segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

Jornais de Xique Xique: "A ORDEM"


A edição nº 2 do semanário xiquexiquense "A ORDEM",  circulou no dia 24 de julho de 1931, com quatro páginas e trazia como chamada de capa a matéria Carta Aberta do Sr. José Lacerda residente na Vila de Açuruá, que, entre outras coisas elogia o semanário e condena a extinção do município de Gameleira do Açuruá, criado em 09 de julho de 1890.
Essa matéria destaca, ainda, a viagem do coronel Franklin Lins de Albuquerque a São Paulo, a bordo do vapor São Francisco, com breve parada no porto de Xique-Xique, que pretendia manter uma audiência com o general Góis Monteiro e com o tenente Juarez Távora, para conversar sobre a reação dos paulistas contra Getúlio Vargas. O famoso coronel sãofranciscano pretendia colocar seus homens armados à disposição dos revolucionários paulistas. 
Na página dois do semanário,  Página Humorística,  são divulgadas muitas piadas e algumas curiosidades, além de  uma poesia de autoria do conterrâneo Olimpio Antunes Bastos.
A página três é quase que totalmente dedicada a  anúncios comerciais.
A página quatro constam algumas matérias como "A Crise em São Paulo", a "Reforma Ortográfica" e alguns aniversários. Ainda nessa página é divulgada a notícia de que  o Monsenhor Costa se acha adoentado.
Fonte: "Senhor do Bonfim e Bom Jesus de Chique Chique - História de Chique Chique", de Cassimiro Machado Neto.

Estaleiro em Xique Xique (BA): MANUTENÇÃO DAS BARCAS

Antes da existência do estaleiro de Xique Xique (BA), situado no bairro das Pedrinhas, a conservação e manutenção das barcas eram feitas pelos próprios barqueiros que, na margem do Lago Ipueira, utilizavam meios e ferramentas rudimentares.
Atualmente esses trabalhos são feitos por profissionais experientes e em local adequado.

MENSAGEM BÍBLICA: JOÃO 1,18

NINGUÉM JAMAIS VIU A DEUS. O FILHO ÚNICO DE DEUS, QUE ESTÁ JUNTO AO PI, FOI QUEM NO-LO DEU A CONHECER.

Foto do Rio São Francisco: Chegada do Vapor

















Por menor que fosse a comunidade ribeirinha, a chegada de um vapor ao seu modesto porto era sempre motivo de muita movimentação do povo.
Era alguem que partia ou que chegava ou então as transações comerciais que, normalmente eram feitas na beira do rio.
A "prancha" por onde passavam os passageiros era sempre a primeira a ser colocada e a ser retirada.

Vapores do Rio São Francisco: "SÃO SALVADOR"



















O vapor "São Salvador", quando construído, na Bahia, no ano de 1937, pela Dourado Viana & Cia, recebeu, inicialmente, o nome de "Alfredo Viana" e era impulsionado por um hélice.
Depois de navegar muito tempo no trecho do rio São Francisco que fica entre as cidades baianas de Juazeiro e Santa Maria da Vitória foi vendido ao comerciante Clemente Araújo Castro que o revendeu para a Cia. Indústria e Viação de Pirapora.
Já pertencente a essa Companhia, o "Alfredo Viana" foi totalmente reformado, transformado num grande vapor com capacidade para deslocar 40 toneladas e recebeu o nome de "São Salvador".
O "São Salvador" ficou abandonado por muito tempo, mas, atualmente, recuperado, transformou-se em barco escola.



domingo, 30 de dezembro de 2012

Xiquexiquenses Ilustres: SR. VIRGÍLIO MOREIRA

No ano de 1881, nasceu em Xique Xique (BA), o Sr. Virgílio Rodrigues Moreira,  filho do Sr. José Moreira e de D. Ana Rodrigues. De família humilde conseguiu estudar o curso primário e ainda criança  começou a trabalhar  com os pais e as irmãs Adelina Rodrigues Moreira e Amélia Rodrigues Moreira. Quando chegou a vida adulta já  possuía suas próprias economias, o que lhe possibilitou se dedicar à atividade agropastoril, com à criação  de bovinos, ovinos, caprinos e eqüinos, e produzir em sua roça,  vários tipos de mantimentos. 
O Sr. Virgílio Moreira faleceu em Xique Xique no dia 20 de junho de 1960 e está sepultado no cemitério da cidade. A Câmara Municipal de Xique-Xique prestou-lhe uma significativa homenagem ao colocar o  seu nome em uma das ruas da cidade. 
Fonte: "Senhor do Bonfim e Bom Jesus de Chique Chique - História de Chique Chique", de Cassimiro Machado Neto.

Parque Aquático de Xique Xique (BA): O SURUBIM

A entrada do Parque Aquático de Xique Xique (BA) é ornamentada com a escultura em tamanho gigante do SURUBIM peixe rei do Rio São Francisco

Lago Ipueira, em Xique Xique (BA): PESCADOR

No final da tarde, com a  temperatura mais branda o pescador ainda arrisca uma última jogada de tarrafa para levar o peixe do jantar. 

Deuses, Dinheiro & Poder: SOLIDUS DE OURO

SOLIDUS DE OURO, de Justiniano com anjo no reverso (527 dC).
     As moedas batidas entre os séculos V e XII depois de Cristo mostram a ascensão da cruz como símbolo central do dinheiro bizantino e do Sacro Império Romano, que emerge na Europa com o Império Carolíngio.
           "Sólidus, follis, hexagramas e outras moedas ancoradas no símbolo da cruz concorreram sem tréguas com as dracmas árabe-sassânidas e islâmicas em geral.
Fonte:"Coleção Spínola - Nomus Brasiliana"

Enchente de 1979 em Xique Xique (BA): PRAÇA D.MÁXIMO

Lado oeste da Praça D. Maximo, começo da Rua Marechal Deodoro.
No ano de 1979 esse espaço da cidade foi totalmente inundado pelas águas do Rio São Francisco numa das maiores enchentes sofridas por Xique Xique (BA).
Foto: Afonso

Arte Sacra na Bahia: O CRUCIFICADO

Peça do século XVII, representando o Cristo crucificado,  elaborada em marfim, com grande  dramaticidade e acuidade anatômica. 
Originária, provavelmente,   de Goa.
Fonte: Bahia: Tesouros da Fé.
Foto: Sérgio Benutti

Baixio de Xique Xique: PROJETO DE IRRIGAÇÃO DE XIQUE XIQUE (BA)



















 O PROJETO DE IRRIGAÇÃO


Informo aos seguidores e leitores deste Blog que a população de Xique Xique (BA) não concorda com a denominação de BAIXIO DE IRECÊ dada ao Projeto de Irrigação que está sendo implantado no Município de Xique Xique (BA), local onde estão situados o BAIXIO e a ÁGUA necessários à existência do referido Projeto de Irrigação.
Denominá-lo de BAIXIO DE IRECÊ é um grande engano e, acredito, mesmo, que os habitantes da cidade de Irecê (BA) não devam sentir-se confortáveis com essa indevida denominação pois, sabem, mais que ninguém, que naquele Município não tem baixio, não tem água para irrigação e fica a uma distância de mais de 100 km da margem do Rio São Francisco, local da tomada d'água e do canal principal (foto).
Como acredito não serem eles os autores da equivocada denominação e sim que tenha partido de algum técnico que desconhece a realidade dos fatos, bem que os habitantes da cidade de Irecê poderiam ser parceiros dos Xiquexiquenses nesse pleito de mudança do nome do Projeto para BAIXIO DE XIQUE XIQUE, a não ser que queiram compactuar com essa usurpação.



sábado, 29 de dezembro de 2012

Esporte em Xique Xique (BA): Flamengo

O time "Flamengo de Xique Xique", criado em 1952 e mantido por João Pacheco aficionado por futebol e exímio alfaiate.
 

