ENCAREÇO AOS NOBRES COMENTARISTA QUE SE IDENTIFIQUEM E SE POSSÍVEL COLOQUEM O EMAIL PARA QUE EU TENHA A OPORTUNIDADE DE PODER AGRADECER PESSOALMENTE.
ANTECIPADAMENTE AGRADEÇO
JUAREZ CHAVES

Foto Antiga e Histórica: ESCOLA DE DATILOGRAFIA



PRIMEIRA TURMA DE DATILÓGRAFOS


Na década de 1930, a Profa. Nair Libório Coriolano, teve a lucidez de trazer para Xique-Xique (BA), a primeira escola de datilografia da cidade.
A foto registra os primeiros xiquexiquenses diplomados como datilógrafos, importante técnica de escrita mecânica que até hoje perdura.
Alguns que não estudaram a técnica e por isso mesmo desconhecem o famoso teclado da máquina de datilografia, também usado nos modernos computadores, insistem em mudar o nome do datilógrafo para "digitador". É bom que isso fique bem definido em termos de conceituação: DATILÓGRAFO é aquele que escreve utilizando todos os dedos das duas mãos, cada um deles acionando uma determinada letra no teclado; DIGITADOR é aquele que não tendo essa técnica usa apenas 2 ou 4 dedos das duas mãos, indistintamente. Eu, até hoje, me considero um DATILÓGRAFO, pois, diplomado em Xique-Xique, na Escola de Datilografia da Profa. Diva Dourado, aciono, hoje, o teclado do computador, que é o mesmo da máquina de datilografia, com os 10 dedos das mãos. Ainda guardo com carinho a minha máquina de datilografia, uma Olivetti, comprada nos anos 1970.
Participaram dessa primeira diplomação em datilografia, os xiquexiquenses João Soares, Rosentino, Joaquim Brito, Lameu Moraes, Nesinho Moraes, Gregório, Sindu, Osmar Guedes, Custódio Moraes, Eliza Lima, Elisabete Araújo, Arabela Novais, Quinércia Ramos e Felisbela Guedes.
PARABÉNS AOS PIONEIROS!!!

Fotos do Rio São Francisco: A BARCA E A CANOA

A BARCA E A CANOA

Era o tempo das barcas à vela e à vara, quando imperava a carranca abrindo os caminhos peloVelho Chico.
Contudo, para o canoeiro ou "paqueteiro", como era chamado em Xique-Xique, a visão da grande barca era sempre motivo de admiração, pois inevitável a comparação com a sua pequenina canoa a remo.
Piloto de canoa era, regra geral, pescador ou mini produtor que tirava o sustento da pequena lavoura plantada no humus deixado pelo rio, nas inúmeras ilhas que nele abundavam ou do pescado. Era na canoa ou "paquete" que o canoeiro trazia os seus produtos para vender na feira de Xique-Xique.
A barca, no entanto, era o meio utilizado para o transporte de grandes cargas que percorriam todo o São Francisco. Os barqueiros eram os transportadores e distribuidores dos produtos pelas cidades ribeirinhas, de Pirapora (MG) à Juazeiro (BA). Ganhavam no frete e, eventualmente, também exerciam o comercio ambulante e por conta própria com a venda de produtos no varejo às pequenas comunidades barranqueiras.
Hoje, ainda permanece a figura do canoeiro, remando a sua canoa, mas a barca à vela e à vara, há muito foi substituída pelas barcas a motor.
Foto: Marcel Gautherot (1910/1996)




terça-feira, 27 de julho de 2010

Fotos do Rio São Francisco: O VAPOR DJALMA DUTRA


O VAPOR SE ABASTECENDO

Esta foto, do Vapor DJALMA DUTRA, fixa um ritual comum na beira do Rio São Francisco. Era o momento em que o Vapor lançava a âncora em um ponto qualquer da viagem para se abastecer. As máquinas eram movidas a vapor e a lenha era o combustível necessário à produção desse vapor.
Era bonita, apesar do estrago ecológico, a movimentação dos "marinheiros" carregando os feixes de lenha e acondicionando-os no espaço apropriado perto da caldeira.
O tempo dos Vapores foi uma época romântica do Velho Chico que se passou e que não mais voltará. INFELIZMENTE!!!
Foto: Vapor Djalma Dutra de Marcel Gautherot (1910/1996)

Prefeito Municipal: FRANCISCO MARÇAL DA SILVA

Prefeito Francisco Marçal da Silva
– 1959-1963 –

Mandato: 07 de abril de 1959 a 08 de abril de 1963.
Presidentes da República:
Juscelino Kubitschek de Oliveira (31.01.1956-31.01.1961)
Jânio da Silva Quadros (31.01.1961-25.08.1961)
Pascoal Ranieri Mazzilli (25.08.1961-07.09.1961) e
João Belchior Marques Goulart (07.09.1961-1º.04.1964).
Governador da Bahia:
Juracy Montenegro Magalhães (07.04.1959-07.04.1963).
Juiz de Direito: Pedro Bento de Souza.

Francisco Marçal da Silva, nasceu no Distrito de Marrecas, hoje Iguira, município de Xique-Xique (BA), no dia 16.06.1914, filho de José Marçal da Silva e de Júlia Rosa da Silva. Iniciou os estudos com a sua madrinha e professora Amélia Borges Mariano e, mais tarde, foi aluno, também de D. Sinforosa Augusta Viana, famosa professora leiga de Xique-Xique. Começou a trabalhar ainda criança e aos 14 anos de idade já exercia o cargo de agente arrecadador municipal na administração do intendente coronel Manoel Teixeira de Carvalho (1928-1930), tendo permanecido até o início do mandato do Cel. José de Souza Nogueira (1933-1939). Em 1938 o jovem Francisco Marçal foi nomeado pelo Juiz de Direito Francisco Esteves da Silva para as funções de Escrivão de Paz e Oficial do Registro Civil de Nascimentos, Casamentos e Óbitos, com lotação no distrito de Pedras, pertencente ao município e à Comarca de Xique-Xique, exercendo estas atividades até 31 de julho de 1947, quando pediu exoneração. Nesse ano foi eleito vereador para a Câmara Municipal de Xique-Xique, tendo sido empossado no dia 16 de janeiro de 1948. Como vereador foi eleito 1º secretário da mesa diretora da Câmara, cargo que ficou até o dia 12 de abril de 1950, quando renunciou ao mandato para assumir a Coletoria Estadual da vila de Central, para a qual foi nomeado no dia 05 de janeiro de 1950, sendo, em 1951 transferido para a Coletoria Estadual de Xique-Xique. No ano de 1958 foi eleito prefeito municipal num pleito em que concorreram os poíticos Custódio B Moraes e Nelson Alves de Almeida, tendo assumido a Prefeitura no dia 07 de abril de 1957, substituindo o prefeito José Peregrino de Souza . Francisco Marçal da Silva se casou com a Profa. Anita de Carvalho e Silva, no dia 03 de julho de 1948, e dessa união tiveram os filhos: Araci Marçal de Carvalho, Ailton Marçal de Carvalho, Francisco Marçal Filho, João Batista Marçal de Carvalho, Jaci Marçal de Carvalho Dourado e Eni Marçal de Carvalho.
Francisco Marçal da Silva faleceu no dia 06 de janeiro de 2003, na cidade de Xique-Xique, estando sepultado no cemitério central da cidade de Chique-Chique.
A campanha política municipal que culminou com a eleição para a Prefeitura realizada no dia 03 de outubro de 1958 foi muito renhida, tendo o candidato Francisco Marçal disputado a eleição com dois outros cidadãos xiquexiquenses, Custódio B Moraes e Nelson Alves de Almeida, conseguindo a vitória graças ao forte apoio do prefeito José Peregrino de Souza.
Logo que assumiu a prefeitura, no dia 07 de abril de 1959, o prefeito Francisco Marçal da Silva escolheu os seguintes nomes para auxiliá-lo na administração municipal: Stellita Gonzaga, Avani Bessa Valverde e Felisbela de Miranda Guedes.
O 4º prefeito de Xique-Xique, eleito pelo povo, logo que assumiu a prefeitura municipal tomou contato direto com a pobreza do erário, situação que conhecia apenas por ouvir dizer. Não encontrou por parte do Governo Estadual, na pessoa do Governador Juraci Magalhães, nenhuma ajuda financeira que lhe permitisse iniciar alguma obra de vulto na cidade. Até para a recuperação do Grupo Escolar Cezar Zama, na época prédio de propriedade do Estado recebeu um sonoro não do Governo Estadual, tendo que recorrer à ajuda financeira da população de Xique-Xique para conseguir realizar a recuperação física e estrutural daquela Escola que era a única escola primária estadual da cidade.
Mas o prefeito Chico Marçal não era homem para desanimar com pouca coisa e com muito sacrifício e boa administração das verbas públicas conseguiu realizar, durante o seu mandato, as seguintes obras:
I) Concluiu a construção do prédio onde funciona o Ginásio Municipal Senhor do Bonfim e contratou os serviços do professor Antonio Alves de Castro para o cargo de diretor do referido Ginásio;
II) Fez, com os parcos recursos da Prefeitura e substancial ajuda financeira do povo, a reforma geral, quase uma reconstrução, do prédio das Escolas Reunidas César Zama, que se encontrava em ruínas e sem condições mínimas de funcionamento, embora esse imóvel pertencesse ao governo estadual;
III) Ampliou o sistema de limpeza urbana melhorando a qualidade de forma permanente nos quatro anos de sua gestão.
IV) Construiu uma rampa de acesso ao Rio São Francisco defronte ao Mercado Municipal e outra defronte à localidade de Ponta das Pedras, ao sul da zona urbana da cidade;
V) Construiu várias estradas municipais ligando a sede do Município a diversos distritos;
VI) Construiu o cemitério do Distrito de Iguira.
VII) Obteve a autorização para a criação do Curso de Formação para o Magistério Primário, que se instalou no de 1962.
Entre os Atos Administrativos do Prefeito Chico Marçal, destacam-se:
I) Em 1959 autorizou o Pastor Jonas Borges da Luz a instalar um sistema de alto-falantes na 1ª Igreja Batista da cidade;
II) Em 11 de abril de 1960, através do Decreto Municipal n° 28, determinou um novo zoneamento do Município, cuja divisão administrativa compreendia os distritos da Sede, Iguira, Tiririca e Copixaba;
III) Denominou de Praça Alan Kardec ao logradouro em frente ao Núcleo Espírita Agostinianos.
Na legislatura 1959-1963, época do mandato do prefeito Francisco Marçal, a Câmara Municipal de Xique-Xique funcionou com os seguintes vereadores: Aristóteles Marçal da Silva, Cleófano Dourado Lopes, Florisval Torres da Silva, Francisco Alves da Costa, Geraldo Regis de Oliveira, Humberto de Souza Nogueira, José Barbosa e Silva, José Clemente da Cunha, José Peregrino de Souza, Prim Gomes Barreto e Salvador Teixeira de Queiroz.
A Câmara Municipal contava com os seguintes suplentes: Ademar Gomes Paiva, Aurelino Macedo de Souza, Clóvis Peregrino de Souza, Dorival Alves de Santana e Edvaldo Alves Leite.