MENSAGEM BÍBLICA: 1 JOÃO 2,5

MAS NAQUELE QUE GUARDA A SUA PALAVRA, O AMOR DE DEUS É VERDADEIRAMENTE PERFEITO.

Crônica Xiquexiqueana: Primeiro de Janeiro em Xique Xique (BA)


A FESTA DE 1º DE JANEIRO EM XIQUE XIQUE (BA).


      Não sei como hoje transcorre a festa de 1º de janeiro em Xique Xique, pois, estando residindo em outra cidade e em face das obrigações profissionais e familiares há mais de 40 anos não participo dessa homenagem ao nosso padroeiro Senhor do Bonfim.
     Mas, na década de 1950, no dia  31 de dezembro as novenas preparativas da festa encerravam-se  com uma liturgia  rica em simbolismo e pródiga em solenidade, com orações cantadas e muito incenso subindo aos céus em agradecimento às graças obtidas e rogando novas bênçãos para o ano entrante.
     Feito isso os fieis postavam-se à porta da Igreja para assistir ao “show” pirotécnico que era produzido por centenas de adrianinos e foguetes de vara fabricados por Seu Romualdo que, subindo paralelos à torre  iluminavam totalmente a noite da Praça D. Máximo e enchia o ar de explosões, conhecidas e queridas por todos.
     Após a cessação dos fogos de artifício, em torno das 20:30 horas, as pessoas mais idosas se dirigia para suas residências e ficavam à espera da benção da meia noite. Outros, no entanto, principalmente os mais jovens e os estudantes, permaneciam no jardim da Praça em bate papo com os amigos até a hora em que começaria o pequeno baile no Clube Recreativo 7 de Setembro, situado na Rua Marechal Deodoro ou como era conhecida a Rua da Sete. Era realmente um pequeno baile, pois, terminava no máximo à meia-noite, hora em que toda a cidade participava da benção do Santíssimo realizada na Igreja Matriz, pois era o momento em que o sacerdote abençoava os fiéis e invocava a Deus o derramamento de graças para o ano que chegava. Logo após a bênção, tempo suficiente para os fiéis chegarem em casa, a energia elétrica era desligada e a cidade ficava às escuras, mas, isso não impedia que as pessoas, realizassem a famosa ceia da meia noite, à luz de velas e candeeiros a querosene.
      E, aí, residia a grande diferença. Xiquexique não tinha o famoso “réveillon” como se conhece hoje e que celebra a virada do ano. A noite do dia 31 de dezembro para 1º de janeiro era destinada ao descanso da população que, após 9 dias de intensas e solenes novenas, recolhia-se, logo após a ceia da meia noite para estar bem disposta no dia seguinte para a grande festa da cidade: o 1º de janeiro. E, as atividades desse dia começavam cedo com a alvorada às 5 horas da manhã, quando os sinos tocavam anunciando o primeiro dia do ano e pipocavam os primeiros foguetes de vara fabricados por Seu Romualdo.
       Parodiando o hino baiano que diz, “Nasce o sol a dois de julho, Brilha mais que no primeiro..., ”, podemos dizer que no dia 1º de janeiro era o dia em que o Sol nascia mais bonito em Xique Xique. Talvez fosse apenas por uma questão psicológica causada pelos semblantes de alegria e muita fé estampados nos rostos de todos os xiquexiquenses desde o momento em que acordavam. Era 1º de janeiro, data da maior festa da cidade. Momento em que todo o povo se reunia na Igreja para homenagear Senhor do Bonfim.
       Nesse dia todos os xiquexiquenses, sem exceção, estavam envergando vestuário novinho em folha, incluindo os sapatos. Não se admitia, e isso era uma questão cultural, que alguém se apresentasse às Missas daquele dia, principalmente a de 9:00 horas em trajes que não estivessem sendo usados pela primeira vez, independente da categoria social e financeira de cada um.
        As pessoas mais idosas e que gostavam de participar de uma Missa menos festiva escolhiam a celebrada às 7:00 da manhã, pelo Padre José de Oliveira Bastos – Padre Bastos. No entanto, a grande população com toda certeza e de roupa nova, estaria presente na Igreja Matriz para a Missa solene das 9:00 horas concelebrada pelos Padre José de Oliveira Bastos (Padre Bastos) e Padre Honório de Queiroz Rocha.

       Também era o dia de glória para o Sr. Caxixe, velho conhecido de todos e  que desde muito tempo era o encarregado de administrar os fogos que seriam lançados no decorrer das Missas. Seu Caxixe, que já passara os nove dias das Novenas encarregado do foguetório, nesse dia postava-se na porta da Igreja a partir das 8:00 horas, também usando calça e camisa brancas, novíssimas, aguardando que o sacristão acionasse os sinos da Matriz anunciando a primeira chamada para a Missa das 9:00 horas, ocasião em que lançava aos ares a primeira leva de foguetes de vara de fabricação local.
      Essas primeiras badaladas eram ouvidas por toda a população, principalmente por serem seguidas com o estouro dos rojões. A partir desse momento as pessoas começavam a chegar ocupando os bancos da Igreja garantindo assim um confortável lugar para a celebração das 9 horas.
      Às 8:30 horas novo repique dos sinos anunciando que faltava apenas 1/2 hora para a Missa e, novamente Seu Caxixe, tição de fogo na mão, lança nova bateria de foguetes, ratificando e reforçando o segundo aviso dado pelo sacristão. Nesse momento, aumentava a afluência dos fiéis que adentrando à Igreja procuravam ocupar os bancos ainda desocupados. Os homens, que eram minoria,  postavam-se sobre a calçada do jardim e ali, fumando e em franco bate papo com os amigos, esperavam, pacientemente a chegada das 9:00 horas.
      Finalmente o relógio da Matriz badala 9:00 horas. Antes que  termine de anunciar as horas, os sinos da torre repicam com toda a força e Seu Caxixe, levado pelo entusiasmo do momento capricha no foguetório. Era uma grande queima de fogos. Nessa hora a Igreja não mais dispunha, sequer, de um lugar desocupado e é grande o número das pessoas que estão em pé ocupando inclusive as calçadas do Templo e nessa posição deverão ficar quase duas horas.
       Concomitante ao silêncio dos sinos e dos foguetes, saem da sacristia em direção ao altar do Senhor do Bonfim os sacerdotes celebrantes Padre Bastos e Padre Honório, ricamente vestidos com todos os paramentos exigidos e usados nas Missas solenes celebradas antes do Vaticano II. No interior da Igreja, não obstante a grande multidão, reinava um profundo e respeitoso silêncio. Os padres, após a saudação ao povo, viravam as costas para os fiéis e começavam a Missa na antiga liturgia. Tudo era em latim e o povo apenas ouvia as leituras feitas pelos celebrantes, sem nada entender. Todavia, o entendimento, para os fiéis, não era tão necessário pois estavam ali apenas homenageando o Senhor do Bonfim e para isso bastava a presença e a reza individual de cada um, enquanto os padres celebravam em latim.
Contudo, havia um momento em que a atenção de todas as pessoas voltava-se para o altar. Era quando, terminada a leitura do Evangelho, também em latim, o padre se virava para o interior do Templo e dirigia aos fiéis algumas palavras sobre o que acabara de ler. Era, como se chamava na época, o sermão do padre. Normalmente, o sermão da Missa das 9:00 horas era feito pelo Padre Honório Rocha, xiquexiquense radicado em Petrolina (PE) mas que nunca deixou de estar presente na festa do Senhor do Bonfim. Padre Honório, além do seu porte atlético, educação e permanente simpatia era detentor de grande cultura, exímio orador e os seus sermões se estendiam por pelo menos 1 hora. Mas, isso, também não era problema, pois, passados os primeiros 20 minutos do entusiasmo com a presença do Pe. Honório, as pessoas que estavam sentadas nos bancos retornavam às suas orações particulares e individuais e deixavam de prestar atenção ao sermão. As que estavam em pé no fundo da Igreja, por falta de bancos e as que assistiam a Missa na calçada do jardim, iniciavam com o vizinho um bate papo ou iam ao exterior do Templo fumar um cigarrinho enquanto o Padre falava.
Terminado o sermão, a Missa voltava ao rito normal e novo ápice acontecia quando da consagração e elevação do Santíssimo, momento em que os sinos voltavam a tocar intensamente e Caxixe liberava outra bateria de foguetes de vara, provocando um barulho ensurdecedor e grande fumaceira em toda a Praça D. Máximo. Os momentos mais solenes da Missa eram embelezados pelo coral das cantoras voluntárias acompanhadas pelo afinado violino de Nei Barreto e o famoso bandolim de Custódio Moraes. Aproximadamente às 11:00 horas, encerrava-se a Missa com todo o povo dando vivas ao Senhor do Bonfim e desejando aos amigos ali presentes muitas alegrias, paz, saúde e grandes realizações no ano que se iniciava. Nesse momento Caxixe liberava a última bateria de fogos de artifício e o povo postado na porta da Igreja, acompanhava, com entusiasmo cada foguete que subia e cada adrianino de três tiros que explodia. Após o “show”, promovido por Caxixe, que sempre estava com um sorriso nos lábios, todos se retiravam para suas residências onde os esperava um lauto almoço regado a vinho e peru com a participação de toda a família. Quem não tinha peru matava uma galinha caipira, cria do próprio quintal e festejava, do mesmo jeito, a entrada do novo ano. A tarde era para um merecido descanso, pois ainda estavam por vir a procissão das 17 horas com a imagem do Senhor do Bonfim e os grandes bailes a partir das 22:00 nos clubes locais
A procissão do Senhor do Bonfim, realizada a partir das 17:00 horas, era uma das solenidades mais bonitas que aconteciam no primeiro dia do novo ano. Encarregada de manter a disciplina dos participantes, D. Pulu organizava duas filas paralelas que ladeavam o andor do Santo Padroeiro por todo o trajeto que, saindo da Igreja seguia pela Rua Marechal Deodoro (Rua da Sete) para no final entrar na Rua Góes Calmon (Rua Grande), seguindo até a Avenida J.J. Seabra que era percorrida até o final e por ela retornando para a Praça D. Máximo que após ser circundada dava acesso à porta central da Matriz onde, finalmente, o povo se aglomerava para assistir ao encerramento dos festejos comemorativos do Senhor do Bonfim. Durante todo trajeto os fiéis entoavam cânticos religiosos com predominância do hino do Senhor do Bonfim, que difere do hino do Senhor do Bonfim de Salvador.
Com o encerramento dos atos religiosos o povo retornava aos seus lares para jantar e aguardar os dois grandes bailes que começavam a partir das 22:00 horas no Clube Recreativo Sete de Setembro e no Clube Beneficente dos Operários. Como já se falou antes esses eram os bailes mais importantes da cidade onde com toda certeza estaria presente a totalidade das famílias xiquexiquense. As mulheres estariam usando vestidos novos e suntuosos, geralmente de tafetá e os homens, mesmos os jovens estudantes, usando paletó e gravata. Por esses trajes pode-se aferir a importância desses bailes. Todos os casais adquiriam mesas nos clubes para que junto com os filhos e filhas ficassem comodamente instalados e, para quebrar a rotina a diretoria do Clube Sete de Setembro, na festa do dia primeiro de janeiro, costumava contratar uma pequena orquestra de outra cidade e o “jazz”, conjunto local ficava encarregado de tocar no Clube Operário. E, como eram os eventos mais importantes da cidade a Prefeitura Municipal permitia que a energia elétrica, que nesse tempo era fornecida por um motor a óleo até à meia noite, ficasse iluminando a cidade até o final dos bailes que normalmente se estendia até às 03:00 horas, em perfeita paz e tranqüilidade com cada pai e mãe se divertindo e ao mesmo tempo assistindo a diversão dos filhos e filhas.
E assim transcorria cada dia 1º de janeiro em Xiquexique. Era um dia intenso de festas religiosas e profanas nas quais se envolviam todas as famílias, independente da categoria social ou profissional de cada uma.
ERA ASSIM O PRIMEIRO DE JANEIRO EM XIQUEXIQUE.







 

sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

Foto Aérea de Xique Xique (BA): VISTA AÉREA A PARTIR DA ILHA DO GADO BRAVO

Esta é uma visão da cidade de quem está sobrevoando a "Ilha do Gado Bravo".
Dá para se notar a grande quantidade de barcas ancoradas no porto natural da cidade.
A rua larga perpendicular ao Lago Ipueira é a Av. J.J. Seabra, uma das principais da urbe.

MENSAGEM BÍBLICA: 1 JOÃO 1,6

SE DIZEMOS QUE TEMOS COMUNHÃO COM ELE, MAS ANDAMOS NAS TREVAS, MENTIMOS E NÃO PRATICAMOS A VERDADE;

quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

Foto Antiga de Xique Xique (BA): CARNAVAL DE 1960

Os jovens estudantes xiquexiquenses numa pausa para fotografia durante o carnaval de 1960.
O local era o "ringue" do clube 7 de setembro que ficava na Rua Marechal Deodoro.
"Ringue" era como a gente denominava o salão ao ar livre existente no clube.
A sede do  Clube Recreativo 7 de Setembro ainda está na Rua Marechal Deodoro, em total decadência.  

quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

MENSAGEM BÍBLICA: ATOS 6,8

CHEIO DE GRAÇA E FORTALEZA, ESTEVÃO FAZIA PRODÍGIOS E GRANDES SINAIS ENTRE O POVO.