Eventos acontecidos durante a gestão do Prefeito Chico Marçal:
10 de maio de 1959: Nasceu Rosemira Santos da Costa, em Xique-Xique, filha de Pedro Pereira da Costa e de Claudemira Pereira de Assunção
12 de maio de 1959: Nasceu Gustavo Ruben da Franca Pinheiro, filho de Nilo Castelo Branco Pinheiro e de Mirbene da Franca Pinheiro.
18 de maio de 1959: Instalado em Xique-Xique o serviço de alto-falantes ‘A Voz Batista’.
07 de junho de 1959: Nasceu Marinalva Gonçalves da Cruz, filha de Selvino Gonçalves e de Matilde Gonçalves.
08 de junho de 1959: Nasceu Antonio Moreira Alves, na vila de Tiririca de Luizinho – atual cidade de Itaguaçu da Bahia, filho de Manoel Moreira de Lucena e de Edelvira Barros Alves.
18 de junho de 1959: Nasceu Armando Correia de Araújo, filho de Joaquim Correia de Araújo e de Antonia Francisca de Araújo.
14 de julho de 1959: Nasceu Cláudia Carvalho Cunha, filha de Claudionor Francisco Cunha e de Nenízia Carvalho Cunha.
31 de julho de 1959: Nasceu Zeila Rocha Pinheiro, na Fazenda Carnaúba, filha de Geraldino Freitas Rocha e de Odetina Pereira de Carvalho.
07 de agosto de 1959: Nasceu Márcia Cristiane Miranda Freitas, filha de Reinaldo de Oliveira Freitas e de Neyde Miranda Freitas.
15 de agosto de 1959: Nasceu Luiz Carlos Nogueira Bonfim, no distrito de Iguira, filho de Artur José do Bonfim e de Leopoldina Nogueira Bonfim.
30 de agosto de 1959: Nasceu Gildaci Nogueira Bessa, na vila de Iguira, filha de Bertolino de Sousa Nogueira e de Leda Coelho Nogueira.
09 de setembro de 1959: Nasceu Antonio Carlos Teixeira Barreto, filho de Anfrísio de Figueiredo Barreto e de Alice Teixeira Barreto.
15 de setembro de 1959: Nasceu Isaltina Pinheiro Santos, filha de Isaltino Pinheiro Santos e de Leny Pinheiro Santos.
23 de setembro de 1959: Nasceu Tânia Mires de Carvalho, filha de Nélson Feliciano de Carvalho e de Olindina Francisca de Carvalho.
17 de outubro de 1959: Nasceu Alberto Ribeiro Sampaio, filho de Alberto Gomes Sampaio e de Ondina Ribeiro Sampaio.
23 de outubro de 1959: Nasceu Joelson Pinheiro Meira, filho de Joel Firmo de Meira e de Maria Euza Pinheiro Meira.
10 de dezembro de 1959: Nasceu Consuelo Inês Oliveira Ramos, filha de Edílson Avelino Oliveira e Maria Inês Ramos.
01 de janeiro de 1960: Nasceu Gilmar Pinheiro Meira, filho de Valdomiro Firmo de Meira e de Abelita Pinheiro Meira..
1960: Começaram a circular, duas vezes por semana, entre Chique-Chique e Salvador, os ônibus da empresa Rodoviário São Francisco.
05 de junho de 1960: Nasceu José Antonio Pinheiro Leite, filho de Sandoval Alves Leite de Nívea Pinheiro Leite.
07 de junho de 1960: Nasceu Maristela Barbosa Meira, filha de José Barbosa e Silva e de Amélia Soares Barbosa
12 de junho de 1960: Nasceu Ilcene Lima Moreira, filha de Arcênio Rodrigues Lima e de Violeta Pereira Lima.
20 de junho de 1960: Virgílio Rodrigues Moreira faleceu no dia 20 de junho de 1960, em Chique-Chique, sendo sepultado no cemitério central da cidade.
18 de julho de 1960: Nasceu Adão Ferreira dos Santos, filho de Valdomiro Ferreira dos Santos e de Emília Santos.
20 de julho de 1960: Nasceu Helder Fernandes Nogueira, filho de Quintino de Souza Nogueira e de Darci Azevedo Fernandes.
30 de julho de 1960: Cyro de Medeiros Borges Neto se casou com Amélia Evangelista Franca Medeiros, na cidade de Osasco, estado de São Paulo. O casal teve os seguintes filhos: Sara de Medeiros Borges, Gedeão de Medeiros Borges, Elias Franca Medeiros, Alice de Medeiros Borges e Jeremias de Medeiros Borges.
17 de agosto de 1960: Nasceu Manoel Amâncio Feitosa Ramos, filho de Murilo de Albuquerque Ramos e de Geni Feitosa Ramos
22 de outubro de 1960: Nasceu Raul Muniz do Nascimento, na localidade de Piri, município de Sento Sé, estado da Bahia, filho de Pedro Muniz do Nascimento e de Odália dos Reis Muniz.
31 de dezembro de 1960: Nasceu Veralúcia Oliveira de Carvalho, filha de Antonio Francisco de Oliveira e de Odete Ribeiro dos Santos
1961: O pastor Edval Tolentino Sodré e sua esposa Gerda Reinke Sodré, missionários da Junta de Missões Nacionais da Convenção Batista Brasileira, chegaram para dirigirem a 1ª Igreja Batista.
1961: Foi inaugurada na cidade de Chique-Chique a agência do Banco do Fomento do Estado da Bahia S.A. – BANFEB. Alguns anos depois o Banco do Fomento do Estado da Bahia – BANFEB teve a razão social mudada para Banco do Estado da Bahia S.A. – BANEB.
07 de janeiro de 1961: Nasceu Antonio Ferreira Pedra, filho de Joaquim Ferreira Pedra e de Maria Pereira Pedra.
11 de janeiro de 1961: Nasceu José Pessoa de Carvalho, filho de Edgard Pessoa da Silva e de Dolores Pereira de Carvalho.
04 de março de 1961: João Alves de Araújo se casou com Gildete Durães de Araújo, na cidade de Januária, estado de Minas Gerais. O casal teve cinco filhos: Márcia Alves de Araújo, Edna Alves de Araújo, Maria Alice Alves de Araújo, Joana Angélica Alves de Araújo e João Carlos Alves de Araújo.
23 de março de 1961: Nasceu Eloísa dos Santos Ribeiro, filha de Vanderlino Honório dos Santos e de Marina Ribeiro dos Santos
29 de maio de 1961: Nasceu Everaldo Alves da Costa, filho de Francisco Alves da Costa e de Izabel Alves da Costa.
26 de julho de 1961: Nasceu Ana Maria Barreto Fraga filha de Anfrísio de Figueiredo Barreto e de Alice Teixeira Barreto.
28 de julho de 1961: Nasceu José Barboza Garcia, filho de Genézio Antonio Garcia e de Lídia Barboza da Silva.
11 de agosto de 1961: Nasceu Luiz Paulo Barbosa, filho de José Barbosa e Silva e de Amélia Soares Barbosa.
12 de setembro de 1961: Nasceu Sandra Suely Ramos de Oliveira, filha de Edílson Avelino de Oliveira e de Maria Inês Ramos.
22 de setembro de 1961: Foi criado pela Lei Estadual nº 1.494 o município de Uibaí (ex-vila de Canabrava do Gonçalo), desmembrado do município de Central que, por sua vez, havia sido desmembrado do município de Chique-Chique, em 12 de agosto de 1958. A instalação do município de Uibaí aconteceu no dia 07 de abril de 1963, com a posse de seu primeiro prefeito municipal, Pedro da Rocha Machado.
18 de dezembro de 1961: João Borges Paes Landim se casou com Leonice Feitosa Borges. O casal teve sete filhos: Eliane Feitosa Borges, Marcus Vinícius Feitosa Borges, Adriana Feitosa Borges, Carlos Augusto Feitosa Borges, Antonio Fernando Feitosa Borges e Adriano Feitosa Borges.
20 de janeiro de 1962: Pedro Alves da Costa se casou com Zilda Rodrigues da Costa. O casal teve os seguintes filhos: Josenilda Rodrigues da Costa, Joseny Rodrigues da Costa, Josenílson Rodrigues da Costa e Maria Virgínia Rodrigues da Costa Juvenal.
03 de fevereiro de 1962: Carlos de Souza Santos se casou com Lígia Filomena de Menezes Santos, na cidade de São Paulo, capital do estado de São Paulo. O casal tem os seguintes filhos: Lídice Menezes Santos, Lígian Oliveira dos Santos, Carlos de Souza Santos Júnior, Carla Divina Menezes Santos e Lidiane Menezes Santos.
1962: Começou a funcionar o curso de Formação para o Magistério Primário do Colégio Municipal Senhor do Bonfim.
18 de fevereiro de 1962: Nasceu Erivaldo Ferreira dos Santos, filho de Valdomiro Ferreira dos Santos e de Emília Santos.
22 de fevereiro de 1962: Nasceu Sandra Lucila da Franca Pinheiro, filha de Nilo Castelo Branco Pinheiro e de Mirbene Franca Pinheiro.
07 de abril de 1962: Nasceu Aderaldo Muniz do Nascimento, na localidade de Piri, município de Sento Sé, filho de Pedro Muniz do Nascimento e Odália dos Réus Muniz.
12 de abril de 1962: A Lei Estadual nº 1669 criou o município de Presidente Dutra (ex–vila de Lagoa de Canabrava), desmembrando-o do município de Uibaí. Sua instalação oficial se deu no dia 07 de abril de 1963, com a posse de seu primeiro prefeito e de sua primeira câmara municipal. Presidente Dutra, no sertão semi-árido da Bahia, ostenta o título de ‘Capital Mundial da Pinha’.
02 de maio de 1962: Nasceu Renato Pinheiro dos Santos, na Fazenda Boa Esperança, município de Chique-Chique, filho de José Francisco Pinheiro e de Joana Barboza dos Santos
18 de junho de 1962: Faleceu Antonio Rodrigues Felão, na cidade de São Paulo, capital do estado de São Paulo, onde foi sepultado. Havia nascido no dia 16 de janeiro de 1910, em Chique-Chique, estado da Bahia, filho de Roberto Rodrigues Felão e de Maria dos Santos. Além de sua cidade natal, ‘Felão’ – como os familiares e os amigos o chamavam – também residiu em Gentio do Ouro, estado da Bahia e em São Paulo, capital de São Paulo. Foi garimpeiro, lavrador e comerciante. Antonio Rodrigues Felão se casou com Joaquina Francisca Felão. O casal teve seis filhos: Manoel Francisco dos Santos Felão, Joaquim Rodrigues Felão, Delzuíta Felão Santos, Izabel Barreto Felão, Deijanira Rodrigues Felão e Garcias Rodrigues Felão.
22 de junho de 1962: Nasceu Josevaldo Silvino de Oliveira, na cidade de Chique-Chique, estado da Bahia, filho de Francisco Silvino de Oliveira e de Maria Pereira de Oliveira..
29 de junho de 1962: Nasceu Railda da Silva Santos, na Fazenda Saco, município de Chique-Chique, estado da Bahia, filha de Hermano Maurício de Deus e de Júlio Rodrigues Café.
27 de julho de 1962: A Lei Estadual nº 1760 criou o município de Jussara, desmembrando-o territorialmente do município de Central. Antes da emancipação do município de Central, ocorrida no dia 12 de agosto de 1958, Jussara era somente um povoado do município de Chique-Chique, com o nome de Chapada do Jacaré. A população não se conformou de se município de Central e fez um movimento político que resultou na criação do novo município, tendo o deputado estadual Djalma Bessa como patrono. O parlamentar sugeriu o nome ‘Jussara’, resultante da fusão do nome do presidente da República Juscelino Kubitschek de Oliveira e da esposa do presidente, Sara Kubitschek. O município de Jussara foi instalado no dia 07 de abril de 1963, com a posse de seu primeiro prefeito e de sua primeira câmara municipal.
03 de agosto de 1962: Nasceu Mariete Rodrigues da Cunha Araújo, filha de Herculano Gomes Cunha e de Risomar Rodrigues Cunha.
25 de agosto de 1962: Nasceu Maria da Penha Pereira Machado, filha de João Pereira Alves e de Maria Lúcia dos Santos
01 de setembro de 1962: Nasceu José Rodrigues Lima, filho de Pedro Rodrigues Lima e de Virgínia Galdino Lima.
22 de setembro de 1962: Nasceu Jorge Muniz de Souza, filho de Sebastião de Souza Viana e de Luzinete de Souza.
11 de novembro de 1962: Nasceu Zelinda Feitosa Lima, filho de Domingos Pereira Feitosa e Zélia Tomaz Feitosa.
28 de novembro de 1962: Nasceu João Pinheiro Bastos Filho, em Barra, estado da Bahia, filho de João Pinheiro Bastos e de Valmira Francisca Bastos.
09 de dezembro de 1962: Nasceu Maria Aparecida de Oliveira filha de Antonio Francisco de Oliveira e de Odete Ribeiro dos Santos.
09 de fevereiro de 1963: Nasceu José Carlos Feitosa Ramos, filho de Murilo de Albuquerque Ramos e de Geny Feitosa Ramos.
17 de março de 1963: Nasceu Evaldo Rodrigues Nunes, filho de Valdir Rodrigues dos Santos e de Carmita Nunes dos Santos..
07 de abril de 1963: Nasceu Dilton Correia de Araújo filho de Joaquim Correia de Araújo e de Antonia Francisca de Araújo.
OBS.: Informações extraídas e selecionadas do livro “Senhor do Bonfim e Bom Jesus de Chique-Chique” Ed. 1999 – Autor: Cassimiro Machado Neto.












segunda-feira, 26 de julho de 2010

Por do Sol em XIQUE-XIQUE (BA)

Nosso Por do Sol

Ao lado a foto que mostra a beleza e a serenidade do Lago Ipueira que banha a nossa querida Xique-Xique.
É pródiga a profusão de cores que surgem do reflexo do sol poente nas águas do Velho Chico, como que represadas no nosso Lago.
A simples visão dessa beleza líquida tanquiliza e traz a paz desejada por todos após um estafante dia de trabalho.
Durante muitos anos ou até mesmo séculos, o xiquexiquense teve o prazer de desfrutar dessa obra prima da natureza, bastando, para isso, que se dirigisse até o baixo cais alí existente, se sentasse em frente ao Lago e nada mais fizesse a não ser ficar olhando o por do sol.
MAS HOJE ISSO É IMPOSSÍVEL ANTE O OBSTÁCULO DO "PAREDÃO".
Derrubemos o "Paredão", antihigiênico e em perpétuo conflito com a saúde pública, antes que ele acabe com a cidade de Xique-Xique.

Crônica: Festa de Sant'Ana na Ilha do Miradouro em Xique-Xique (BA)



FESTA DE SANT'ANA DO MIRADOURO
Juarez Chaves
Não sei se a população de Xique-Xique ainda comemora o 26 de julho, dia de Senhora Sant'Ana, padroeira da comunidade residente na Ilha do Miradouro. Mas, na década de 1950 era uma das principais festas religiosas do Município, ansiosamente esperada por todos os moradores. Até rivalizava com a festa de Sant'Ana celebrada em Gameleira do Assuruá, comunidade serrana situada a 60 km de Xique-Xique e que atraia grande parte dos xiquexiquenses e gameleirenses. Era dia de muita reza para os adultos e de muita diversão para as crianças.
A Ilha do Miradouro é uma das principais ilhas pertencentes ao arquipélago que circunda a cidade de Xique Xique (BA). Conta a tradição que no ano de 1690, quando ali já existia um pequeno povoado e era costume festejar Senhora Sant'Ana, numa pequena capela, ainda existente (vide foto), Dona Inácia Araújo Pereira, viúva do português Dias d’Ávila, faz a doação da Ilha do Miradouro, que estava dentro da sua propriedade, para patrimônio da referida Santa.
Quando eu me entendi como gente, lá pelos idos dos anos 1950, a Ilha do Miradouro já pertencia a um rico fazendeiro de Xique Xique, que, mesmo residindo em outra cidade nunca criou impecilhos impedindo o acesso à Ilha, para a festa de Sant'Ana, no dia 26 de julho de cada ano.
Os festejos começavam, na realidade, no dia 18 de julho quando se iniciavam as novenas, que eram freqüentadas pelas pessoas residentes na Ilha do Miradouro e nas outras ilhas próximas. O dia mais animado e que contava com participação do povo de Xique Xique era o 26 de julho. Nesse dia as pessoas almoçavam mais cedo, pois, logo após, ainda com o sol das 14 horas, bastante quente, iniciava-se a romaria em direção à capelinha de Senhora Sant'Ana.
Minha Mãe, católica fervorosa, em companhia da sua genitora e de suas irmãs, nunca perdeu a festa em homenagem à Sant'Ana do Miradouro, mesmo tendo que percorrer, a pé, uma distância de mais de 5 km, percurso considerável levando-se em conta que era feito em pleno sol das 15 horas.
Chegando na Ponta da Ilha, localidade que fica em frente à Ilha do Miradouro, tínhamos que atravessar um pequeno braço do rio dentro de uma embarcação conhecida como paquete, uma espécie de canoa mais elaborada. Essa travessia sempre era feita no paquete de João Bandolim, pescador e canoeiro de confiança da família e que era casado com uma afilhada de minha avó materna.
Feita a travessia, coisa rápida e que não levava mais do que 20 minutos, tínhamos que caminhar, ainda uns 4 km até chegar ao pequeno povoado onde está localizada a Igreja de Senhora Santana ultrapassando os obstáculos como cercas, porteiras e muita areia e, mesmo assim, a minha avó materna, já com mais de 80 anos, nunca demonstrou cansaço nessa caminhada. Acredito que era na fé e na felicidade de rezar aos pés de Senhora Sant'Ana que ela encontrava forças para fazer a caminhada até a igreja, uma capelinha bastante modesta pintada de azul e com destaque para a imagem de Senhora Sant'Ana no altar principal. Em lá chegando, minha avó, acompanhada das filhas, ajoelhava-se ante a imagem da Santa e rezava o seu rosário (3 terços) pedindo saúde, felicidade e paz para toda a sua família.
A Igreja era circundada por vários seculares tamarindeiros que forneciam uma enorme sombra sob a qual a meninada se reunia para as brincadeiras enquanto os pais e avós rezavam. Era uma festa e a brincadeira consistia em colher jatobás e tamarindos além de irmos praticando a pontaria da baladeira mirando as lagartixas e passarinhos que se encontrava pelo caminho. Ainda não existia a consciência ecológica. Com era época da safra de tamarindos já chegávamos com um estoque de sal de cozinha para comer com tamarindo verde, que com pouco tempo tornava os nossos dentes totalmente embotados.
Terminada a reza do rosário, do ofício de Nossa Senhora e de algumas outras rezas dirigidas à padroeira Senhora Sant'Ana, já com o sol descambando anunciando a hora do ângelus, minha avó, com a mesma disposição da chegada anunciava a hora do retorno e juntos, como viemos percorríamos o caminho de volta até a beira do rio onde João Bandolim lá estava, com a fidelidade e cortesia de sempre, a nos esperar para mais uma travessia para Xique Xique.
Desejo registrar que os membros da família de Têra, minha mulher, dificilmente participavam da festa de Sant'Ana do Miradouro, pois como eram originários de Gameleira para lá se dirigiam com a antecedência que desse para participarem das novenas, preferindo assim, homenagear a Avó de Jesus em clima serrano a uma temperatura de 15 °. Ultimamente, há cerca de 5 anos, também aderi à festa de Sant'Ana na Gameleira, desde que a rodovia de 60 km que liga Xique-Xique àquela comunidade foi pavimentada com asfalto. Sobre a festa de Sant'Ana da Gameleira, publiquei crônica no dia 25 de julho.
No entanto, o que sempre me intrigou na festa de Sant'Ana do Miradouro foi a falta de um padre para celebrar, pelo menos no dia 26 de julho uma missa em honra da avó de Cristo. Não me lembro de ter visto algum pároco de Xique Xique se dispor a atravessar o rio, como os fiéis e naquela Igreja centenária presidir alguma celebração religiosa.

Fato Histórico - Esporte Clube Bahia de Xique-Xique (BA)

Fundado o Esporte Clube Bahia
– 18 de janeiro de 1959 –

Um grupo de idealistas de Xique-Xique, liderados por Adonias Santiago de Oliveira, Silvino Joaquim dos Santos, Joaquim Bartolomeu de Souza e Leopoldo Joaquim dos Santos, no dia 18 de janeiro de 1959, reunidos numa casa da Rua Pedro Mariani, resolveu fundar um time de futebol denominado Esporte Clube Bahia de Xique-Xique, entre outras coisas para fazer frente ao Flamengo de João Pacheco que estava dominando o futebol na cidade.
Após a confecção da ata de criação do Bahia, ocasião em que Adonias Oliveira foi eleito o primeiro presidente do time, os presentes à reunião, de imediato, passaram à escolha dos jogadores locais que poderiam compor o elenco do time recém criado. No final da reunião o Bahia de Xique-Xique estava composto pelos seguintes jogadores: CÍCERO, NILO, NENEM, PETU, ZÉ PRETINHO, FUMINHO, ZÉ BATATA, ZÉ REIS, BERTO, MANÇÃ DE QUINA E ZEZINHO DA LAPA.
No primeiro domingo após a criação do time, o Bahia enfrentou o Fluminense local, em jogo de estreia, conseguindo uma importante vitória de 3 x 1.