Pôr do Sol em Xique Xique (BA): O RETORNO

Terminada a feita semanal em Xique Xique (BA), os muitos feirantes que ali comparecem para a venda dos seus  produtos agrícolas, retornam, no final da tarde, às várias ilhas do Município, onde residem.
O meio de transporte utilizado é sempre o "paquete", pequeno barco de fabricação local, que navega por toda a extensão do nosso lago Ipueira.

terça-feira, 25 de dezembro de 2012

Evangelho Natalino: NASCIMENTO DE JESUS


      LUCAS 2, 1-14

— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo, + segundo Lucas.
— Glória a vós, Senhor!

1 Aconteceu que, naqueles dias, César Augusto publicou um decreto, ordenando o recenseamento de toda a terra.
2 Este primeiro recenseamento foi feito quando Quirino era governador da Síria.
3 Todos iam registrar-se cada um na sua cidade natal.
4 Por ser da família e descendência de Davi, José subiu da cidade de Nazaré, na Galileia, até a cidade de Davi, chamada Belém, na Judeia, 5 para registrar-se com Maria, sua esposa, que estava grávida.
6 Enquanto estavam em Belém, completaram-se os dias para o parto, 7 e Maria deu à luz o seu filho primogênito. Ela o enfaixou e o colocou na manjedoura, pois não havia lugar para eles na hospedaria.
8 Naquela região havia pastores que passavam a noite nos campos, tomando conta do seu rebanho.
9 Um anjo do Senhor apareceu aos pastores, a glória do Senhor os envolveu em luz, e eles ficaram com muito medo. 10 O anjo, porém, disse aos pastores: “Não tenhais medo! Eu vos anuncio uma grande alegria, que o será para todo o povo: 11 Hoje, na cidade de Davi, nasceu para vós um Salvador, que é o Cristo Senhor. 12 Isto vos servirá de sinal: Encontrareis um recém-nascido envolvido em faixas e deitado numa manjedoura”.
13 E, de repente, juntou-se ao anjo uma multidão da coorte celeste. Cantavam louvores a Deus, dizendo: 14“Glória a Deus no mais alto dos céus, e paz na terra aos homens por ele amados”.

- Palavra da Salvação.
- Glória a vós, Senhor.  

segunda-feira, 24 de dezembro de 2012

MENSAGEM BÍBLICA: LUCAS 1, 68

BENDITO SEJA O SENHOR, DEUS DE ISRAEL, PORQUE VISITOU E RESGATOU SEU POVO.

Estaleiro em Xique Xique (BA): TECNOLOGIA DE PONTA

O estaleiro de Xique Xique (BA), situado no bairro "Ponta da Ilha", iniciativa do empresário Valter Lacerda, está de vento em popa face à tecnologia implantada para a construção das barcas.
Aos poucos as velhas barcas de madeira vão cedendo espaço para as novas embarcações feitas com chapas de aço.


domingo, 23 de dezembro de 2012

Aconteceu em Xique Xique (BA) - Século XIX: A JUSTIÇA EM XIQUE XIQUE

No dia 7 de outubro de 1843, por Ato da Presidência da Província da Bahia,  foi criada a Comarca de Senhor do Bonfim e Bom Jesus de Chique-Chique, atual cidade de Xique Xique (BA), separada que foi da Comarca da cidade da Barra, da qual era subordinada.
A nossa Comarca tem, portanto, 169 anos de existência.
Por aí se conclui que a nossa cidade não tem somente os anos que lhe são atribuídos oficialmente.
Fonte: "Senhor do Bonfim e Bom Jesus de Chique Chique - História de Chique Chique" de Cassimiro Machado Neto.

Aconteceu em Xique Xique (BA) - Século XX: POSSE DO INTENDENTE


No dia 28 de maio de 1912 o Cel. Agrário de Magalhães Avelino tomou posse no cargo de Intendente Municipal de Xique Xique (BA) em substituição ao coronel Francisco Martins Santiago, cujo mandato expirou nessa data.
O coronel Agrário de Magalhães Avelino tinha sido eleito nas eleições de 28 de novembro de 1911.

Evangelho Dominical: A VISITAÇÃO

              LUCAS  1, 39-45
Naquele tempo, 39 Naqueles dias, Maria se levantou e foi às pressas às montanhas, a uma cidade de Judá. 40 Entrou em casa de Zacarias e saudou Isabel. 41 Ora, apenas Isabel ouviu a saudação de Maria, a criança estremeceu no seu seio; e Isabel ficou cheia do Espírito Santo. 42 E exclamou em alta voz: Bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto do teu ventre. 43 Donde me vem esta honra de vir a mim a mãe de meu Senhor? 44 Pois assim que a voz de tua saudação chegou aos meus ouvidos, a criança estremeceu de alegria no meu seio. 45 Bem-aventurada és tu que creste, pois se hão de cumprir as coisas que da parte do Senhor te foram ditas! – Palavra da salvação.

Parque Aquático de Xique Xique (BA): PISCINAS E BRINQUEDOS

O Parque Aquático de Xique Xique (BA) prioriza os brinquedos infantis e piscinas rasas como chamariz para as inúmeras crianças que nos fins de semana lá comparecem para se divertirem, junto com os pais.

Foto Interessante de Xique Xique (BA): Parceria BB e Universal

Situação sui generis existe em Xique Xique BA onde o Banco do Brasil divide o espaço do prédio com a Igreja Universal do Reino de Deus.
Não sei quanto a instituição financeira recebe de aluguel pela locação do andar superior

Lago Ipueira: PORTO DE XIQUE XIQUE (BA)

Intensa movimentação de barcas a motor no porto fluvial de Xique Xique (BA).
Após a extinção dos vapores que  navegavam pelo Rio São Francisco as barcas se transformaram no mais importante meio de transporte de pessoas e mercadorias entre as diversas cidades ribeirinhas.

Enchente de 1979 em Xique Xique (BA): Praça 6 de Julho

No ano de 1979 a cheia do Rio São Francisco ultrapassou a Praça D. Máximo e inundou a Praça 6 de Julho, também conhecida, atualmente, como Praça da Caldeira.
Nessa época a velha caldeira ainda não estava assentada na Praça.
Verifiquem que barcas e caminhões navegavam e transitavam pelo mesmo local.
Foto: Afonso 

Dinheiro, Deuses & Poder: CONSTANTIUS IICOM

SUCESSORES DE CONSTANTINO CONSEGUIRAM RECUPERAR O "XP". O SÍMBOLO FOI ESCRITO NUM LÁBARO CARREGADO PELOS LEGIONÁRIOS DE CONSTANTIUS. DAÍ VEM A LEGENDA QUE DOMINA ANTIGAS MOEDAS BRASILEIRAS: IN HOC SIGNO VINCES" (COM ESTE SINAL VENCERÁS)
MOEDA: (337/61 dC) AE Centenionalis (21 mm, 4,01g)
Fonte:Coleção Spínola - Nomus Brasiliana