Foto Histórica: Voleibol em Xique-Xique (BA).



VOLEIBOL EM XIQUEXIQUE

Esta é realmente uma foto histórica. Obtida há 65 anos atrás, registra os 2 times de voleibol formados em 1945 pela juventude feminina de Xique-Xique.
Esses times, segundo informações dos mais velhos, fez um grande sucesso naquela época, não só pelo brilhantismo técnico das jogadoras, mas também e principalmente pela beleza inerente a cada uma dessas atletas, o que fazia com que as disputas tivessem uma grande plateia de torcedores, principalmente os rapazes que além da torcida organizada procuravam conquistar o coração de cada uma delas.
Das 11 beldades, consegui distinguir apenas as seguintes: DE PÉ: Avani Bessa, ........? Gislene Bastos (juíza), Geni Miranda e Tonica Teixeira; AGACHADAS: Marilúzia Moraes, .........?, .........?, Marialda Moraes, ..........?, .........?.
Alguém consegue destinguir todas as jogadoras? Aguardo as informações para completar o texto publicado.

domingo, 25 de julho de 2010

Crônica: A FESTA DE SANT'ANA NA GAMELEIRA (BA)


A FESTA DE SANTANA EM GAMELEIRA DO ASSURUÁ (BA)
Em julho do ano passado, precisamente no dia 26 encontrava-me em Gameleira do Assuruá para mais uma vez participar dos festejos religiosos em homenagem à Senhora Sant'Ana. Desde quando era menino em Xiquexique, ouvia os comentários sobre essa festa que se realizava numa pequenina vila situada no alto da Chapada Diamantina, num clima europeu de 15 graus. Era praticamente uma festa familiar promovida e freqüentada por todos os parentes que residiam ali ou em outras cidades. Na última semana de julho as pessoas que moravam fora de Gameleira, mesmo em outros Estados, começavam a chegar pois a festa não se resumia somente ao dia 26, o dia da Santa, mas por todo os 9 dias que o antecedia nos quais se celebram as novenas freqüentadíssimas por todos os gameleirenses. Antes da existência da pavimentação asfáltica que liga os 60 km entre Xiquexique (BA) e Gameleira, a viagem, contam os mais velhos, era uma verdadeira odisséia tendo-se que subir a Chapada passando por cima de um amontuado de pedras haja vista a inexistência de uma estrada mesmo precária. Somente alguns conhecedores do trecho e com um pouco de loucura se arriscavam a colocar o seu veículo, mesmo com tração nas 4 rodas. Entre esses “loucos” destacou-se Alberto Gomes Sampaio, ali nascido, que durante toda a sua vida produtiva incluiu a viagem para a Gameleira como fazendo parte da sua atividade comercial. Nunca deixou que gêneros de primeira necessidade viessem a faltar aos seus conterrâneos e, várias vezes por mês, subia a serra com o seu “jeep” e mais tarde num caminhãozinho repleto de mercadorias. Comecei a freqüentar a festa de Santana após a chegada do asfalto, algo em torno de 3 ou 4 anos e por influência da Terezinha, minha esposa, que é gameleirense e sempre me contava estórias sobre esse importante evento religioso. Realmente, a Festa de Santana é de uma beleza sem par. É emocionante se constatar a fé e o carinho piedoso com que os fiéis tratam Senhora Sant'Ana e o cuidado que têm para com o pequenino templo que sempre se apresenta impecavelmente limpo e pintado com as cores azul e branca. No que pese a importância da festa para comunidade, os sacerdotes somente aparecem para as celebrações dos dois últimos dias. A missa do dia 25 de julho, véspera da festa e último dia da novena, sempre é celebrada pelo Padre Paulo Ribeiro, filho da Gameleira e residente na cidade de São Paulo mas que, por nenhum motivo, deixa de estar presente. A sua missa, mesmo não sendo a do dia 26, para mim é a mais bonita, pois o Padre Paulo nascido e criado naquele lugarejo, faz, na sua homilia uma verdadeira viagem no tempo ao relembrar, nominalmente, todos os filhos dali, presentes, ausentes e mesmo os que já partiram dessa vida terrena. Como ninguém, conhece a vida e a história de cada uma das pessoas do lugar e faz desse conhecimento, na sua homilia, um momento de muito carinho e de muita emoção. As pessoas quedam num grande silêncio para ouvir o sacerdote relembrar as histórias de cada uma dessas pessoas. É um momento muito bonito e emocionante, principalmente para os gameleirenses. A procissão vespertina e a missa campal às 18 horas do dia 26 de julho, sempre são promovidas pelos padres sediados na Paróquia de Gentio do Ouro, sede do município a que pertence Gameleira. Chegam geralmente pela manhã para nesse período celebrarem os batizados e algum casamento programado para o dia. São sacerdotes vocacionados mas que por mais que se esforcem não exibem e beleza da missa celebrada pelo Padre Paulo, pois, lhes falta o conhecimento da cultura gameleirense. Além de serem padres oriundos de outros Estados da Federação, permanecem o ano todo residindo na Cidade de Gentio do Ouro e não têm um maior contato íntimo com o povo da Gameleira. Não obstante, isso não empana o brilho da festa ante a alegria do povo pela homenagem à sua padroeira. No ano de 2009, no entanto, a festa de Senhora Sant'Ana, na Gameleira, teve o seu brilho natural aumentado pela presença do ilustre Cidadão do Mundo Dom Luiz Flávio Cappio, Bispo da Diocese da cidade de Barra (BA), pastor da comunidade de Gameleira e que desejando prestigiar a homenagem à Mãe de Maria fez questão de celebrar a missa festiva do dia 26 de julho. A sua decisão de estar presente em Gameleira no dia de Sant'Ana foi alegremente esperada por todos ante o fato de os gameleirenses terem intimidade com aquele prelado muito antes dele ser sagrado Bispo. Ainda como Frei, foi morador, como ermitão e por muitos anos, numa modesta casa na Chapada Diamantina, próxima à Gameleira, frequentemente visitada por todo os que desejavam receber uma palavra de conforto. A sua elevação dentro da hierarquia católica não lhe tirou a humildade e a modéstia que sempre foram as suas características. Chegou a Gameleira às 9 horas do dia 26 tendo lá permanecido até às 19 horas quando se deu o encerramento da missa campal. Nesse intervalo Dom Luiz fez tudo o que tinha direito e o que lhe dava satisfação fazer. Fez batizados, abraçou os conhecidos, conversou com todos os que lhe cercavam e, para completar, ele próprio acionou o sino da pequenina igrejinha chamando os fiéis para a procissão. Pelo seu modesto vestuário somente as pessoas que o conheciam sabiam da sua alta posição na Igreja, pois, não havia a exibição de nenhum símbolo inerente à condição de bispo católico. Acompanhou toda a procissão caminhando ao lado dos outros padres, sem distinção. Eu o conhecia apenas por fotografias e pelos noticiários e, quando soube da sua presença na festa de Sant'Ana, em julho de 2009 fiquei satisfeito pois era uma oportunidade impar de estar bem próximo daquele grande homem público e lider religioso.
Infelizmente, por motivo superior, nascimento da minha 4ª neta, LAURINHA, no dia 22 deste mês, não pude comparecer à festa deste ano. Mas, para não passar em branco, relembro o grande evento religioso da comunidade gameleirense, republicando a crônica que fiz o ano passado, numa homenagem à Senhor Sant'Ana, Mãe de Maria, Avó de Jesus e padroeira de todos as avós.
O povo da Gameleira do Assuruá está de parabéns ao manter, por muitos anos, essa bonita devoção à Sant'Ana

quinta-feira, 22 de julho de 2010

AGRADECIMENTO AOS NOVOS SEGUIDORES



AGRADECIMENTO AOS NOVOS SEGUIDORES

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sábado, 17 de julho de 2010

Fato Histórico: Primeiro Promotor de Xique-Xique (BA)


LUIZ VIANA
Primeiro Promotor de Justiça de Xique-Xique
– 1871-1880 –

No ano de 1871 o Dr. LUIZ VIANA assumiu o cargo de Promotor de Justiça da Comarca de Senhor do Bonfim e Bom Jesus de Chique-Chique. Bacharel em Direito formado em 1870 pela Faculdade de Direito do Recife, o Dr. Luiz Viana, exerceu a função de Promotor de Justiça até o ano de 1880, tendo como Promotor Substituto o bacharel em Direito Fernando Olímpio Machado, natural de Xique-Xique.
Luiz Viana nasceu no dia 30 de novembro de 1846, em São José do Riacho, Município de Casa Nova (BA), e era filho do Sr. José Manuel Viana e de D. Inês Ribeiro Viana.
Logo que chegou em Xique-Xique adquiriu, por compra, a Fazenda Carnaúba, à qual vendeu ao Cel. Gustavo Teixeira da Rocha, em 1881 quando foi transferido da cidade para o Rio Grande do Sul.
Cas0u-se com D. Joana Gertrudes Viana – natural da cidade da Barra (BA), da união tiveram apenas um filho, Luiz Viana Filho, nascido em Paris (França) no dia 28 de março de 1908.
Em 1881 o promotor Dr. Luiz Viana é transferido para a cidade de Santa Cristina do Pinhal (RS) onde permanceu até o ano de 1886 quando retorna à Bahia para assumir cargo de Juiz de Direito da Comarca de Mata de São João, no recôncavo baiano, e daí transferido para a Comarca da cidade do Salvador (BA), onde chega a ser Desembargador e Presidente do Tribunal de Apelação, atual Tribunal de Justiça, daquele Estado.
Com a implantação do regime republicano em 15 de novembro de 1889, o Dr. Luiz Viana ingressou na carreira política tendo sido eleito senador constituinte do Estado da Bahia, onde chega ao cargo de Presidente do Senado.
Luiz Viana foi o único baiano a ter honra de ser presidente dos três poderes no Estado da Bahia: presidente do Tribunal de Justiça da Bahia, presidente do Poder Legislativo da Bahia e governador do estado da Bahia.
Deu-se em sua administração como Governador da Bahia (1896/1900) aquele que hoje é considerado o maior crime que o Estado já praticou em nossa História: a Guerra de Canudos,
Na cidade de Xique-Xique, onde foi Promotor de Justiça entre 1871 e 1880, o Dr. Luiz Viana tem o seu nome numa das praças mais antigas e da cidade bem como no fórum da comarca local.
O Dr. Luiz Viana faleceu a bordo do navio Limburgia, no dia 06 de julho de 1920, quando viajava com a família para Paris, com escala em Lisboa.
OBS.: Informações extraídas e selecionadas do livro “Senhor do Bonfim e Bom Jesus de Chique-Chique” Ed. 1999 – Autor: Cassimiro Machado Neto.