Arte Sacra na Bahia: NOSSA SENHORA DA CONCEIÇÃO

IMAGEM DO SÉCULO XVII PROVENIENTE DO CONVENTO DE SANTA CLARA DO DESTERRO. É ESCULPIDA NO ESTILO CLASSICISTA DA ESCOLA DE CASTELA, UMA VIRGEM DOTADA DE FORÇA E TRANQUILIDADE IDEAIS PARA  AS MULHERES QUE CONCEBEM.  PEANHA DE NUVENS ACRESCIDA DE QUERUBINS.
ESTÁ NO MUSEU DE ARTE SACRA DE SALVADOR BAHIA.
Fonte: "Bahia: Tesouros da Fé"
Foto: Sérgio Benutti

Foto Denúncia: INVASÃO DO PAREDÃO

Face ao descaso do gestor municipal, nesses últimos 8 anos, o espaço situado entre o "paredão" e a margem do Lago Ipueira, foi invadido e totalmente tomado por casebres sem as mínimas condições de higiene, num verdadeiro atentado à saúde pública da cidade.
Como se isso não bastasse, estão iniciando a invasão na parte superior do "paredão", com a colocação de bancas.
É assim que começa.
Espero que o atual Prefeito Municipal, também, por ser médico, volte os olhos para a saúde  dos xiquexiquenses e do Lago Ipueira.

sábado, 22 de dezembro de 2012

Histórias do meu Xique Xique (BA): AS LAPINHAS


AS LAPINHAS EM XIQUE XIQUE

     É tradição de muitos anos em Xique Xique (BA), no mês de dezembro as famílias montarem um presépio de Natal ao qual dão o nome de “LAPINHA”.
     A Lapinha, diminutivo de lapa, gruta, é uma representação do local onde nasceu Jesus e é feita com pedras e papeis pintados.    Era a forma encontrada pelas famílias católicas para homenagear o Menino Deus  que iria nascer no dia 25 de dezembro.
     Mas as fazedoras de lapinhas não se contentavam apenas com a montagem da gruta que iria abrigar a família de Nazaré, cercada por animais e reis magos. A gruta tradicional sempre estava presente, mas, em volta dela, a decoração tomava o rumo imaginado pela dona da lapinha.
     Valia colocar tudo que se dispusesse em casa e que sob sua ótica servisse para enfeitar a sua homenagem ao Deus Menino, não importando se aquele objeto estava ou não em conformidade com a liturgia do Advento.
     Por isso as Lapinhas em Xique Xique variavam de tamanho em função da armação de pedras e papeis e dos itens decorativos espalhados por toda a estrutura. O que se queria era impressionar o visitante que, com certeza estaria, no mês de dezembro a percorrer casa por casa admirando as lapinhas, às vezes as mesmas que vira no ano anterior e em nada mudara, pois a dona da lapinha já tinha de cor os objetos decorativos a serem utilizados bem como os seus respectivos lugares.
     Era muito comum, pela novidade, a utilização de pequenas conchas marinhas, dessas que são abundantes em todas as praias do nordeste e que eram trazidas e presenteadas por algum amigo que estivera em Salvador.     
     As lapinhas que me acostumei a admirar em minha infância, quando a gente peregrinava pelas casas em Xique Xique, roteiro que também fizeram os nossos pais e avós, eram presépios pitorescos, de graça ingênua que tinham, como sem falta, um “lago” feito de espelho, cercado de fina e branca areia trazida das praias de Salvador ou da Gameleira do Assuruá, onde “nadavam” patos e outras aves aquáticas.
     Também se faziam presentes  animais feitos de barro de louça,  bonecos de porcelana, bibelôs de resina, vasos de plantas  com sementes de arroz recém germinadas, camelos e dromedários, pastores de cajado, soldadinhos de chumbo  e uma infinidade de bugigangas, enfeites e tudo o mais  que a dona  pudesse guardar para ser usada na decoração da sua lapinha.
     Face à tradicionalidade desse trabalho existiam famílias que faziam lapinhas desde o início do séc. XX, continuando uma tradição que vinha dos seus avós. Por isso, como novos enfeites decorativos eram anualmente agregados a cada montagem da lapinha a tendência é que ano a ano fosse aumentando cada vez mais os itens utilizados na feitura da homenagem.
    As lapinhas de Xique Xique estavam mais para um trabalho de decoração artesanal do que para uma homenagem ao menino Deus. Havia lapinhas famosas e que faziam de tudo para se manterem na posição.
    Os xiquexiquenses mais velhos relembram ainda hoje, com saudades, as lapinhas mais bonitas e mais bem feitas da cidade que eram armadas logo no começo do mês de dezembro.
   Lembro-me muito bem de algumas lapinhas que ficaram gravadas na minha memória: a lapinha de D. Filomena, que ficava na Rua Marechal Deodoro, a de D. Beleza que ficava na mesma rua, a lapinha de D. Adalgisa que ficava na Rua Góis Calmon e a lapinha de D. Angélica Barreto, na Praça D. Máximo, afora outras dezenas que não consigo lembrar-me devido a passagem do tempo. 
     No entanto, todas eram lapinhas feitas com muita dedicação e muito bom gosto com uma profusão de brinquedos e enfeites que somente eram expostos a cada ano.      Chegado o dia de Reis, quando as lapinhas eram desmontadas, esses maravilhosos brinquedos e enfeites que enfeitiçavam as cabecinhas das crianças visitantes e provocavam o deleite dos adultos, eram novamente encaixotados e guardados por mais um ano. 
     Muitas lapinhas que eram visitadas nos anos 1950, continuam hoje a serem armadas fazendo o mesmo sucesso de antigamente, o que demonstra que a homenagem ao Deus da Esperança, que em breve chegará, ainda continua forte.
     Todas as famílias de Xique Xique, que armavam lapinhas, tinham a maior satisfação em receber os conterrâneos para mostrar a sua obra prima. Nessas ocasiões eram servidos cafezinhos e bolos caseiros para todos os visitantes e era patente o largo sorriso sempre estampado na face da dona da lapinha acompanhando a admiração dos visitantes e dando explicações da origem de cada um dos enfeites espalhados. 
     E, faziam isso com muito orgulho e dedicação, fossem as lapinhas grandes e ricas ou lapinhas pequenas e modestas, pois todas eram visitadas pela população da cidade.



Praça Getúlio Vargas: MUDANÇA DE NOME


    Tomei conhecimento de que projeto de lei, apresentado pelo Vereador Esermilson Rocha, mudando o nome da Praça Getúlio Vargas para Praça Dr. Rossini Sena de Almeida, foi aprovado  pela Câmara de Xique Xique (BA).  
       No que pese não haver tido a oportunidade de, pessoalmente, conhecer o Dr. Rossini,  considero-o digno de ter o seu nome num logradouro ou num equipamento da terra onde serviu com médico, além do fato de ser filho do estimado Oberdã Soares que, como farmacêutico vem prestando grandes serviços à saúde de Xique Xique.
     No entanto, em princípio não concordo em retirar o nome de Getúlio Vargas, nosso grande Presidente,  da Praça mais antiga da cidade, construída que foi, no ano de 1942, pelo Prefeito Municipal Tenente Antônio Justiniano de Souza. 
       Existem outras Praças na cidade cujos nomes se referem a pessoas totalmente desconhecidas ou que nada têm em relação ao nosso País ou ao nosso Município. Poder-se-ia, nesse caso fazer a substituição.
        Por outro lado, como o Dr. Rossino era médico, com grandes serviços prestados nessa área da saúde, o seu nome poderia honrar um dos muitos Postos de Saúde existentes na cidade.
         Finalmente, poder-se-ia colocar o nome do Dr. Rossino  no Hospital da cidade, substituindo o nome da Sra. Julieta Viana, que mesmo sendo uma ilustra cidadã nada tem a ver com a nossa terra.
          Essa é a minha opinião.