quarta-feira, 14 de julho de 2010

FALECIMENTO DO DR. MARINALDO BASTOS FIGUEIREDO

FALECIMENTO DO DESEMBARGADOR MARINALDO BASTOS FIGUEIREDO
É com pesar que noticio, através do Blog XIQUEXIQUE, o falecimento do Dr. Marinaldo Bastos Figueiredo, ocorrido na madrugada de hoje, na cidade do Salvador (BA), tendo sido sepultado no cemitério soteropolitano Jardim da Saudade às 16:00 horas.
Nos primeiros anos da década de 1960, convivi com o jovem Marinaldo numa pensão de estudantes em Salvador, época em que ele fazia o 2º ano do Curso de Direito na Universidade Federal da Bahia e eu fazia o 2º ano cienífico no Colégio Estadual da Bahia (CENTRAL).
Originário da cidade de Brotas de Macaúbas (BA)., o Bacharel Marinaldo compensava a origem humilde do interior do Estado com uma grande dedicação aos estudos jurídicos o que o levou a uma vida profissional repleta de constantes sucessos, tendo iniciado a caminhada com a aprovação para o Magistério Público onde exerceu a função de Pomotor de Justiça por alguns anos.
Aprovado em concurso para a Magistratura, o Promotor Marinaldo passou a exercer a nobre função de Juiz de Direito em várias cidades da Bahia, e, por muitos anos em nossa cidade de Xique-Xique, estando presente durante os mandatos dos Prefeitos João Durães (1973/1977), Reinaldo Braga (1977/1982) e Hélcio Bessa (1982/1983).
Após comprir a caminhada pelo interior baiano, o Juiz de Direito Marinaldo foi guindado à Magistratura da Capital Baiana, onde após alguns anos de competentes julgamentos passou a compor o Pleno do Tribunal de Justiça da Bahia, onde se aposentou como Desembargador.
Casado com D. Maria Cavalcante Figueiredo, filha da cidade de Barra (BA), o Desembargador Marinaldo deixa filhos e netos.
À Família enlutada, apresento os meus pêsames por tão precoce passamento e pela irreparável perda.
Juarez Moraes Chaves

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domingo, 11 de julho de 2010

Fato Histórico: O NAUFRÁGIO DO VAPOR SANTA CLARA


NAUFRÁGIO DO VAPOR “SANTA CLARA”

Na madrugada do dia 14 de janeiro de 1932, o vapor “Santa Clara” pertencente à Cia Industria e Viação de Pirapora, naufragou em frente à Ilha Champrona, perto de Xique-Xique (BA). No acidente, causado por um vento muito forte (quase um tufão), morreram 8 pessoas com grande prejuízo material , haja vista ser o vapor recém fabricado estando fazendo a segunda viagem pelo Rio São Francisco.
Ante o inusitado do evento a população da cidade ficou bastante abalada e muitos foram os curiosos que se dirigiram, de paquete, para a ilha onde ocorreu o sinistro.
No mesmo dia do naufrágio o vapor afundado foi socorrido pelo Vapor “Benjamim Guimarães” sob a direção do Comandante Carlos Mendonça, que por ali passava fazendo o mesmo percurso, mas, ante o alto nível das águas do rio, que estava na época da cheia, todo o esforço despendido foi infrutífero para o salvamento do vapor. A empresa proprietária do “Santa Clara” limitou-se a ficar vigilante no local do naufrágio, guarnecendo o casco submerso e aguardando a baixa das águas.
No dia 09 de abril do mesmo ano chegou ao local do naufrágio o vapor "São Francisco" com todo o aparelhamento necessário para fazer flutuar o casco do vapor “Santa Clara” que ainda estava submerso. Os serviços foram dirigidos pelo engenheiro Otávio Carneiro, diretor da firma proprietária do vapor naufragado, auxiliado por outros técnicos com destaque para os comandantes de vapor Carlos Mendonça e Manoel Nogueira, da Cia. Indústria e Viação de Pirapora, além de escafandristas, marinheiros, carpinteiros, eletricistas, caldeireiros e recursos mecânicos, tais como chatas, guinchos, moitões, macacos, trilhos, vigas, dormentes, cabos de aço e injetores de porões.
Mas, todo esse esforço foi em vão e o casco do “Sana Clara” nunca foi retirado do fundo do rio São Francisco.
Quando eu era menino em Xique-Xique, havia uma lenda contada pelos moradores das ilhas próximas à cidade que nas noites de lua cheia o “Santa Clara” aparecia navegando na rio, com todas as luzes acesas. Se é verdade eu não sei. Só sei que todo mundo contava essa história.
(A foto do vapor é apenas ilustrativa. Não é o "Santa Clara")
OBS.: Informações extraídas e selecionadas do livro “Senhor do Bonfim e Bom Jesus de Chique-Chique” Ed. 1999 – Autor: Cassimiro Machado Neto.

Propaganda Antiga:O SABONETE EUCALOL

SABONETE EUCALOL

Os mais velhos, os sexagenários, ainda se lembram do Sabonete Eucalol. Era o sabonete que trazia, na sua caixa, 3 estampas. Eram as Estampas do Sabonete Eucalol, muito procuradas pela garotada que as usava para colecionar ou apostar no jogo do bozó (dados).
Afora as Estampas, o sabonete Eucalol não tinha nada de especial, a não ser uma cor esverdeada e um cheiro forte de eucalipto o que de início foi rejeitado pelos brasileiros que estavam acostumados com sabonetes de perfume suave nas cores branca ou rosa.
Para compensar a rejeição popular e aumentar as vendas, o Eucalol, a partir de 1930 adotou a prática de colocar na embalagem do sabonete 3 estampas diferenciadas para incentivar o colecionismo. Esse brinde caiu no gosto do povo que compravam o sabonete não pelo produto em si mas para adqurir as estampas que passaram a ser consideradas um material incentivador da cultura, possuidor de cunho didático e um ótimo referencial de aprendizagem.
O sabonete EUCALOL na década de 1950, para aumentar as vendas que já estavam em declínio, lançou campanhas publicitárias destacando as estrelas nacionais, em contraponto às campanhas promovidas pelo sabonete Lever que enfatizava as estrelas internacionais.
Com a chegada das multinacionais as vendas do sabonete Eucalol sofreram considerável baixa e a partir de 1957 as estampas deixaram de ser ofertadas nas embalagens. O sabonete ainda continuou a ser vendido até o anos de 1980 quando a fabrica foi totalmente fechada.

Prefeito Municipal - JOSÉ PEREGRINO DE SOUZA


Prefeito José Peregrino de Souza
– 1955-1959


Eleição: 03 de outubro de 1954.
Diplomação: 31 de março de 1955.
Mandato: 07 de abril de 1955 a 07 de abril de 1959.
Presidentes da República:
Luiz Café Filho(24.08.1954-09.11.1955);
Carlos Coimbra da Luz (09.11.1955-11.11.1955)
Nereu de Oliveira Ramos (11.11.1955-31.01.1956) e
Juscelino Kubitschek de Oliveira (31.01.1956-31.01.1961).
Governador da Bahia:
Antonio Balbino de Carvalho Filho (07.04.1955-07.04.1959).
Juiz da Comarca: Pedro Bento de Souza.