MENSAGEM BÍBLICA: LUCAS 1,50

SUA MISERICÓRDIA PASSA DE GERAÇÃO EM GERAÇÃO PARA OS QUE O TEMEM.

Xiquexiquense ilustre: CEL MANOEL TEIXEIRA DE CARVALHO


No dia 29 de setembro de 1879, há 133 anos, nasceu em Xique Xique (BA) o Cel. Manoel Teixeira de Carvalho,  filho do Sr. Antônio Teixeira de Carvalho e de D. Antônia Teixeira de Carvalho. Além de  fazendeiro, comerciante e político o Cel. Manoel Teixeira fazia parte  da Guarda Nacional, ocupando o posto de coronel.
Foi membro do Conselho Municipal de Xique Xique, através de eleições democráticas, por três mandatos consecutivos: 1904-1908, 1908-1912 e 1912-1916.
Através de nomeação exercer a mesma função nos períodos de: 1916-1920, 1924, 1928 e 1933.
Exerceu o mandato de Intendente Municipal de Xique Xique, nomeado pelo Governador da Bahia, em quatro datas distintas: 1924, duas vezes, e 1928-1930.  
O Cel Manoel Teixeira de Carvalho  foi homenageado com a colocação do seu nome numa das ruas comerciais da cidade.
Fonte: "Senhor do Bonfim e Bom Jesus de Chique Chique - História de Chique Chique", de Cassimiro Machado Neto. 

sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

Foto Aérea de Xique Xique (BA): Centro Histórico

 A Praça D. Máximo, onde estão situadas a Igreja Matriz do Senhor do Bonfim e o prédio da Prefeitura, é, por excelência, o centro histórico da cidade de Xique Xique (BA).
Provavelmente o primeiro conglomerado residencial da cidade aconteceu  nesse local.

MENSAGEM BÍBLICA: LUCAS 1, 43-44

E ISABEL, CHEIA DO ESPÍRITO SANTO, EXCLAMOU EM VOZ ALTA: "BENDITA ÉS TU ENTRE AS MULHERES E BENDITO É O FRUTO DO TEU VENTRE"

Crônica Xiquexiqueana: AS NOVENAS DO SENHOR DO BONFIM

  
NOVENAS DO SENHOR DO BONFIM

   Na década de 1950 e, creio que ainda  hoje, a data mais importante de Xique Xique (BA) é a festa do Senhor do Bonfim, padroeiro da cidade, celebrada no dia 1º de janeiro.
   Nos idos daquela década, quando chegava o esperado dia da festa, todos os xiquexiquenses enfatiotavam-se com o melhor vestuário, com a obrigação de ser novo.
   E, toda essa preparação, visava, unicamente, participar da Missa Solene das 9 horas na Igreja Matriz do Senhor do Bonfim, celebrada pelo Pároco de então Padre José de Oliveira Bastos (Padre Bastos) auxiliado pelo Padre Honório de Queiroz Rocha, ficando este encarregado da homilia, na qual gastava mais de uma hora falando.
   O Padre Honório Rocha era filho de Xique Xique, mas exercia o sacerdócio em Petrolina (PE) além de ser professor no Ginásio D. Bosco daquela cidade. Bom orador sacro, muito admirado pela sua inteligência e preparo cultural, nunca deixou de comparecer à festa anual em homenagem ao Senhor do Bonfim.
   Mas, antecedendo ao brilhantismo da festa do dia 1º de janeiro, aconteciam, durante 9 noites, as famosas novenas do Senhor do Bonfim tendo a cada dia, como patrono, uma determinada categoria econômica ou social da cidade.
   Era a noite das viúvas, a noite dos comerciantes, a noite das moças, dos fazendeiros, dos rapazes, etc.
   Mas, a novena mais esperada e mais animada em função da quantidade de fogos de artifício era a noite dos pescadores.
     Como a prever a nobreza da festa do dia 1º de janeiro, as novenas já se revestiam de grande solenidade e eram prestigiadas por todo o povo e pelos sacerdotes que se encontrassem na cidade.
   Durante os nove dias das novenas os sinos da Matriz costumavam badalar às 12:00 h e às 18:00 h. Nesses dois momentos acontecia a queima de fogos em frente a Igreja. A depender do foguetório do meio dia já se podia fazer uma ideia da quantidade de fogos que seria utilizada na novena, principalmente no momento da elevação do Santíssimo quando a Praça D. Maximo ficava coberta por uma nuvem de fumaça e o ensurdecedor barulho dos fogos impedia qualquer audição de quem estivesse conversando nos bancos do jardim.
   Existia um senhor, conhecido por "Caxixe", modesto xiquexiquense, conhecido de toda a comunidade, que era o principal operador do foguetório especialmente os rojões soltados em frente à Igreja do Senhor do Bonfim, em todas as novenas que antecediam as festas religiosas da cidade.
   O pipocar dos fogos fascinava não somente as crianças. Os adultos, também ficavam admirados com os foguetes que subiam paralelos à torre da Igreja para logo em seguida lançarem o estouro. Precisava ver como Caxixe exercia aquela função com dignidade e responsabilidade. Ele e somente ele estava autorizado e capacitado a soltar os foguetes, principalmente, nas novenas do Senhor do Bonfim, não importando quem fosse o patrocinador da respectiva noite
   Eventualmente levado pela nossa insistência, Caxixe permitia que um de nós soltasse um dos foguetes de vara, mas somente no horário do meio dia. Mesmo assim a gente tinha que seguir a sua explicação sobre a forma verticalmente correta de se colocar a vara do foguete bem como a melhor maneira de encostar o tição aceso na pólvora e o momento certo de liberá-lo para que, levado pelo empuxo, subisse retilíneo para o céu. Era a maior alegria e a gente ficava plenamente satisfeito com apenas um foguete que nos fosse permitido soltar
E assim a cada ano, como ainda hoje, a população católica de Xique Xique homenageava o Senhor do Bonfim com uma bonita festa religiosa no dia 1º de janeiro antecedida por bonitas novenas com a Igreja totalmente lotada de fiéis que lá compareciam para fazer suas orações ao Santo Padroeiro, admirarem a decoração da Matriz e pedirem graças e saúde para o ano vindouro.

               Ontem recebi da amiga Zélia Jacobina, a programação  das novenas de preparação para a festa do Senhor do Bonfim que será celebrada no dia 1º de janeiro de 2013. Isso apenas demonstra que a devoção ao Senhor do Bonfim continua intacta na nossa Xique Xique.