O Sr. José Peregrino de Souza, eleito prefeito de Xique-Xique na eleições realizadas em outubro de 1954, demonstrou ser um político competente, vez que conseguiu derrotar em renhido pleito o experiente político de Central, Sr. Felinto Pires Maciel que durante o período de 1948 1951 exercera o mandato de vereador em Xique-Xique, representando o importante distrito de Central. A vitória foi um feito notável, pois o Sr. José Peregrino de Souza não era tão conhecido na sede do município e nunca fora eleito para um mandato legislativo.
O ainda candidato José Peregrino de Souza, sensibilizado com a inexistência de um Curso Ginasial em Xique-Xique, impossibilitando que os mais pobres pudessem galgar mais um degrau após a conclusão do Curso Primário, no Prédio Cezar Zama, única escola pública da cidade, decidiu incluir como prioridade no seu programa de governo, a criação de um ginásio na cidade. Era um sonho, na época, considerado quase impossível devido á extrema burocracia nesse sentido.
Ao tomar posse, no dia 07 de abril de 1955 e escolher os seus auxiliares representados pelos Secretários Crispim de Amorim Coelho e Carlos Ribeiro Rocha e pela Tesoureira Zulmira Marçal da Silva, o prefeito eleito se lançou por inteiro no seu projeto da criação do ginásio.
De início sentiu que a luta não seria fácil, pois o sucesso do empreendimento dependia, também, da boa vontade da Câmara de Vereadores órgão onde deveria ser aprovado o projeto do ginásio que seria elaborado e enviado pelo poder Executivo. E, ali, o Poder Executivo não tinha maioria. Seria uma grande batalha, de um lado o Prefeito querendo criar um curso ginasial na cidade, e do outro lado a Câmara de Vereadores com maioria oposicionista, pronta a impedir que o Executivo cumprisse a sua mais importante promessa de campanha. O Prefeito mesmo tendo consciência de que não dispunha de votos suficientes e necessários enviou o projeto do ginásio.
Enquanto o Poder Legislativo Municipal acolhia e estudava o projeto de criação do Ginásio Municipal Senhor do Bonfim o prefeito José Peregrino de Souza, diplomaticamente, buscava dialogar com os vereadores da oposição, buscando convencê-los da importância histórica da aprovação de medida tão significativa para a sociedade xiquexiquense.
O corpo-a-corpo entre o poder executivo e o poder legislativo exigiu muita paciência, sagacidade política e jogo de cintura do novo prefeito que, após muita luta conseguiu ver aprovada o sua promessa de campanha, a vitória maior do seu governo a criação do Ginásio Municipal Senhor do Bonfim. Essa grande luta entre o Prefeito Municipal José Peregrino de Souza e a Câmara de Vereadores de Xique-Xique, no período de 1955 a 1959 para a criação do Ginásio Senhor do Bonfim, já foi parcialmente contada na matéria “O Ginásio Senhor do Bonfim e o Bolsa Família”, publicada no Blog XIQUEXIQUE no dia 23.jan.2010.
Estando o seu principal projeto de governo nas mãos dos vereadores, enquanto conversava com os mesmos o Prefeito partiu para a realização de outras obras menores mas de muita importância para o grande município que agora governava:
I) Não obstante a grande falta de recursos financeiros, mandou recuperar todas as estradas do Município, por onde trafegavam os poucos caminhões e automóveis existentes, além dos carros-de-bois, das tropas de burro, das boiadas e dos habitantes montados a cavalo.
II) Visitou pessoalmente os lugares mais castigados pela falta de água, verificando o que deveria ser feito e tomando as providências para minimizar os graves problema de falta d’água provocados pela seca.
III) Providenciou uma total recuperação nas escolas públicas das vilas de Iguira, Copixaba, Tiririca, Uibaí e Central, locais que dispunham de pequenos prédios escolares, de ensino primário.
IV) O posto de puericultura da cidade, construído em administração anterior, fazia atendimentos apenas à saúde da criança e, na melhor das hipóteses alguma ajuda e orientação às futuras mães, no que pese Xique-Xique contar com 3 filhos médicos: Dr. Clodoaldo de Magalhães Avelino, Dr. Britoaldo de Magalhães Miranda e Dr. Hélcio Bessa.
Visando melhorar o atendimento médico que estava sendo realizado no Posto de Puericultura, o Prefeito tomou as seguintes providências:
a) substituiu os equipamentos médicos, por outros mais novos:
b) providenciou medicamentos básicos, para distribuição gratuita aos pacientes de menor condição financeira;
c) ampliou o quadro clínico, incorporando os três médicos da cidade nos trabalhos de atendimento e alongando os horários de atendimento a todos;
V) Adquiriu, , o serviço de alto-falantes da Voz da Liberdade que foram leiloados pela Justiça Federal para que permanecessem em Xique-Xique, alegrando a cidade com as músicas divulgadas pelos auto-falantes espalhados por diversas ruas.
No quadriênio 1955-1959 a Câmara Municipal de Xique-Xique compunha-se dos seguintes vereadores: Artur José do Bonfim (Marrecas), Benjamim Alves de Almeida (Copixaba), Cantídio Pires Maciel (Central), Eliezer Rocha (Uibaí), Eusébio Ferreira de Brito (Central), Francisco Nunes de Souza (Sede), José Clemente da Cunha (Sede), Pedro da Rocha Machado (Uibaí), Pedro Machado (Chapada do Jacaré), Samuel Rodrigues Soares (Sede) e Valdomiro do Rosário Borges (Sede).
Dos onze vereadores eleitos, somente cinco apoiavam o Prefeito José Peregrino de Souza: Artur José do Bonfim (Marrecas), Benjamim Alves de Almeida (Copixaba), Eliezer Rocha (Uibaí), Eusébio Ferreira de Brito (Central) e Samuel Rodrigues Soares (Sede).
A lista de suplentes estava composta pelos seguintes nomes: Humberto de Souza Nogueira (Sede), João Custódio de Moraes (Sede); Jubilino Fernandes de Souza (Uibaí) e Nizan Gomes (sede).
A legislação determinava o período de um ano para o mandato dos membros da mesa diretora da Câmara Municipal.
No ano de 1955 a mesa diretora da Câmara Municipal de Xique-Xique foi presidida pelo vereador Eusébio Ferreira de Brito, eleito pelo distrito de Central. Nesse ano legislativo aconteceu o desaparecimento do livro de atas da Câmara Municipal, perdendo-se, assim todos os registros, contidos naquele livro.
No ano de 1956 a mesa diretora foi presidida pelo vereador , Pedro da Rocha Machado, eleito pelo distrito de Uibaí.
No ano de 1957, a mesa diretora da Câmara foi presidida pelo vereador Samuel Rodrigues Soares, eleito pela Sede.
Durante a gestão do Prefeito José Peregrino de Souza, aconteceram os eventos:
14 de abril de 1955: Nasceu José Geraldo Ribeiro dos Santos, na cidade de Chique-Chique, estado da Bahia, filho de Claudionor Rodrigues do Nascimento e de Maria Angélica Ribeiro dos Santos.
18 de abril de 1956: Nasceu Rodrigo Leite Bessa, na cidade de Chique-Chique, estado da Bahia, filho de Edvando Guimarães Bessa e de Valdete Leite Bessa.
20 de maio de 1955: Nasceu Francisco Marçal Filho, na cidade de Chique-Chique, estado da Bahia, filho de Francisco Marçal da Silva e de Anita de Carvalho e Silva.
23 de junho de 1955: Nasceu João Ferreira dos Santos, na cidade de Chique-Chique, estado da Bahia, filho de Valdomiro Ferreira dos Santos e de Emília Santos.
30 de julho de 1955: Nasceu Alcion de Souza Barreto, na cidade de Chique-Chique, estado da Bahia, filho de Joel de Figueiredo Barreto e de Nair Moreira Barreto
08 de dezembro de 1955: Nasceu Melquíades Pereira do Nascimento, na cidade de Chique-Chique, estado da Bahia, filho de João Pereira da Costa e de Angélica Macedo do Nascimento.
14 de dezembro de 1955: Nasceu Clara Rocha Pereira, na cidade de Chique-Chique, estado da Bahia, filha de Saturnino Cardoso Rocha e Petronília Rocha.
21 de dezembro de 1955: Nesta data, em plena Legislatura 1955-1959, sumiu, de forma desconhecida e misteriosa, um dos mais importantes livros de atas da Câmara Municipal de Chique-Chique. Alguma pessoa anônima, provavelmente um servidor da casa ou um membro do Poder Legislativo Municipal de Chique-Chique, tomou consigo o citado livro e o fez desaparecer. Investigações foram efetuadas, mas o livro não foi encontrado e nem pistas de quem possa tê-lo feito desaparecer. Todos os registros históricos, de longo período do Poder Legislativo Municipal, desapareceram e ficaram perdidos para sempre.
14 de janeiro de 1956: Nasceu Clarice Pereira de Souza, na cidade de Chique-Chique, estado da Bahia, filha de Amando Pereira de Souza.
10 de maio de 1956: Nasceu Maria da Glória Carvalho Santos, na cidade de Chique-Chique, estado da Bahia, filha de Adonias Oliveira de Carvalho e de Ernestina Batista de Carvalho
15 de maio de 1956: Nasceu José Renato de Carvalho, na vila de Tiririca de Luizinho – atual cidade de Itaguaçu da Bahia –, município de Chique-Chique, estado da Bahia, filho de Iracema Pereira de Carvalho.
26 de junho de 1956: Nasceu Everaldo Nilo da Franca Pinheiro, na cidade de Chique-Chique, estado da Bahia, filho de Nilo Castelo Branco Pinheiro e de Mirbene Franca Pinheiro.
24 de agosto de 1956: A Câmara de Vereadores de Chique-Chique aprovou o projeto do Prefeito Municipal José Peregrino de Souza criando o Ginásio Senhor do Bonfim para ministrar o curso ginasial na cidade de Chique-Chique, cuja inauguração solene aconteceu no dia 1º de março de 1959, entrando em efetiva atividade no dia seguinte, ou seja, no dia 02 de março de 1959.
1956: No segundo semestre deste ano, o presidente da República, Juscelino Kubitschek de Oliveira (1956-1961), assinou ordem de serviço determinando a construção da rodovia encascalhada interligando os municípios de Chique-Chique e Feira de Santana.
22 de outubro de 1956: Nasceu Maria Gorete do Nascimento Melo, na localidade de Piri, no município de Sento Sé, estado da Bahia, filha de Pedro Muniz do Nascimento e de Odália Dos Reis Nascimento.
16 de novembro de 1956: Nasceu Geraldo Francisco Pinheiro, na cidade de Chique-Chique, estado da Bahia, filho de Antonio Francisco Pinheiro e de Petronília Francisca Pinheiro.
03 de dezembro de 1956: Romildo de Lima Miranda se casou com Abigail Bessa Miranda, na cidade de Chique-Chique, estado da Bahia. O casal teve três filhos: Romildo Tércio Bessa Miranda, Maria de Cássia Miranda Ernesto e Milena Maria Bessa Miranda.
07 de março de 1957: A Câmara Municipal de Chique-Chique aprova projeto dos vereadores Cantídio Pires Maciel, Pedro Machado e Samuel Rodrigues Soares sobre encaminhamento da emancipação política de Central, que será enviado à Assembleia Legislativa da Bahia pedindo homologação.
19 de março de 1957: Nasceu José Carlos Paz Rodrigues, na cidade de Chique-Chique, estado da Bahia, filho de José Rodrigues e Eva Silva Paz Rodrigues
24 de março de 1957: Nasceu Edílson Rodrigues da Cruz, na cidade de Chique-Chique, estado da Bahia, filho de Durval Alves da Cruz e de Lourdes Rodrigues da Cruz.
19 de abril de 1957: Nasceu Claudionor Cunha Júnior, na cidade de Chique-Chique, estado da Bahia, filho de Claudionor Francisco Cunha e de Nenízia Carvalho Cunha.
21 de abril de 1957: Valdomiro Firmo de Meira se casou com Abelita Pinheiro Meira, na Igreja Matriz Senhor do Bonfim, na cidade de Chique-Chique, estado da Bahia. O casal teve oito filhos: Jorge, Juarez, Gilmar, Giselda, Josenias, Gisalda, Josivaldo e Jâmison.
03 de maio de 1957: Foi fundada a Colônia dos Pescadores Z-37 da Cidade de Chique-Chique, sendo seus principais articuladores e principais fundadores Domingos Alves da Costa, José de Assis Ribeiro, João Pereira da Costa, Francisco Pereira da Costa, José Alves da Costa, Francisco Alves da Costa, Germano Pereira Filho e Justiniano Ferreira da Silva.
06 de maio de 1957: Nasceu José Francisco Gonçalves dos Santos, na Fazenda Milho Verde, município de Chique-Chique, estado da Bahia, filho de Dilça Vargas dos Santos e de Luís Gonçalves dos Santos.
02 de junho de 1957: Nasceu Joana da Costa Cruz, na cidade de Chique-Chique, estado da Bahia, filha de Manoel Alves da Costa e de Zulmira Francisca dos Santos..
13 de junho de 1957: Nasceu Vanda Martins Sampaio, na vila de Central, município de Chique-Chique, estado da Bahia, filha de Alexandre Casimiro Machado e de Basilice Martins Machado.
14 de julho de 1957: O Dr. Clodoaldo de Magalhães Avelino fundou a Escola Confessional José Petitinga, na cidade de Chique-Chique, estado da Bahia. A instituição está ligada ao Centro Espíritas Agostinianos da referida cidade.
15 de agosto de 1957: Nasceu Jorge Pinheiro Meira, na cidade de Chique-Chique, estado da Bahia, filho de Valdomiro Firmo de Meira e de Abelita Pinheiro Meira..
15 de agosto de 1957: Nasceu Marli Neres Nepomoceno, na cidade de Chique-Chique, estado da Bahia, filha de Lindolfo Neres Nepomoceno e de Graciana Ferreira Nepomoceno. e Chique-Chique.
20 de setembro de 1957: Nasceu Everaldo Leite Bessa, na cidade de Chique-Chique, estado da Bahia, filho Edvando Guimarães Bessa e de Valdete Leite.
09 de outubro de 1957: Nasceu Hormito Hormes Filho, na cidade Chique-Chique, estado da Bahia, filho de Hormito Hormes e Darcy Carvalho Hormes.
10 de outubro de 1957: Nasceu Delzuíta Pereira de Melo Santos, no distrito de Iguira, município de Chique-Chique, estado da Bahia, filha de Juracy Barbosa de Melo e de Maria Hermínia de Melo.
28 de novembro de 1957: Nasceu Ilsa Maria Carvalho Lobo, na cidade de Chique-Chique, estado da Bahia, filha de David Pereira de Carvalho e de Evonaide Teixeira de Carvalho
18 de dezembro de 1957: Nasceu João Guedes de Carvalho, na cidade de Chique-Chique, estado da Bahia. Torna-se funcionário público estadual e ingressa na política, tornando-se vereador na eleição de 1992.
26 de dezembro de 1957: Nasceu Dílson Ferreira dos Santos, na cidade de Chique-Chique, estado da Bahia, filho de José Rodrigues dos Santos e de Ana Ferreira dos Santos.
29 de dezembro de 1957: Murilo de Albuquerque Ramos se casou com Geny Feitosa Ramos, na cidade de Chique-Chique, estado da Bahia. A cerimônia foi celebrada no templo da Igreja Matriz Senhor do Bonfim, celebrada pelo padre Francisco, pároco local. O casal teve os seguintes filhos: Manoel Amâncio Feitosa Ramos, Antonio Feitosa Ramos Neto, José Carlos Feitosa Ramos, Marcos Vinícius Feitosa Ramos e Danillo de Albuquerque Ramos Sobrinho.
19 de janeiro de 1958: Nasceu Edson Alves da Cruz, na cidade de Chique-Chique, estado da Bahia, filho de Durval Alves da Cruz e de Nilza Marcelino Rodrigues..
27 de fevereiro de 1958: Nasceu Rôse Narlê Oliveira Silva, na cidade de Chique-Chique, estado da Bahia, filha de Florentino Oliveira Silva e Edite Pereira Silva.
06 de abril de 1958: Dr. Hélcio Bessa e a Dra. Joselita Bastos Bessa contraem matrimônio, na cidade de Chique-Chique, estado da Bahia, nesta data; posteriormente este casal de médicos funda a Clínica Alexandrina Bessa, situada na Rua monsenhor Costa, centro de Chique-Chique.
05 de maio de 1958: Nasceu Edna Maria da Silva Bonfim, na vila de Tiririca de Luizinho – atualmente Itaguaçu da Bahia –, município de Chique-Chique, estado da Bahia, filha de Plácido Alves de Almeida e de Delzuíta Maria da Conceição Almeida.
12 de junho de 1958: Nasceu Romildo Tércio Bessa Miranda, na cidade de Chique-Chique, estado da Bahia, filho de Romildo de Lima Miranda e de Abigail Bessa Miranda.
15 de junho de 1958: Nasceu Arlete Pires de Carvalho e Figueiredo, na vila de Tiririca de Luizinho – atual cidade de Itaguaçu da Bahia –, município de Chique-Chique, estado da Bahia, filha de Alberto Pires de Carvalho e de Eunice Pereira do Nascimento
29 de junho de 1958: João de Almeida Cunha se casou com Evandite Medeiros de Almeida, em Iraquara, estado da Bahia. O casal teve quatro filhos: Armando Medeiros de Almeida Neto, Adalberto Medeiros de Almeida, Gilvânia Medeiros de Almeida Dourado e Agdo Medeiros de Almeida.
09 de julho de 1958: Nasceu Rui Castro Avelino de Oliveira Rocha, em Gentio do Ouro, estado da Bahia. Tornou-se comerciante em Chique-Chique e ingressa na política elegendo-se vereador no pleito de 1982. Presidiu a mesa diretora da Câmara Municipal de Chique-Chique no biênio 1987-1988.
10 de julho de 1958: Nasceu Marlene Cunha Fontes, na cidade de Chique-Chique, estado da Bahia, filho de Nizan Gomes Cunha e Maria Peregrino Cunha
12 de agosto de 1958: O governador do estado da Bahia, Antonio Balbino de Carvalho Filho, sancionou a Lei Estadual nº 1017, aprovada pela Assembleia Legislativa, que criou o município de Central, desmembrando-o do município de Chique-Chique. O novo município incorpora as vilas de Uibaí e Presidente Dutra, além dos enormes e importantes povoados de Chapada do Jacaré (atual Jussara), São Gabriel e Riacho de Areia (atual vila de Hidrolândia). O município de Central foi instalado no dia 07 de abril de 1959 com a posse de seu primeiro Prefeito Municipal Eusébio Ferreira de Brito, que administrou o município até o dia 07 de abril de 1963.
25 de agosto de 1958: Nasceu Daudth Cruz Lima, na cidade de Chique-Chique, estado da Bahia, filho de Wilson Pereira Lima e de Ana Cruz Lima.
25 de agosto de 1958: Faleceu Abdias Ferreira de Carvalho, na cidade de Chique-Chique, estado da Bahia.
02 de setembro de 1958: Nasceu Joeuza Pinheiro Meira, na cidade de Chique-Chique, estado da Bahia, filha de Joel Firmo de Meira e de Maria Euza Pinheiro Meira.
05 de outubro de 1958: Nasceu Aurelita de Almeida Pinheiro, na cidade de Chique-Chique, estado da Bahia, filha de Valdemar Almeida Lobo e de Francisca Xavier do Nascimento.
18 de outubro de 1958: Nasceu Nívea Cristina Pinheiro Leite Sampaio, na cidade de Chique-Chique, estado da Bahia, filha de Sandoval Aves Leite de Nívea Pinheiro Leite.
23 de novembro de 1958: Foi inaugurada a agência postal telegráfica de Chique-Chique, pertencente ao Departamento de Correios e Telégrafos, à Rua Monsenhor Costa, n° 132; posteriormente ela se transferiu para a Rua Coronel Manoel Teixeira de Carvalho, n° 91.
03 de dezembro de 1958: Francisco Marçal da Silva foi eleito Prefeito Municipal de Chique-Chique, derrotando Custódio B Moraes e Nélson Alves de Almeida. Na mesma data, Djalma Alves Bessa se elegeu para o segundo mandato de deputado estadual.
19 de dezembro de 1958: Nasceu Joelmir de Souza Barreto, na cidade de Chique-Chique, estado da Bahia, filho de Joel de Figueiredo Barreto e de Nair Moreira Barreto.
24 de dezembro de 1958: Nasceu Dislai Ferreira Evangelista, na Fazenda Talhado, no distrito de Presidente Dutra, no recém-emancipado município de Central, estado da Bahia, filho de Antonio Evangelista de Oliveira e de Marfisa Ferreira de Oliveira
28 de dezembro de 1958: Francisco Marçal da Silva foi diplomado Prefeito Municipal de Chique-Chique pelo Juiz da 68ª Zona Eleitoral.
1959: Grande seca ocorreu em todo o sertão da Bahia, afligindo e maltratando milhões de pessoas das camadas mais pobres, fazendo muitas vítimas e afugentando milhares que emigram para outras regiões do país em busca de sobrevivência.
18 de janeiro de 1959: Foi fundado o Esporte Clube Bahia, na cidade de Chique-Chique, estado da Bahia, pelos desportistas Adonias Santiago de Oliveira, Silvino Joaquim dos Santos, Joaquim Bartolomeu de Souza e Leopoldo Joaquim dos Santos; a reunião ocorreu à Rua Conselheiro Pedro Mariani.
01 de março de 1959: José Peregrino de Souza, Prefeito Municipal de Chique-Chique, inaugurou com grande e concorrida solenidade o Ginásio Municipal Senhor do Bonfim, estando presente o futuro sucessor no cargo, Francisco Marçal da Silva, eleito no dia 03 de dezembro de 1958.
01 de março de 1959: Foi inaugurada a Escola Batista, situada à Rua Virgílio Bessa, na cidade de Chique-Chique, estado da Bahia, oferecendo o Curso Primário completo.
01 de março de 1959: Nasceu Gilmar Lustosa Barreto, na cidade de Juazeiro, estado da Bahia, filho de Walter de Figueiredo Barreto e de Aracy Lustosa Barreto.
02 de março de 1959: Entrou em efetiva atividade letiva o Ginásio Municipal Senhor do Bonfim, na cidade de Chique-Chique, estado da Bahia. O tão almejado e esperado estabelecimento de ensino entrou em funcionamento oferecendo vagas para a clientela no curso Primário completo e apenas para a 5ª e a 6ª séries do curso Ginasial.
14 de março de 1959: Nasceu Jorge Peregrino de Carvalho, na cidade de Chique-Chique, estado da Bahia, filho de Arnoldo Teixeira de Carvalho e de Ester Peregrino de Carvalho
07 de abril de 1959: Foi instalado o município de Central, estado da Bahia, que foi criado no dia 12 de agosto de 1958, pela Lei Estadual nº 1017, desmembrado do município de Chique-Chique.