NOVENAS E FESTA DO PADROEIRO SENHOR DO BONFIM

     Tema: “A PALAVRA DE DEUS NA VIDA E MISSÃO DA IGREJA”


     1º dia 23/Dez – Domingo:  Às 17:00 h tradicional procissão fluvial com a imagem do Senhor do Bonfim, saindo da ilha do Miradouro, em direção ao Parque Aquático Ponta das Pedras até a para Igreja Matriz. Haverá lavagem das escadarias da Igreja, bênção dos barqueiros e dos veículos automotores. 
Às 19:30 – Missa de abertura do novenário.Tema:  "Eis–me aqui a Serva do Senhor, faça-se em mim segundo a sua Palavra". (Lc. 1.38). Convidados especiais:  Grupo de Mulheres de Xique Xique, Grupo de Natal em Família, Professores e Professoras, Dízimistas e Comunidade de São Pedro.
    2º dia 24/Dez - Segunda Feira: Às 22:00 h,  Missa do Galo .Tema: Eu vos anuncio uma grande alegria." (Lc. 1,10). Convidados Especiais: Ministros Extraordinários da Eucaristia e da Palavra, Ministérios das Exéquias, Liturgia, Salmistas,  cantores e toda comunidade Urbana.
   3º Dia 25/Dez – Terça Feira: Às 19:00 h  Missa. Tema: "No princípio era a Palavra, e a Palavra era Deus e veio morar entre nós." (Jo.1,1). Convidados Especiais: Pastoral da Criança, Infância Missionária, Pastoral do Menor, Pastoral do Batismo e  Comunidades de Nossa Senhora Aparecida, São João Batista.  Bênção para as Crianças.
    4º Dia 26/12/12 - Quarta feira: Às 19:00 h  Missa. Tema: "O Espírito de Vosso Pai é que falará através de vós." (Mt. 10,20). Convidados Especiais: Pastoral da Juventude, Pastoral Vocacional, Catequese, Ministério de Teatro e Comunidades N.S. da Conceição, Santa Luzia e Bênção para os Jovens.
   5º Dia –27/Dez - Quinta Feira: Às 19:30 h Missa. Tema: "Os nossos olhos, contemplaram e as nossas mãos tocaram na palavra da vida" (1 Jo 1.1).  Convidados Especiais: Irmandade de São José,  Terço dos  Homens, Associações, Comunidade Santa Marta e Marreca Velha.
    6º Dia 28/Dez – Sexta Feira: Às 19:00 h Missa. Tema: "A palavra de Deus é Luz." (1J0.1,5).  Convidados Especiais: Comunidades de Santo Antônio e Santo Inácio e Apostolado da Oração.
  7º Dia 29/Dez -  Sábado: Às 19:00 h Missa. Tema: "Meus olhos viram a sua Salvação (Luc. 2,31) – Convidados: Comerciantes, Bancários, Pia União dos Filhos e Filhas de Maria, Comunidades e Centro. Bênção para os Comerciantes. Comunidade de São Lourenço e Nova Iguira.
Às 16:00 h Missa para  os idosos.
     8º Dia 30/Dez -  Domingo: Às 19:30 h Missa. Tema: "Que a palavra de Cristo com toda a sua riqueza habite em vós." (Col.3,15). Convidados Especiais: Pastoral Familiar, Renovação Carismática, Conselho de Leigos, Aposentados. – Comunidade São Francisco.
     9º Dia 31Dez – Segunda Feira: Às 22:00 H Missa. Tema: "Escuta Israel o Senhor teu Deus quer falar." (Mt.11, 25). Convidados Especiais: Todas as Comunidades, Poder Judiciário, Poder Legislativo, Poder Executivo e todos os Devotos do Senhor do Bonfim.,  Bênção  para os devotos, para o Ano Novo  de 2013 e para todos os Paroquianos.

1º  de Janeiro 2013 – Terça Feira - Festa do Padroeiro. 
          Às 05:00 h alvorada. 
          Às 10:00 h Missa Solene para. Convidados Especiais: Comunidade Rural,  Pastorais, Grupos, Movimentos e Devotos do Sr. Do Bonfim. 
         Ás 12:00 h Oração do Ângelus. 
         Ás 17:00 h Grandiosa Procissão. Após a Missa, Bênção do Santíssimo Sacramento e Queima de Fogos.




quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

Cantinho da Seresta: ADEUS AMOR


O Blog de JUAREZ MORAIS CHAVES fez uma seleção de músicas genuinamente brasileiras, tocadas e cantadas na segunda metade do século passado, principalmente nos anos 1960, "cifradas" para violão e que, semanalmente, estarão sendo divulgadas. 

Mensagem Bíblica: LUCAS 1,38

DISSE ENTÃO MARIA: "EIS AQUI A SERVA DO SENHOR. ACONTEÇA COMIGO SEGUNDO A TUA PALAVRA!" E DELA SE AFASTOU O ANJO.

SAÚDE PÚBLICA EM XIQUE XIQUE (BA): JUSTA PROVIDÊNCIA


O Ministério Público do Estado da Bahia, através da Promotora de Justiça de Xique Xique (BA), Dra. Severina Patrícia Fernandes, corrigiu uma grande injustiça que estava sendo cometida pela Autoridade   Municipal, impedindo que os pacientes pudessem continuar o tratamento da saúde  em Salvador, alegando inexistência de recursos financeiros.
 Resolveu a questão  através de uma Ação Cautelar Inominada Preparatória de Ação Civil  e Improbidade Administrativa contra o gestor municipal,  conseguindo a ANTECIPAÇÃO DE TUTELA concedida pela MM Juíza da Vara da Fazenda Pública de Xique Xique, Dra. Bianca Gomes da Silva,  que obrigou o Município a arcar com as despesas relativas a:
                I)    Transporte semanal de ida e volta, para Salvador (BA), para os doentes;
          II)  Alimentação e hospedagem, inclusive para os acompanhantes, por todo o período que estiverem fora de Xique Xique (BA);
        III) A locomoção desses pacientes e acompanhantes do local de onde estão hospedados até os respectivos hospitais.

ESTE BLOG APRESENTA, À DIGNÍSSIMA PROMOTORA PÚBLICA E À MM JUÍZA DE DIREITO, OS PARABÉNS PELA ACERTADA E JUSTA DECISÃO O QUE DEMONSTRA SENSIBILIDADE E HONESTIDADE DO PODER JUDICIÁRIO E DO MINISTÉRIO PÚBLICO QUE ATUAM NA MINHA CIDADE.
          
 
 

 

quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

Vapores do Rio São Francisco: "DJALMA DUTRA"













O vapor "Djalma Dutra" ancorado num porto do Rio São Francisco  abastecendo-se de lenha, combustível consumido pela caldeira que permitia o deslocamento da embarcação.

Foto antiga de Salvador: O CAMPO GRANDE















PRAÇA DOIS DE JULHO, TAMBÉM CONHECIDA COMO "CAMPO GRANDE".