OBS.: Informações extraídas e selecionadas do livro “Senhor do Bonfim e Bom Jesus de Chique-Chique” Ed. 1999 – Autor: Cassimiro Machado Neto.



Crônica: VIAGEM DE ÔNIBUS PARA SALVADOR (BA).


VIAGENS DE ÔNIBUS
Juarez M. Chaves.

Durante muito tempo quem quisesse viajar de Xique-Xique (BA) para Salvador teria que escolher entre o avião ou enfrentar vários dias dentro de um vapor sobre o Rio São Francisco, até Juazeiro (BA) e a partir dali sacolejar durante dois dias dentro de um trem de ferro, “maria fumaça”. Por terra, saindo de Xique-Xique, havia apenas uma estrada quase carroçável, não pavimentada e transitada apenas por caminhões com carga que faziam o trajeto até Salvador gastando uma média de 4 dias de viagem. Durante muito tempo os estudantes de Xique-Xique que estudavam em Salvador optaram por essa viagem que era feita sobre carrocerias de caminhões, sentados em sacarias de mamona ou milho. Essa odisséia já foi contada neste Blog pela crônica VIAGEM DE CAMINHÃO, publicada no dia 27.abr.2010.
Depois de muito penar com a estrada carroçável para a cidade de Feira de Santana (BA)., o povo de Xique-Xique é contemplado, no final da década de 1950, com a rodovia BA-52, ligando a cidade à Feira de Santana (BA) que, não obstante ainda ser de cascalho e terra batida, apresentava-se muito superior à que substituiu. O traçado da nova estrada seguia, em princípio, o da velha rodovia, com pequenas alterações com vistas à melhoria do trajeto. Na época, foi criada, na cidade de Morro do Chapéu (BA), uma Residência do Departamento de Estrada de Rodagem da Bahia – DERBA, que primava em dar à estrada uma boa assistência, mantendo-a em perfeitas condições de rodagem.
Estimulado pela melhoria da pista para Salvador, um empresário da região constituiu a empresa de ônibus “Rodoviário São Francisco” que, duas vezes por semana fazia a linha Xique-Xique a Salvador. A nova estrada e a regular linha de ônibus para Salvador representou um enorme progresso para a região e para a cidade, vez que as viagens para a capital, a estudo ou a negócios, tornaram-se mais rápidas e mais cômodas.
A pavimentação asfáltica somente chegou a Xique-Xique alguns anos após a inauguração da BA-52, exatamente no ano de 1972 quando o Governo do Estado da Bahia assinou ato determinando o asfaltamento da referida rodovia, agora batizada de “Estrada do Feijão”, com 460 km até a cidade de Feira de Santana (BA), tendo sido inaugurada com grande festa na cidade, no dia 12 de novembro de 1974, como bem demonstram as fotos.
Com a chegada do asfalto, as viagens de ônibus que já eram, para a época, consideradas rápidas e cômodas, tiveram um ganho de qualidade com a introdução de carros mais novos e mais confortáveis que faziam o trajeto até Salvador em menor tempo.
Se antes a gente saía de Xique-Xique, à 5 horas e ia pernoitar em Morro do Chapéu (BA), com os novos ônibus o local do pernoite passou para Mundo Novo (BA) em torno de 110 km adiante, e aquela cidade transformou-se no local do almoço. Saindo de Mundo Novo às 5 horas, a boa estrada e o ônibus novo permitiam que a chegada a Salvador acontecesse até as 16 horas do dia seguinte. Era uma grande viagem para a época.
Por incrível que pareça, quando começou a linha de ônibus de Xique-Xique, Salvador ainda não possuía Estação Rodoviária, que mais tarde foi construída na Baixa do Sapateiro. Assim, os ônibus que vinham do interior do Estado estacionavam para desembarque dos passageiros onde mais lhe conviessem. No caso de Xique-Xique, o local de embarque e desembarque era no largo de São Bento, na Av. Sete.
Em julho de 2009, em mais uma das anuais visitas à minha cidade, fui tremendamente surpreendido com o lastimável estado da Rodovia BA-52, principalmente num trecho de 200 km compreendido entre as cidades de Morro do Chapéu e Xique-Xique, onde gastei mais de 5 horas para percorrê-los, além do prejuízo material causado por estrago na suspensão, desalinhamento das rodas e empeno nos aros.
Fiquei mais impressionado, ainda, com o descaso e o desinteresse dos prefeitos municipais das cidades beneficiadas pela estrada, a partir da cidade de Morro do Chapéu que, pela atitude e passividade ante a destruição da principal via de acesso a Salvador permaneciam como se nada de grave estivesse acontecendo. Em conversa com os conterrâneos durante os 15 dias que passei em Xique-Xique, desfrutando do meu torrão natal, a informação era que o Governo do Estado havia prometido a recuperação total da pista de Xique-Xique a Morro do Chapéu, até no máximo o final daquele ano.
No que pese promessa de político não ser coisa para se confiar, como este é um ano eleitoral é possível que essa importante rodovia seja novamente asfaltada e entregue à população pelo menos até o final deste.
NÓS, COMO CIDADÃOS TEMOS QUE ESTAR ATENTOS ÀS COISAS QUE NOS INTERESSAM DE UM MODO GERAL E NOS PROPORCIONAM UMA MELHORA NA QUALIDADE DE NOSSAS VIDAS. OS POLÍTICOS, PRINCIPALMENTE OS DO PODER EXECUTIVO, SÃO, POR NÓS, ELEITOS PARA GERENCIAREM O BEM PÚBLICO E CABE-NOS FISCALIZAR A GESTÃO DESSES ADMINISTRADORES.






sábado, 10 de julho de 2010

Por do Sol em XIQUE-XIQUE (BA)



POR DO SOL

Esta belíssima foto de um por do sol em Xique-Xique me foi remetida por Machado, ilustre fotógrafo Xiquexiquense que atualmente reside em São Paulo. Mas, não esquece da bela paisagem que ficou gravada em sua mente desde a meninice.
Atualmente a joventude de Xique-Xique tem dificuldade para apreciar esse bele fenômeno da natureza não obstante o mesmo se apresentar, cada vez mais bonito, todos os dias.
Somente os mais interessados e dispostos a se afastar da cidade até ultrapassar os limites impostos pelo horroroso PAREDÃO, podem se deleitar com tal visão.
A outra alternativa, escalar o PAREDÃO para ver o por do sol é uma tarefa muito arriscada sob o ponto de vista da saúde, vez que aquele local é hoje uma latrina pública, uma verdadeira ameaça à saúde daqueles que inadvertidamente decidem galgar as suas escadas.
MEUS CONTERRÂNEOS, FAÇAMOS O POSSÍVEL PARA BOTAR ABAIXO O "PAREDÃO" QUE TANTO ENFEIA E CONCORRE PARA A INSALUBRIDADE DA NOSSA CIDADE, CONVENCENDO ÀS NOSSAS AUTORIDADES ESTADUAIS E MUNICIPAIS DA INUTILIDADE DO MESMO.

Foto Histórica:DESFILE DE SETE DE SETEMBRO



DESFILE DE SETE DE SETEMBRO


Esta é uma fotografia com mais de 60 anos, retratando um desfile de 7 de setembro, na Avenida, em frente ao Grupo Escolar Cezar Zama.
Reparem que o "Prédio" ainda estava novo, inaugurado que fora em 1937, e sem nenhuma árvore ao seu redor.
A Avenida, nessa época, nem sonhava com calçamento e o desfile era feito no chão de terra, com os pedregulhos castigando as pernas desprotegidas dos meninos e meninas, face ao ventão do mês de agosto. Ao longe, a mesma lua, assiste a tudo, passivamente.

História de JECA TATU


O ALMANAQUE DO JECA TATUZINHO

Em 1910 o farmacêutico paulista Cândido Fontoura criou a fórmula de um medicamente tido como fortificante e abridor de apetite, rico em ferro, para ajudar a sua esposa que era anêmica e tinha uma saúde bastante frágil. Naquele tempo, o ideal era ser gordo e magreza era doença.
O grande escritor Monteiro Lobato, amigo do farmacêutico Cândido foi o grande incentivador desse medicamento, inclusive batizando-o de BIOTÔNICO FONTOURA e, a partir daí passou a ser o maior marqueteiro do produto, criando um “Almanaque” cujo personagem principal JECA TATU, se transformou no maior garoto-propaganda do biotônico. O tema que serve de esteio para a estória de Monteiro Lobato é HIGIENE, SAÚDE E TRABALHO.
O Almanaque do Jeca Tatu, distribuído gratuitamente nas Farmácias, era muito procurado pelas pessoas do interior, principalmente pela meninada ávida por ler a estória de Jeca. Acredito que todos os atuais sexagenários brasileiros tiveram em suas mãos, pelo menos um exemplar do “Almanaque do Jeca Tatu”, e se deleitaram com a estória inventada e contada por Monteiro Lobato.
Somente as crianças que viveram em uma pequenina cidade do interior do Brasil, sem rádio, televisão, energia elétrica, bancas de revistas e brinquedos industrializados, nas décadas de 1940 e 1950, têm ideia da importância de uma revistinha como o Almanaque do Jeca Tatu, motivo pelo qual o Blog XIQUEXIQUE publica uma edição do mesmo para que as crianças e os jovens de hoje tenham a oportunidade de ler essa importante obra de um dos nossos maiores escritores e que fazia o maior sucesso naquele tempo:





"HISTÓRIA DE JECA TATU.
Monteiro Lobato

Jeca Tatu morava no sitio. Era solteirão, por isso vivia só. Não totalmente, porque tinha um cão preto, sempre por perto. O apelido de Jeca Tatu advém da maneira como vivia. Caipira assumido e sempre muito sujo. Daí o TATU que é um animal que vive em buracos na terra.
Morava em uma tapera cheia de buracos, onde a lua faz clarão. Também não consertava nada. No quintal só se viam um franguinho magricela, um patinho sem mãe e uma leitoazinha que corria por todos os lados em busca de alguma comida. Jeca, de cócoras, no quintal tomava sol. Não calçava, pois não tinha sapatos. Usava um chapéu de palha, camisa xadrez e uma calça surrada.


Plantar? Qual o que. Tinha muita preguiça. Meia dúzia de covas para o plantio do milho, e já entregava a rapadura. Buscar lenha no mato, era outra dificuldade. Vinha sempre com uns poucos gravetos nas costas.


O melhor era descansar. Deitava-se em baixo de uma árvore e ferrava no sono. O cãozinho aderira a vida e o caráter do dono. Estirado nas pernas do Jeca dormia a sono solto. Ah! Mais a marvada da pinga, estava sempre por perto. Era o que atrapalhava e muito.

Um dia passou por ali um médico que ao ver o Jeca, naquele estado de penúria, e amarelo de tanta debilidade física, compadeceu-se dele e pediu para que mostrasse a língua. Logo em seguida disse: "Você esta com a língua muito suja. Com certeza está com estômago e intestinos em mau estado. Venha á cidade em meu consultório, que vou providenciar uns exames e ver como está sua saúde".
Jeca foi ao consultório do Doutor e depois de feito alguns exames, o médico concluiu que ele precisava fazer um bom tratamento, alimentar-se melhor e deixar a cachaça.
Além do mais, obrigou o Jeca a andar sempre calçado com botas, pois era pela sola dos pés, que passavam os micróbios que lhe danificavam a saúde.


O médico lhe mostrou, ainda, através de uma lente de aumento a ação dos micróbios. Jeca ficou abismado com o que ficou sabendo. Até o cãozinho preto do caipira estava de testemunha do que o doutor falava.




Na volta para casa, Jeca passou na farmácia e já mandou aviar a receita Eram algumas vitaminas e Biotônico Fontoura um fortificante que estava fazendo o maior sucesso. Comprou também algumas frutas e legumes ovos e leite, passando a setratar melhor.

E não deu outra. O nosso Jeca começou a ficar forte e passando a mão em um machado, cortava lenha em abundância. Depois quando ia ao mato trazia um belo feixe na cabeça. Tomou gosto pela coisa e a sua plantação de milho, feijão e mandioca começou a produzir.




Saia para caçar e não tinha medo de nada. Ouvia a onça rugir e enfrentava a danada com socos e queda de braços. As feras corriam logo, embrenhavam-se pelo mato e Jeca ficava vitorioso no confronto. Sua fama alastrou-se na redondeza.



Ficou gordo e bonitão. Arrumou até casamento. Fez uma casa maior e bem feita, com varanda e tudo mais. Andava de chapelão e botas. Teve filhos que ele também não deixava que andassem descalços. Pois sabia agora quanto vale a saúde.Tão compenetrado era, com respeito a isso, que até seus porcos e galinhas, tinham botinas.





Criava porcos em pocilgas bem construídas e duas vezes por ano, levava-os em seu caminhão Para vende-los no mercado da cidade. Comprou mais terras e formou uma pequena fazenda a quem deu o nome de Fazenda Feliz.



A sua vida, ficou totalmente modificada e para muito melhor. Tinha telefone, e uma TV que via á noite, sentado em uma cadeira de balanço.A sua casa era bem arrumada, com um relógio que batia as horas. Em fim, o nosso antigo caipira, era hoje homem de negócios e aos domingos, ia á cidade, cavalgando um belo cavalo alazão, soltando boas baforadas de seu charuto, tudo isso por causa do BIOTONICO FONTOURA.

Adaptação de Maria R. do Amaral