Jornais de Xique Xique (BA): "A ORDEM"


"A ORDEM"

 Primeira Edição: Em 17 de julho de 1931 começa a circular na cidade de Xique-Xique (BA) a edição número 01 do semanário"A ORDEM",  tamanho tablóide, com quatro páginas, sob a direção conjunta de Claudemiro Miranda e Jaime Pucini. A redação estava localizada  na Rua Aurora.
A chamada da capa estampa o título "Em Caminho do Progresso".  
Os outros destaques da edição n° 01 eram: "Vila de Açuruá e Lampião."
Na página três acontecem os anúncios comerciais: "Livraria Ruy Barbosa", do Sr. Olímpio Antunes Bastos, "Loja Rocha", do Sr. Lithercílio Rocha, "Armazém Guarani", do Sr. Francolino José dos Santos, "Loja Teixeira" do Sr. Manoel Teixeira de Carvalho e "Farmácia Nogueira".
Fonte: "Senhor do Bonfim e Bom Jesus de Chique Chique - História de Chique Chique", de Cassimiro Machado Neto.

Mensagem Bíblica: LUCAS 1, 25

ASSIM O SENHOR FEZ COMIGO, QUANDO LHE AGRADOU ACABAR COM A HUMILHAÇÃO QUE EU PASSAVA PERANTE O POVO.

terça-feira, 18 de dezembro de 2012

Mensagem Bíblica: Jr 23,6

EM SEUS DIAS, JUDÁ SERÁ SALVO E ISRAEL HABITARÁ EM SEGURANÇA. ESTE É O NOME COM QUE O CHAMARÃO: "SENHOR, NOSSA JUSTIÇA".

segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

Baixio de Xique Xique: O PROJETO DE IRRIGAÇÃO

 










 
BAIXIO DE XIQUE XIQUE: O PROJETO

       Informo aos seguidores e leitores deste Blog que a população de Xique Xique (BA) não concorda com a denominação de BAIXIO DE IRECÊ dada ao Projeto de Irrigação que está sendo implantado no Município de Xique Xique (BA), local onde estão situados o BAIXIO e a ÁGUA necessários à existência do referido Projeto de Irrigação.
      Denominá-lo de BAIXIO DE IRECÊ é um grande engano e, acredito, mesmo, que os habitantes da cidade de Irecê (BA) não devam sentir-se confortáveis com essa indevida denominação pois, sabem, mais que ninguém, que naquele Município não tem baixio, não tem água para irrigação e fica a uma distância de mais de 100 km da margem do Rio São Francisco, local da tomada d'água (FOTO).
      Como acredito não serem eles os autores da errada denominação e sim que tenha partido de algum técnico que desconhece a realidade dos fatos, bem que os habitantes da cidade de Irecê poderiam ser parceiros dos Xiquexiquenses nesse pleito de mudança do nome do Projeto para BAIXIO DE XIQUE XIQUE, a não ser que queiram compactuar com essa usurpação.

Fotos do Rio São Francisco: O VAPOR E A BARCA














Tradicionais meios de navegação do Rio São Francisco na década de 1950.
O "vapor", na foto o "Djalma Dutra", que transportava, principalmente passageiros e alguma mercadoria numa pequena "lancha" a ele anexada.
A barca a "vela e a remo", transportando, principalmente, mercadorias entre as cidades situadas de Juazeiro BA a Pirapora MG.
O vapor foi, irresponsavelmente, banido do Rio São Francisco.
A barca "a vela e a remo" foi substituída  por outras mais modernas e mais velozes, movidas a "diesel".
Foto: Marcel Gautherot

Mensagem Bíblica: GÊNESIS 49, 10

O CETRO NÃO SE AFASTARÁ DE JUDÁ NEM O BASTÃO DO COMANDO DE ENTRE SEUS PÉS, ATÉ QUE VENHA O LEÃO, A QUEM PRESTARÃO OBEDIÊNCIA OS POVOS.

domingo, 16 de dezembro de 2012

Evangelho Dominical: PREGAÇÃO DE JOÃO BATISTA


        TERCEIRO DOMINGO DE ADVENTO    Evangelho de Lucas 3, 10-18

As multidões perguntavam a João:«O que é que devemos fazer?» Ele respondia: «Quem tiver duas túnicas, dê uma a quem não tem. E quem tiver comida, faça a mesma coisa.» Alguns cobradores de impostos também foram para ser batizados e perguntaram: «Mestre, o que devemos fazer?» João respondeu: «Não cobrem nada além da taxa estabelecida.» Alguns soldados também perguntaram: «E nós, o que devemos fazer?» Ele respondeu: «Não maltratem ninguém; não façam acusações falsas e fiquem contentes com o salário de vocês».
O povo estava esperando o Messias. E todos perguntavam a si mesmos se João não seria o Messias. Por isso, João declarou a todos: «Eu batizo vocês com água. Mas vai chegar alguém mais forte do que eu. E eu não sou digno nem sequer de desamarrar a correia das sandálias dele. Ele é quem batizará vocês com o Espírito Santo e com fogo. Ele terá na mão uma pá; vai limpar sua eira, e recolher o trigo no seu celeiro; mas a palha ele vai queimar no fogo que não se apaga». João anunciava a Boa Notícia ao povo de muitos outros modos.

sábado, 15 de dezembro de 2012

Mensagem Bíblica: MATEUS 17, 12a-b

MAS EU VOS DIGO QUE ELIAS JÁ VEIO E NÃO O RECONHECERAM. AO CONTRÁRIO, FIZERAM COM ELE O QUE QUISERAM.

Estaleiro em Xique Xique (BA): GRANDES EMBARCAÇÕES

 A modestia do estaleiro de Xique Xique (BA), não o impede de construir grandes barcas com casco de aço como se vê na foto.
Essas barcas construídas em Xique Xique terão uma vida útil bem maior que as atuais feitas de madeira e por muitos anos navegarão pelo rio São Francisco, transportando gente e mercadorias.

sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

Xiquexiquenses Importantes: PARTEIRA ROSA BARAÚNA


No dia 04 de setembro de 1872, nasceu na Ilha do Meio, Município de Xique Xique (BA) a Sra. Rosa Baraúna Bahia, filha do Sr. Cândido Rodrigues Baraúna e de D. Domingas Rodrigues de Jesus.
     Em 1898 casou-se com o Sr.Aureliano Raimundo Bahia, tiveram 14 filhos e continuaram morando na Ilha do Meio, até o falecimento do marido quando ela e os filhos mudaram-se definitivamente para Xique Xique, fixando residência na Rua Castro Alves,  pois desejava que seus filhos estudassem.

     Foi a partir da sua chegada em Xique Xique que Rosa Baraúna começou a exercer a  atividade de parteira, atendendo, voluntariamente e apenas com o desejo de ser útil, aos mais pobres, sem nada cobrar pelos seus serviços. 

   Dizem os que a conheceram e principalmente as mulheres que por ela foram atendidas nos trabalhos de parto que "Mãe Rosa", como gostava de ser chamada pelas crianças que “aparava”, tinha uma inata generosidade e um espírito de liderança que apenas a sua simples presença transmitia para a parturiente muita paz e confiança durante os procedimentos do parto. 
   A parteira Rosa Baraúna Bahia, faleceu no ano de  1947, está sepultada no cemitério de Xique Xique e, atualmente é nome de uma das principais ruas da cidade uma gratidão muito justa feita pelo povo de xiquexiquense através dos seus representantes políticos.